Em dia de boas estreias, CEC empata com Brasília

Allan Dellon foi irretocável no papel de coadjuvante de Bruno Morais. No final, cansou
Allan Dellon foi irretocável no papel de coadjuvante de Bruno Morais. No final, cansou

Um jogo digno de final. Um jogo de mata-mata. Ceilândia e Brasília fizeram uma das melhores partidas da competição na tarde deste sábado, em Formosa, pelas quartas-de-final do metropolitano 2016. Só não saiu o gol.

O jogo começou com os times a mil por hora. O Ceilândia, como poucas vezes aconteceu neste campeonato, assumiu as rédeas da partida nos primeiros cinco minutos. Não demorou e o Brasília equilibrou o jogo e passou a ser ele quem tomava a iniciativa. Com Santos dando muito trabalho a Liel e Giba dando trabalho a Wallace, o Brasília rondou a área alvinegra até os 20 minutos, mas sem conseguir romper a muralha alvinegra.

Kabrine enfim mostrou um futebol consistente defensiva e ofensivamente
Kabrine enfim mostrou um futebol consistente defensiva e ofensivamente

Nos últimos 20 minutos do primeiro tempo, quem deu as cartas foi o Ceilândia. Muito disso graças às atuações dos estreantes Bruno Morais e Claudecir.  O Gato Preto que sempre fora sólido defensivamente, pela primeira vez nesses últimos jogos, era um time capaz de sair da defesa para o ataque tocando a bola.

Wisman, depois da atuação horrível diante do Formosa, não foi brilhante, mas voltou a jogar bem
Wisman, depois da atuação horrível diante do Formosa, não foi brilhante, mas voltou a jogar bem

As melhores oportunidades do primeiro tempo estiveram nos pés de Bruno Morais. Na primeira, Claudecir entrou na grande área, tocou para Bruno Morais, mas a bola não lhe estava à feição para o pé esquerdo. Bruno tocou para Wisman que bateu de primeira, mas a bola saiu fraca.

Dois minutos depois, Bruno Morais recebeu na entrada da grande área e bateu forte, mas a bola saiu rente à trave do Brasília.

Bruno Morais: mudou para melhor o estilo de jogo do Ceilândia
Bruno Morais: mudou para melhor o estilo de jogo do Ceilândia

O primeiro tempo terminou sem gols. Se por um lado mostrava que o Gato melhorara com as entradas de Bruno Morais e de Claudecir, noutra medida mostrava que o Brasília era um grande adversário e qualquer descuido poderia ser fatal.

Veio o segundo tempo e a história se repetiu, mas sem as nuances do primeiro tempo: o Ceilândia até que assumiu a iniciativa no começo do segundo tempo, mas o foi uma iniciativa estéril. O Brasília equilibrou o jogo e a partida permaneceu assim até os 25 minutos.  Foi nesse período em que ocorreu o grande lance do jogo. Bobeira da defesa do Gato e Wallace quase fez contra, mas Léo operou mais um de seus milagres, salvando no mais puro reflexo.

Liel: sofreu com Santos no começo, mas depois botou ordem na casa
Liel: sofreu com Santos no começo, mas depois botou ordem na casa

Nos últimos 20 minutos o Ceilândia pareceu ter cansado. O Brasília teve um domínio do jogo como não tivera antes. Rondou a área alvinegra com algum perigo, mas sempre lhe faltava o último passe. De modo geral, apelava para a bola aérea para o sempre perigoso Giba. A defesa do Ceilândia sofreu, mas conseguiu evitar o gol colorado.

Giba deu muito trabalho a Wallace
Giba deu muito trabalho a Wallace

Adelson até tentou mexer. Primeiro, colocou Filipe Cirne no lugar de Bruno Morais, não deu muito certo. O Brasília continuou mandando nos minutos finais. Colocou Mario Henrique no lugar de Wisman e, já no final, Maninho no lugar do cansado e combativo Allan Dellon.

Se Giba deu muito trabalho, Claudecir deu mais trabalho ainda: boa estréia
Se Giba deu muito trabalho, Claudecir deu mais trabalho ainda: boa estréia

Naquele momento os times pareciam dois boxeadores cansados.  Um jogão em que, se por um lado tivemos um Ceilândia capaz de realizar jogadas estruturadas no meio de campo, tivemos um Brasília com uma bola parada muito forte e com Giba dando enormes trabalhos à defesa alvinegra.

Na próxima quinta os times voltam a se enfrentar. Empate leva o jogo para os pênaltis. Será a hora de separar os candidatos ao título dos perdedores.

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