Ceilândia é alvinegra: CEC 3 x 1

Daniel, Edmar e Álvaro: a disposição de sempre
Daniel, Edmar e Álvaro: a disposição de sempre

Hoje, antes do jogo, SiteCEC anunciava: Festa e angústia no Abadião. Nada mais profético. Foram noventa minutos de angústia para o torcedor que somente conseguiu se soltar quando, aos 90 minutos de jogo, Vieira cobrou o pênalti com categoria no ângulo esquerdo do goleiro e fechou o marcador.

Só então o torcedor do Ceilândia, que mais uma vez lotou o estádio e era a imensa maioria, pode relaxar. Espera-se que a vitória seja um chamado à ponderação e a tranquilidade. A angústia do torcedor não pode contaminar um trabalho que vem trazendo bons resultados até agora. O torcedor espera pequenos ajustes para que não sofra tanto, apenas isto, mas reconhece que nenhum time atingiu ainda o

Bruno, marcou um gol e infernizou a defesa do Atlético.
Bruno, marcou um gol e infernizou a defesa do Atlético.

equilíbrio; nenhum time está com cara de campeão.

Não se esperava um jogo fácil, mas quem foi ao estádio viu duas propostas distintas de jogo. De um lado, o Atlético Ceilandense, privilegiando a posse de bola e com uma envolvente troca de posições entre meias e volantes. Para arrematar, contava com boas passagens dos laterais que procuravam o fundo para realizar os cruzamentos. De outro lado o Ceilândia e seu futebol pragmático, privilegiando a defesa e os contra-ataques. Não se pode dizer que uma forma de jogar seja melhor que a outra. São apenas formas diferentes de jogar e pronto.

Por essa razão, o primeiro tempo inteiro foi do Atlético. O agora rubronegro de Ceilândia dominou todas as ações. Rondava a área do Ceilândia, mas nada produzia de concreto. Na prática não teve oportunidades claras de gol. As chances que teve contavam com jogadores desequilibrados e que não conseguiriam furar o cerco defensivo alvinegro.

A torcida do CEC sofreu, mas saiu comemorando
A torcida do CEC sofreu, mas saiu comemorando

O torcedor do Gato estava impaciente com o domínio do Atlético até que aos 17, Bruno livrou-se de seu marcador, tocou para Dimba e recebeu um passe milimétrico para abrir o marcador: Ceilândia 1 x 0.

O gol não mudou o jogo. O Atlético dominava todas as ações, mas não conseguia chegar. O gol de empate somente veio num erro de marcação do meio de campo do Ceilândia. Zé Ricart tantas vezes inverteu a posição com Esquerdinha que numa destas teve espaço para chutar de longe e contar com a desatenção de Edinho: Ceilândia 1 x 1 Atlético.

Veio o segundo tempo e o panorama da partida não mudou. O que mudou foi o fato de que o Ceilândia conseguia marcar um pouco mais

Rodrigo Melo: decisivo no contra-ataque
Rodrigo Melo: decisivo no contra-ataque

distante de sua própria área e segurou o empate até os 19 do segundo tempo. Foi nesse momento que o Ceilândia chegou pela primeira vez e contou com a eficiência de sempre. Daniel pegou o rebote e botou o Gato na frente: 2 x 1

Daniel não teve muito tempo para comemorar. Logo em seguida foi expulso, mas o CEC não baixou a pegada. Por uma ou por outra razão, a verdade é que depois que esteve com um a menos o Ceilândia passou a ter a opção do contra-ataque. Numa dessas opções, Rodrigo Melo foi derrubado dentro da área. Vieira, aos 45, bateu com categoria e decretou a vitória do Gato: 3 x 1.

Para quem gosta de um futebol de toque de bola ficou a impressão de que o resultado foi injusto. Na verdade, defender faz parte do jogo e isso o Ceilândia fez muito bem.

Comentarios

Comentarios

3 comments

  1. Se o GATO continuar jogando com o despertar de levantar o C.E.C. vai ser dificil aos times candangos bater o bom elenco montado pela diretoria do clube. Cada jogo fico mais otimista com o trabalho de todos no clube. Que Deus continui abrindo os caminhos para o clube, parabéns pelo bom resultado.

  2. Só tá faltando montar o time de Juniores e já formar a base de sustentação do C.E.C. tem muito mlk bom de bola esperando uma chance. O C.E.C. está no caminho certo e a diretoria sabe a hora certa para o Juniores. Paz e Bem

Join the Conversation