Capital surpreende e acaba invencibilidade do Ceilândia em 2019

No primeiro tempo, Ceilândia foi um time confuso na saída de bola

O Ceilândia foi surpreendido e derrotado pelo Capital na noite desta quarta-feira. Jogando no Estádio Nacional, o Gato Preto manteve a mesma formação da vitória contra o Bolamense e, se isso não foi novidade para o Capital, a formação tática do adversário certamente o foi para o Ceilândia.

No primeiro tempo, o Ceilândia foi um time confuso no ataque

O primeiro tempo do Ceilândia foi sofrido. O Gato Preto tinha enorme dificuldade para dificultar a saída de bola do Capital. Com isso, o Capital sempre chegava na intermediária de defesa do Ceilândia, mas dali não passava.  O fato é que o controle do jogo era do Capital. Foi assim ao longo de quase todo o primeiro tempo, com exceção do período entre o 15o e o 20o minuto.

No primeiro tempo, Vinicius teve que trabalhar

O castigo veio ao 31o minuto. Depois de ver o Capital obrigar Vinicius a fazer ao menos duas defesas, o Daniel Felipe abriu o marcador. Após abrir o placar, o Capital mudou a postura tática. Passou a uma saída de bola mais convencional e a uma postura  ofensiva também convencional. Com isso o Ceilândia equilibrou o jogo.

Ceilândia sempre subiu desequilibrado ao ataque

Veio o segundo tempo, o Ceilândia era valente como foi durante todo o jogo. O Capital optou pelo mesmo sistema convencional do final do primeiro tempo.

O problema do Ceilândia não foi individual: coletivamente o Capital foi sempre melhor

O Ceilândia começou a chegar, mas, a rigor, criou apenas uma situação clara de gol que fosse resultante de uma jogada trabalhada. Wallace saiu em condições de marcar, mas o goleiro adversário fez bela defesa. A bola ainda sobrou para Dener, mas vinha com muito efeito. Difícil de bater de primeira, difícil de dominar. Dener não fez nem uma coisa, nem outra.

Dener sofreu com as críticas que são na maior parte injustas: o problema é coletivo

Insatisfeitos com a atuação do time, alguns torcedores injustamente escolheram Dener para criticar. O time todo, dentro e fora de campo, por mais que se esforçasse e fosse valente, não estava em uma boa noite.

Jairo e Rodriguinho: demoraram para entender o que estava acontecendo

O Ceilândia melhorou e equilibrou-se com as alterações feitas por Jairo Araujo. A postura tática do Capital ajudou. De qualquer sorte o Ceilândia esteve próximo de empatar em um ou outra oportunidade, mas não teve nenhuma chance clara com a bola dominada. O Capital teve ao menos duas: uma em um erro de Vinicius e outra no final do jogo.

Gago foi o motor do time no segundo tempo. O problema do time não foi individual, foi coletivo.

A derrota por 1 x 0 deixa muitas lições. A principal dela é que o time precisa evoluir a cada jogo. Não é possível enfrentar o Capital como enfrentou o Bolamense e não será possível enfrentar o Taguatinga como enfrentou o Capital.

Gabriel entrou bem, mas o Capital já mudara o esquema de jogo

É verdade que algumas poucas peças caíram bastante de produção, mas o problema do time tem sido coletivo. Não evoluiu como equipe. Vai precisar.  Domingo o Gato Preto enfrenta o Taguatinga.

 

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