Arbitragem faz greve contra o Ceilândia

20060212cecluzb.gifárbitros de futebol profissional reuniram-se na última quinta-feira e decidiram que não mais apitariam jogos do Ceilândia.Os árbitros sentem-se incomodados com as recentes queixas do Ceilândia em relação à arbitragem e, principalmente em relação ao fato da direção do Gato exigir a presença de árbitros de outros Estados nos jogos do quadrangular final.A notícia demonstra que faltou equilíbrio aos árbitros na medida em que tal comportamento os coloca na vitrine. Os erros de arbitragens, normais no futebol, poderão ser vistos como mera represálias à s exigências feitas pelo Ceilândia Esporte Clube. Noutra ponta, eventuais árbitros de fora poderiam sentir-se incomodados em eventualmente apitar uma falta favorável ao Ceilândia, com medo de que isto fosse entendido como submissão.

As arbitragens, de fato, não têm sido boas. O conflito, contudo, somente prejudica as partes envolvidas, principalmente os árbitros, de quem se espera comportamentos serenos.

As queixas contra arbitragem não são apenas do Ceilândia, como se viu nos jogos do Guará e do Unaí. Também foram as queixas do Paranoá e do Dom Pedro nos jogos contra o Ceilândia.

Nos jogos do Gato o que se viu foi o que se viu nos outros jogos: alguns árbitros pareciam desconcentrados, como foi o caso de Anderson Bassoto no empate entre Ceilândia e Dom Pedro. Na ocasião o Presidente do Ceilândia, Sérgio Lisboa, o Serjão, que sabidamente potencializa aquilo que diz e com isto o que diz ganha outra dimensão, ressaltou que não estava mal intencionado porque teria errado para os dois times, mas sua atuação causou instabilidade nas equipes.

No jogo contra o Luziânia as queixas a arbitragem de Giuliano Bozzano (foto) parecem não ter procedência. Foi uma arbitragem correta e que se perdeu apenas no varejo pelo simples fato de que não acompanhava os lances de perto. Se errou no segundo gol do Luziânia a culpa se deveu principalmente ao bandeira que não assinalou o impedimento de Giovani. De todas as últimas arbitragens parece ter sido a melhor ou menos pior.

Já a arbitragem do último final de semana, no jogo em que o Ceilândia venceu o Paranoá por 2 x 0, mostrou que o bom árbitro que é Sérgio Carvalho estava visivelmente fora de tempo.

A expulsão de MARCELO SÁ dá uma mostra disto: O árbitro viu que o lance foi acidental, tanto que assinalou apenas arremesso lateral. Ocorre que Sérgio Carvalho se impressionou com o resultado do choque entre os atletas e com a pressão feita por dirigentes e jogadores do Paranoá, normais em tais circunstâncias, e expulsou o atleta do Ceilândia.

Numa análise que procura ser tranqüila, transparece que arbitragem do Distrito Federal está passando por um momento ruim e o ocorrido com certeza servirá para mexer com as estruturas e trazer dias melhores.

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