Sofrido como tem que ser! Ceilândia 3 x 2

 

Emblemático: na comemoração do golaço de Cassius, Dimba mostra a sua empolgação.
Emblemático: na comemoração do golaço de Cassius, Dimba mostra a sua empolgação.

Foi complicado como tem que ser; foi dramático como tem que ser; foi sofrido como são as coisas para o Ceilândia. Mesmo assim o Gato conseguiu uma importantíssima vitória diante do Botafogo-DF e conseguiu se manter vivo em busca de uma das quatro vagas para o quadrangular semi-final do Campeonato Metropolitano 2011.

Foi um jogo épico!

Logo aos 8 minutos o Gato saiu na frente: Allan Dellon em jogada iniciada por Paulo Ricardo tocou com categoria no canto esquerdo do goleiro adversário. Até então as equipes tentavam se impor uma à outra.

O gol não fez bem ao Ceilãndia. Nos minutos seguintes o Botafogo tomou o controle da partida e o Ceilândia simplesmente não conseguia trocar três passes em profundidade. O resultado óbvio veio num lance fortuito, aos 32 minutos. Em bola lançada sobre a área do Ceilândia, o pequenino Teti entrou por trás da zaga para empatar o jogo: 1 x 1.

Daí até o final do primeiro tempo ressurgiu a estrela de Edinho. Num dos lances, da linha da pequena área, Teti bateu à queima roupa e Edinho fez uma defesa milagrosa, talvez a mais espetacular defesa do campeonato até agora. Na sequencia Edinho fez ao menos mais uma defesa importante. O fim do primeiro tempo anunciava: hoje era o dia de sorte do

Leys: um leão em campo. Não joga a próxima partida
Leys: um leão em campo. Não joga a próxima partida

Ceilândia.

Veio o segundo tempo e o Botafogo-DF continuou melhor. Mas mais uma vez a sorte estava do lado do Ceilândia. Aos 6, Cassius dominou pela direita e cruzou com a perna esquerda na cabeça de Dimba. O goleador cabeceou inapelavelmente para as redes do Botafogo-DF. O gol não mudou a dinâmica da partida: o Botafogo continuou melhor. Não demorou e o controverso árbitro Rodrigo Raposo expulsou Leys. O Ceilândia ficava com um homem a menos. No coração do torcedor surgia uma esperança: quando as coisas ficam mais difíceis, o Ceilândia sempre surpreende.

A primeira impressão parecia contraria o coração do torcedor. Aos 17, dentro da pequena área Paulo Ricardo tentou dominar e a bola espirrou para Vanderley empatar a partida. Mais um pouco e Botafogo acertou a trave direita de Edinho. O coração do torcedor ardia em meio a incerteza.

 

Edinho ao fundo: um dia fantástico
Edinho ao fundo: um dia fantástico

Mas o Ceilândia é bravo e, acima de tudo, possui jogadores de qualidade. Aos 27, Cassius, isolado na frende, dominou com a direita e cortou para a perna esquerda. O torcedor não teve tempo de esboçar uma reação. Num arremate fantástico, Cassius fez um golaço e colocou o Gato novamente na frente. Um Golaço com G maiúsculo. Na comemoração Dimba deixou o banco de reservas de deu um pique de 70 metros com um pé descalço, Nas mãos uma das chuteiras, para comemorar o gol. Fantástico! Ceilândia 3 x 2.

Dali em diante foi um sofrimento só. Embora o Botafogo não tivesse mais o ímpeto dos minutos iniciais, o adversário martelou, martelou e martelou. Aos 42 Rodrigo Raposo apitou pênalti contra o Ceilândia. Edinho ergue as mãos aos céus como que a implorar a sua recompensa por dias difíceis, por críticas e a mais críticas sofridas. Vanderley corre para cobrar… levanta a cabeça e tenta uma cavadinha ao estilo consagrado por outro Botafoguense – El Loco Abreu… Edinho não sai do meio do gol… ergue as mãos e defende com facilidade. A torcida explode… o Ceilândia continua vivo: 3 x 2.

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