Ricardo Oliveira deixa o Ceilândia

Ricardo Oliveira pede águaCom culpa ou sem culpa da direção, um fantasma do passado parece ter visitado o Ceilândia:Â salários atrasados.

Esse problema fez a primeira vítima importante: Ricardo Oliveira, o técnico da equipe, pediu para sair num momento decisivo da competição. Walter Gomes assume em seu lugar.

Ã? uma situação preocupante. Ricardo Oliveira vinha fazendo um bom trabalho, a despeito dos seguidos problemas de contusão, das suspensões e do elenco reduzidíssimo. Além disto, Ricardo Oliveira teve que driblar os seguidos problemas extra-campo, como os atrasos de salário e as idas e vindas o gerente de futebol, Adriano Coelho.

O SiteCEC tentou obter informações acerca dos atrasos há cerca de três semanas. A direção sempre negou os atrasos. Houve jogadores que reclamaram que não haviam recebido salários, enquanto outros teriam recebido. Depois, a direção informou que teria quitado os salários em duas etapas, num espaço de três dias: um grupo, depois o outro. Os jogadores confirmaram.

Desta vez o SiteCEC obteve a confirmação do atraso em dois dias do salário, mas informou que havia avisado aos jogadores que o salário seria pago com atraso de uma semana, na próxima terça. Alguns jogadores, a despeito do aviso, teriam se recusado a realizar o treinamento. O técnico Ricardo Oliveira, ciente do acordo, não teria gostado do comportamento de seus comandados afirmando que não eram profissionais, dizendo inclusive que jamais voltaria a trabalhar com qualquer deles: “onde os encontrasse os tiraria, onde chegasse não os contrataria”.

Sabe-se que é difícil fazer futebol no Distrito Federal. Não há receita de televisão ou não se recebe; a publicidade das camisas, no mais das vezes, cobre apenas as depesas com material, quando cobre; as placas de publicidade, bem as placas de publicidade pertencem à televisão. A arrecadação não cobre, normalmente, a taxa de arbitragem. Em outras palavras: fazer futebol no Distrito Federal é um exercício de desprendimento.

A estrutura geral é semi-amadora e só comporta times semi-amadoras. Quem quiser fazer futebol profissional tem que ter de onde tirar dinheiro sem repor. A regra quase geral é a de que os times fingem que pagam e os jogadores se dividem entre outras atividades para viver. Realmente, a estrutura não é profissional.

O Ceilândia parece querer fazer futebol profissional. Ao que o SiteCEC apurou, a venda do terreno da sede do Clube financiaria o time no futuro. As informações recebidas, não há como checar se são verdadeiras, dão conta que a maior parte do dinheiro recebido (admitiram R$1.500.000,00 – um milhão e quinhentos mil reais) foi direcionada para pagar dívidas, uma delas no montante de R$ 700.000,00 – setecentos mil reais. Outras dívidas importantes teriam sido pagas e seriam relativas a impostos e algumas dívidas trabalhistas. Segundo o informado, insiste o SiteCEC que não foi possível confirmar a veracidade da informação, os pagamentos dos atletas dependem dos repasses da MB Engenharia e como esses repasses têm atrasado os salários também têm passado por esse processo.

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