CEC cumpre obrigação e vence o Gama: 2 x 0

Darci: sem ser espalhafatoso, foi eficiente e contou com a má pontaria do adversário.
Darci: sem ser espalhafatoso, foi eficiente e contou com a má pontaria do adversário.

O Ceilândia cumpriu a sua obrigação e venceu o Gama na tarde deste sábado, jogando no Bezerrão, por 2 x 0.  Para vencer a partida o Ceilândia não precisou ser brilhante: bastou ser minimamente organizado, neutralizar a única jogada do adversário e contar com os inúmeros erros do Gama.

Poucas vezes nesse campeonato e talvez nos últimos anos, o Ceilândia enfrentou um adversário que errasse tanto. O Gama era incapaz realizar três toques de bola em profundidade. Extremamente previsível, o adversário colocou dois atacantes abertos e apelava incessantemente para as ligações diretas.

Para facilitar ainda mais as coisas, defensivamente o time do Gama era uma nulidade: o time marcava de longe e havia demasiado espaço entre as instâncias defensivas.

Pênalti claro em Alcione e que não foi  marcado. Arbitragem perigosamente displicente.
Pênalti claro em Alcione e que não foi marcado. Arbitragem perigosamente displicente.

Sem que o Gama apresentasse qualquer jogada estruturada, bastou a Adelson de Almeida marcar os atacantes homem-a-homem e deixar um zagueiro na sobra para que o Gama fosse neutralizado.

O Ceilândia não foi perfeito, ao contrário. Em alguns momentos foi displicente e isso permitiu ao Gama que criasse situações de gol. Nesses momentos, a incompetência do ataque adversário, aliada a uma boa partida do goleiro Darci, impediram o gol gamense.

Como time, o Ceilândia foi melhor o jogo inteiro. Não lhe interessava ficar trocando contra-ataques com o Gama. Por isso, manteve o seu padrão de jogo, com uma sólida formação defensiva.

Dimba e Allan Dellon: os velhinhos fazem a diferença
Dimba e Allan Dellon: os velhinhos fazem a diferença

Por esses motivos, o  primeiro tempo se encaminhava para o zero a zero quando, após cobrança de falta, Didão desviou de cabeça e abriu o marcador para o Ceilândia. Eram 42 minutos do primeiro tempo.

Veio o segundo tempo e o comportamento do Gama não mudou. O CEC tinha as mesmas facilidades e não demorou para que aos 10 minutos Dimba desse um passe magistral para Allan Dellon bater, também com categoria, no canto esquerdo do goleiro Pereira e fazer 2 x 0.

Depois do segundo gol, o CEC caiu e produção e permitiu um breve domínio alviverde. Nas poucas chances que criou, a má pontaria impediu o Gama de diminuir a diferença. Por isso, bastou ao Ceilândia fechar-se na defesa para administrar o placar. No final, o Ceilândia nada tem a ver com a má-fase do adversário e o péssimo futebol por ele apresentado.

Marcação do Gama chega mais uma vez atrasada: daqui prá frente tudo deve ser diferente, mas o Gato está pronto
Marcação do Gama chega mais uma vez atrasada: daqui prá frente tudo deve ser diferente, mas o Gato está pronto

A vitória foi importante e coloca o Gato nas semi-finais do turno. Por isso mesmo, é óbvio que não há como desmerecer a vítória do Ceilândia. O Gato teve méritos porque soube aproveitar os erros do adversário e mostrou que é um time consciente de sua missão.

Daqui para a frente não dá para contar com a sorte ou incompetência do adversário. Cada jogo será uma decisão. O CEC mostrou que está maduro, mas o futebol tem lógicas que a própria lógica desconhece. Time por time, o CEC é melhor, mas futebol é sempre uma caixinha de surpresas…

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