Regional passa por reformas, mas ainda não visa torcedor ou imprensa

HRT, HRC, Abadião e o Estádio Nacional

Regional passa por reformas, mas ainda não visa torcedor ou imprensa
Regional passa por reformas, mas ainda não visa torcedor ou imprensa

O Estádio Nacional foi concebido na gestão de José Roberto Arruda. Os valores sempre foram, digamos, maquiados: o custo final anunciado, desde o início, não contemplava demolição do antigo Mané Garrincha,  gramado, cadeiras, cobertura e outras coisitas mais.

Não se vislumbra aqui, obras no entorno. O modelo de anunciar como custo apenas o esqueleto do estádio propriamente dito não foi uma invenção local. Todos os Estados fizeram isso. Com um mínimo de discernimento, qualquer pessoa veria que o Estádio Nacional, como os demais,  sairia caro, bem caro.

Veio a atual gestão e não teria muito o que fazer. Com um mínimo de discernimento, contudo, talvez fosse possível diminuir a capacidade do Estádio. Adapta-lo à nossa realidade.

Veio a partida de ontem. Na imprensa sulista, aquela que entende por Brasil apenas uma parte do território nacional, vieram as críticas mais pesadas.

Algumas críticas são merecidas. Outras doem porque atingem diretamente o cidadão comum, o cidadão brasiliense cuja única culpa foi a de ter eleito quem decidiu pela construção. A nossa culpa não é diferente da deles e eles não são melhores que nós.

Esses críticos esquecem que dos 513 deputados, o DF contribui com apenas 8, e dos 81 senadores, apenas 3.

O problema dos nossos maus políticos é que eles insistem em continuar vivos. Fábio Simão se viu envolvido no esquema da Operação Caixa de Pandora. Sumiu das notícias, mas atua nos bastidores e possui bons amigos na Federação Brasiliense de Futebol.

Segundo a coluna PainelFC, da Folha de São Paulo e o Jornal de Brasília, Fábio Simão foi um dos mentores da realização do jogo Santos x Flamengo em Brasília.  Instalado num camarote do Estádio, dali comandara as negociações. Seria um dos beneficiários da renda do jogo.

Na outra ponta das negociações, estaria Wagner Abraão.  Em comum, o fato de que Fábio Simão e Wagner Abraão também teriam participado das negociações em torno da SoccerEx 2009.

Ainda existe a questão do jogo Brasil x Portugal cujas consequências são conhecidas.

Enquanto isso, de acordo com o Jornal de Brasília, faltavam médicos na rede hospitalar e, em Taguatinga, uma queda de sistema impedia o atendimento dos usuários. Alguns pacientes foram ao HRT transferidos do HRC.

Em Ceilândia, o Estádio Regional passa por algumas merecidas obras. Obras que nem de longe aliviará o sofrimento dos torcedores e da imprensa que ali comparece.

Enquanto isso, os times de futebol esperam por uma política de incentivo. Isso não é impossível, nem imprescindível, porque existem outras prioridades.

Entre futebol e fortunas gastas com shows, contudo, a preferência deveria ser o futebol. Com o dinheiro de um show de uma desconhecida dupla sertaneja é possível manter 40 pessoas empregadas por algum tempo.

Para quem pode pegar um avião para ver jogos de outros times, que nada tem a ver com a realidade local,  isso não importa.

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