Clubes sofrem com a falta de patrocínios

Políticos fazem a festa, mas eventos dá mais poder

Políticos fazem a festa, mas eventos dá mais poder

O futebol do DF está à míngua. Um dos motivos apontados é o fato de que não existe uma política de desenvolvimento do esporte no Distrito Federal.

O maior caso de sucesso do esporte local é o time de basquete do Uniceub. Mas isso somente se tornou possível em função do investimento do Uniceub e do governo local.

Só o contrato de patrocínio entre BRB e Uniceub/basquete em 2013 é de R$ 2.400.000,00. Em 2012 foi de R$ 2.160.000,00. O custo total do time é orçado em 7 milhões de reais anuais, para seis meses de efetiva temporada.

Em comparação, o futebol é relegado a segundo plano.

Estádios vazios: uma constante

Estádios vazios: uma constante

 

Em 2010, o Gama recebeu R$ 135.000,00 de patrocínio (o valor é mesmo para os outros clubes, que reclamam dos descontos). Em 2011 foram R$ 145.000,00 e, em 2012 esse valor alcançou a “astronômica” importância de R$ 150.000,00. Em suma: em três anos, o Gama recebeu R$ 430.000,00 por três anos de atividade. O mesmo aconteceu com o Ceilândia.

Em 2012, o custo total de patrocínios do BRB com os times da segunda divisão foi de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para cada um dos nove times, ou R$ 450.000,00 (quatrocentos e cinquenta mil reais) no total.

Nove times são no mínimo 270 empregos diretos, pelo período da competição. Isso sem contar que muitos clubes mantém categorias de base. O Ceilândia mantém mais de 150 meninos longe das ruas…

Um dos disparantes pode ser visto ainda em 2012. A Administração Regional de Águas Claras gastou R$ 408.000,00 (quatrocentos e oito mil reais) para realizar um único evento: o obscuro Campeonato Brasileiro de Futebol Digital em Águas Claras…

A falta de uma política pública de incentivo ao futebol local apresenta uma série de outras distorções. Por exemplo: o mesmo BRB destinou R$ 90.000,00 para o projeto Ocupação da Sala Funarte CAssia /ller 2012, R$ 500.000,00 pra o projeto FLA-AC 2012 – Festival Latino-americano e Africano de Arte e Cultura, R$ 60.000,00 para o projeto Time Brasilia de Saltos Ornamentais; R$ 230.000,00 para a Amir Nasr Racing, “Participação da equipe Amir Nasr na Copa Petrobras de Marcas – Etapa Brasilia”; R$ 40.000,00 para a Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal em Goiás, projeto “Brasileirinho”.

Mas não é só isso. A TERRACAP em 2012 destinou R$2.500.000,00 para o patrocínio de eventos esportivos. Em 17 de julho de 2012, a TERRACAP anunciava ter empenhado R$ 1.080.000,00 em apoio a eventos esportivos. O que se viu foi que a TERRACAP destinou R$ 30.000,00 para patrocinar o Clube de Orientação Tiradentes, R$ 300.000,00 para patrocinar o Correio Braziliense na 6a Edição da Maratona Brasília de Revezamento.

A mesma TERRACAP destinou R$ 585.000,00 para patrocínio do projeto Shooto do Brasil, R$ 650.000,00 para o projeto cultural “Meu Caro Amigo Chico Buarque” e R$ 400.000,00 para a 1a Bienal Brasil do Livro da Leitura em Brasília.

Dinheiro parece que existe. Falta, obviamente, uma visão muito claro do que fazer com ele ou essa visão existe e o futebol está deliberadamente de fora.

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