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Conheça um pouco mais do Araguaia, adversário do Ceilândia

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O Araguaia é um time jovem. Espertamente, o time de Barra do Garças reconhece que iniciou a preparação tardiamente e joga o favoritismo para o Ceilândia. A verdade é que as coisas não são tão simples assim. O futebol em Barra do Garças tem um histórico de formação de bons times. E é isso que o Ceilândia sabe que vai enfrentar.

A Associação Atletica Araguaia é um clube recente, fundado na esteira da inatividade do Barra do Garças Futebol Clube, time mais tradicional da cidade e que se licenciara logo após a disputa da segunda divisão matogrossense em 2013 (terceira colocação no geral).

Araguaia faz a transição para o Barra-Araguaia mesclando as cores do antigo Barra com o escudo do Araguaia
Araguaia faz a transição para o Barra-Araguaia mesclando as cores do antigo Barra com o escudo verde do Araguaia. Crédito: resumodoesportemt.com.br

O Araguaia foi fundado em 2014 e vestia originalmente as cores verde e branca. O seu primeiro jogo oficial foi na disputa da segunda divisão de Mato Grosso de 2014 quando enfrentou o Brasil Central de Cuiabá (Na sua primeira partida de fato,  o Araguaia teria vencido um combinado amador da cidade de Canarana por 4×0, gols de Ludemar (3) e Dodô).

Em sua primeira partida oficial, o  Araguaia venceu o Brasil Central  por 3×1, com Helber fazendo o primeiro gol oficial do alviverde (Helber 17, Nenenzinho 84 e Edson Sá 92, com Juninho descontando para o Brasil Central aos 77). Apesar da boa campanha em 2014, o Araguaia não conseguiu o acesso, tendo eliminado nas semifinais pelo Poconé.

Divulgação do jogo mostra nome e escudo novos: Barra-Araguaia versus Ceilândia
Divulgação do jogo mostra nome e escudo novos: Barra-Araguaia versus Ceilândia

Mas o futebol em Barra do Garças não se resume ao Araguaia. O fato é que a torcida de Barra do Garças sempre teve um lugar cativo em seu coração para o Barra do Garças Futebol Clube, mais conhecido como o Galo da Serra e time mais tradicional da cidade e que conseguiu o acesso da Série C  para a Série B brasileira em 1992.

Por essa razão,  tão logo a Associação Atletica Araguaia conseguiu o seu acesso à primeira divisão do Campeonato Matogrossense em 2015, começaram as tratativas para a mudança de nome. A idéia era acrescentar o prenome Barra ao Araguaia, de modo que o time passasse a se chamar Barra-Araguaia e capitalizasse o histórico do antigo Galo da Serra.

Klécio cresceu de produção nos últimos meses, mas ainda falta deslanchar
Klécio cresceu de produção nos últimos meses, mas ainda falta deslanchar

Por esse motivo, o Barra-Araguaia passou a utilizar uniforme com as cores do antigo Barra do Garças Futebol Clube, nas cores azul e amarelo. O regulamento da CBF, contudo,  impede que um time mude o nome após a divulgação do regulamento geral de competições para o ano vigente. Por isso e embora o time adote cores diversas e até escudo diverso dos registrados, na tabela consta o nome do Araguaia.

Trevizan terá o contrato rescindido
Trevizan terá o contrato rescindido

O Araguaia está muito mudado em relação ao time que disputou o campeonato matogrossense, mas o técnico permance o mesmo.  Nos dois jogos disputados até agora, o Araguaia mostrou ter um sólido sistema defensivo. No Zeca Costa não perdeu no Estadual, além de ter sofrido apenas dois gols em seus domínios.

 

O Ceilândia sabe o tamanho do desafio. Pelo investimento e pelo elenco montado não pode expor a clasificação a riscos.  O Araguaia mostrou que é um bom time, mas o Ceilândia também sabe de suas qualidades. Isso torna vai exigir foco dos jogadores do Ceilândia nos noventa minutos e transformar o jogo deste domingo em algo interessante.

Em dia de boas estreias, CEC empata com Brasília

Allan Dellon foi irretocável no papel de coadjuvante de Bruno Morais. No final, cansou
Allan Dellon foi irretocável no papel de coadjuvante de Bruno Morais. No final, cansou

Um jogo digno de final. Um jogo de mata-mata. Ceilândia e Brasília fizeram uma das melhores partidas da competição na tarde deste sábado, em Formosa, pelas quartas-de-final do metropolitano 2016. Só não saiu o gol.

O jogo começou com os times a mil por hora. O Ceilândia, como poucas vezes aconteceu neste campeonato, assumiu as rédeas da partida nos primeiros cinco minutos. Não demorou e o Brasília equilibrou o jogo e passou a ser ele quem tomava a iniciativa. Com Santos dando muito trabalho a Liel e Giba dando trabalho a Wallace, o Brasília rondou a área alvinegra até os 20 minutos, mas sem conseguir romper a muralha alvinegra.

Kabrine enfim mostrou um futebol consistente defensiva e ofensivamente
Kabrine enfim mostrou um futebol consistente defensiva e ofensivamente

Nos últimos 20 minutos do primeiro tempo, quem deu as cartas foi o Ceilândia. Muito disso graças às atuações dos estreantes Bruno Morais e Claudecir.  O Gato Preto que sempre fora sólido defensivamente, pela primeira vez nesses últimos jogos, era um time capaz de sair da defesa para o ataque tocando a bola.

Wisman, depois da atuação horrível diante do Formosa, não foi brilhante, mas voltou a jogar bem
Wisman, depois da atuação horrível diante do Formosa, não foi brilhante, mas voltou a jogar bem

As melhores oportunidades do primeiro tempo estiveram nos pés de Bruno Morais. Na primeira, Claudecir entrou na grande área, tocou para Bruno Morais, mas a bola não lhe estava à feição para o pé esquerdo. Bruno tocou para Wisman que bateu de primeira, mas a bola saiu fraca.

Dois minutos depois, Bruno Morais recebeu na entrada da grande área e bateu forte, mas a bola saiu rente à trave do Brasília.

Bruno Morais: mudou para melhor o estilo de jogo do Ceilândia
Bruno Morais: mudou para melhor o estilo de jogo do Ceilândia

O primeiro tempo terminou sem gols. Se por um lado mostrava que o Gato melhorara com as entradas de Bruno Morais e de Claudecir, noutra medida mostrava que o Brasília era um grande adversário e qualquer descuido poderia ser fatal.

Veio o segundo tempo e a história se repetiu, mas sem as nuances do primeiro tempo: o Ceilândia até que assumiu a iniciativa no começo do segundo tempo, mas o foi uma iniciativa estéril. O Brasília equilibrou o jogo e a partida permaneceu assim até os 25 minutos.  Foi nesse período em que ocorreu o grande lance do jogo. Bobeira da defesa do Gato e Wallace quase fez contra, mas Léo operou mais um de seus milagres, salvando no mais puro reflexo.

Liel: sofreu com Santos no começo, mas depois botou ordem na casa
Liel: sofreu com Santos no começo, mas depois botou ordem na casa

Nos últimos 20 minutos o Ceilândia pareceu ter cansado. O Brasília teve um domínio do jogo como não tivera antes. Rondou a área alvinegra com algum perigo, mas sempre lhe faltava o último passe. De modo geral, apelava para a bola aérea para o sempre perigoso Giba. A defesa do Ceilândia sofreu, mas conseguiu evitar o gol colorado.

Giba deu muito trabalho a Wallace
Giba deu muito trabalho a Wallace

Adelson até tentou mexer. Primeiro, colocou Filipe Cirne no lugar de Bruno Morais, não deu muito certo. O Brasília continuou mandando nos minutos finais. Colocou Mario Henrique no lugar de Wisman e, já no final, Maninho no lugar do cansado e combativo Allan Dellon.

Se Giba deu muito trabalho, Claudecir deu mais trabalho ainda: boa estréia
Se Giba deu muito trabalho, Claudecir deu mais trabalho ainda: boa estréia

Naquele momento os times pareciam dois boxeadores cansados.  Um jogão em que, se por um lado tivemos um Ceilândia capaz de realizar jogadas estruturadas no meio de campo, tivemos um Brasília com uma bola parada muito forte e com Giba dando enormes trabalhos à defesa alvinegra.

Na próxima quinta os times voltam a se enfrentar. Empate leva o jogo para os pênaltis. Será a hora de separar os candidatos ao título dos perdedores.

Brasil x Chile: todos os espaços ocupados, inclusive zonas de escape. Estruturas temporárias sem ART. Conflitos entre Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. O show deve continuar

Sem escape: crônica de um desespero anunciado

Com o clima pesado, políticos apostaram no circo. Torcida protestou, mas correu riscos
Com o clima pesado, políticos apostaram no circo. Torcida protestou, mas correu riscos

Há poucos anos os brasileiros assistiram estarrecidos cenas de desespero de pais e autoridades na Argentina. 195 jovens morreram queimados dentro da Boate Cromanon, em Buenos Aires.

Na base do problema  vigorava a mesquinha lógica de que o jovem morre queimado, mas não sai sem pagar. As portas foram fechadas com cadeados.

Isso já seria motivo para que as autoridades tomassem medidas em terras tupiniquins. Veio a tragédia de Santa Maria.

Peru, 1964, Desespero no Estádio
Peru, 1964, Desespero no Estádio. 328 mortos, na maior tragédia em um campo de futebol. Tragédia esquecida.

Em maio de 1964, 328 peruanos morreram e mais de 500 ficaram feridos no Estádio Nacional de Lima, Peru. A torcida entrou em comoção após o árbitro uruguaio haver anulado o gol que levaria a seleção peruana às olimpíadas de Tóquio de 1964.

Na base do problema, a mesquinha lógica de que cada espaço de um estádio deve ser ocupado. O torcedor não tem para onde ir, apenas de encontro à sua própria morte.

A lógica perversa nisso tudo é a de que as autoridades são as primeiras a lutar para que as normas de segurança não sejam seguidas. O show deve continuar.

 

Argentina 2004: Desespero!
Argentina 2004: Desespero!

Pouco menos de um ano depois da tragédia de Cromanon, uma evidência de que as Autoridades fazem de tudo para que os eventos ocorram. As normas de segurança são apenas obstáculos a serem maquiados.

Em 4 de setembro de 2005, o Brasil enfrentaria o Chile no Mané Garrincha. Dois meses antes, o Corpo de Bombeiro informou que o Estádio não estava em condições. Alertou para uma série de problemas.

Em 17 de agosto de 2005, a Defesa Civil informou que o Estádio Mané Garrincha confirmou  possuía diversos problemas  que colocavam em risco a segurança do torcedor: saídas de emergências inadequadas, guarda-corpos colocando em risco a vida dos torcedores, acesso aos locais de câmeras oferecendo risco de quedas, cabos de energias soltos ao lado da arquibancada. A defesa civil questionava até mesmo a segurança estrutural do Estádio. Comprovou os perigos com fotografias.

Brasil x Chile: todos os espaços ocupados, inclusive zonas de escape. Estruturas temporárias sem ART. Conflitos entre Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. O show deve continuar
Brasil x Chile: todos os espaços ocupados, inclusive zonas de escape. Estruturas temporárias sem ART. Conflitos entre Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. O show deve continuar

Interessante que no dia seguinte, 18.08.2005, o Corpo de Bombeiros apresentou parecer técnico dizendo que tudo isso já havia sido sanado, como num passe de mágica. A visita dos bombeiros foi realizada com a presença do vice-presidente da CBF, Weber Magalhães.

Em 26 de agosto, o Ministério Público fez a sua própria vistoria no Estádio. Confirmou os problemas apontados pela Defesa Civil e apontou outros tantos.

Em 31 de agosto de 2005, o Corpo de Bombeiros identificou que havia sido construída uma estrutura metálica sem anotação de responsabilidade técnica.

As autoridades queriam. A Justiça garantiu a realização da partida e o  jogo foi realizado em 4 de setembro de 2005. O Brasil ganhou por 5 x 0, para mais de 40.000 espectadores, com todas as vias de circulação ocupadas.

Não é preciso dar errado sempre. Para alguns, as tragédias são eternas.

Estádios vazios: uma constante

Clubes sofrem com a falta de patrocínios

Políticos fazem a festa, mas eventos dá mais poder
Políticos fazem a festa, mas eventos dá mais poder

O futebol do DF está à míngua. Um dos motivos apontados é o fato de que não existe uma política de desenvolvimento do esporte no Distrito Federal.

O maior caso de sucesso do esporte local é o time de basquete do Uniceub. Mas isso somente se tornou possível em função do investimento do Uniceub e do governo local.

Só o contrato de patrocínio entre BRB e Uniceub/basquete em 2013 é de R$ 2.400.000,00. Em 2012 foi de R$ 2.160.000,00. O custo total do time é orçado em 7 milhões de reais anuais, para seis meses de efetiva temporada.

Em comparação, o futebol é relegado a segundo plano.

Estádios vazios: uma constante
Estádios vazios: uma constante

 

Em 2010, o Gama recebeu R$ 135.000,00 de patrocínio (o valor é mesmo para os outros clubes, que reclamam dos descontos). Em 2011 foram R$ 145.000,00 e, em 2012 esse valor alcançou a “astronômica” importância de R$ 150.000,00. Em suma: em três anos, o Gama recebeu R$ 430.000,00 por três anos de atividade. O mesmo aconteceu com o Ceilândia.

Em 2012, o custo total de patrocínios do BRB com os times da segunda divisão foi de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para cada um dos nove times, ou R$ 450.000,00 (quatrocentos e cinquenta mil reais) no total.

Nove times são no mínimo 270 empregos diretos, pelo período da competição. Isso sem contar que muitos clubes mantém categorias de base. O Ceilândia mantém mais de 150 meninos longe das ruas…

Um dos disparantes pode ser visto ainda em 2012. A Administração Regional de Águas Claras gastou R$ 408.000,00 (quatrocentos e oito mil reais) para realizar um único evento: o obscuro Campeonato Brasileiro de Futebol Digital em Águas Claras…

A falta de uma política pública de incentivo ao futebol local apresenta uma série de outras distorções. Por exemplo: o mesmo BRB destinou R$ 90.000,00 para o projeto Ocupação da Sala Funarte CAssia /ller 2012, R$ 500.000,00 pra o projeto FLA-AC 2012 – Festival Latino-americano e Africano de Arte e Cultura, R$ 60.000,00 para o projeto Time Brasilia de Saltos Ornamentais; R$ 230.000,00 para a Amir Nasr Racing, “Participação da equipe Amir Nasr na Copa Petrobras de Marcas – Etapa Brasilia”; R$ 40.000,00 para a Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal em Goiás, projeto “Brasileirinho”.

Mas não é só isso. A TERRACAP em 2012 destinou R$2.500.000,00 para o patrocínio de eventos esportivos. Em 17 de julho de 2012, a TERRACAP anunciava ter empenhado R$ 1.080.000,00 em apoio a eventos esportivos. O que se viu foi que a TERRACAP destinou R$ 30.000,00 para patrocinar o Clube de Orientação Tiradentes, R$ 300.000,00 para patrocinar o Correio Braziliense na 6a Edição da Maratona Brasília de Revezamento.

A mesma TERRACAP destinou R$ 585.000,00 para patrocínio do projeto Shooto do Brasil, R$ 650.000,00 para o projeto cultural “Meu Caro Amigo Chico Buarque” e R$ 400.000,00 para a 1a Bienal Brasil do Livro da Leitura em Brasília.

Dinheiro parece que existe. Falta, obviamente, uma visão muito claro do que fazer com ele ou essa visão existe e o futebol está deliberadamente de fora.

Meninos da Ceilândia fazem bonito e são campeões da AGAP 2012

Alex faz o gol do título: Ceilândia campeão da Copa Agap 2012
Alex faz o gol do título: Ceilândia campeão da Copa Agap 2012

O time infantil do Ceilândia sagrou-se campeão da Copa AGAP 2012 ao vencer o América de Planaltina por 1 x 0.

Foi uma partida muito equilibrada, mas o Ceilândia manteve o seu adversário sob controle durante toda a partida. O gol da vitória foi a primeira coisa a acontecer na partida. Logo aos três minutos, Alex aproveitou a falha do goleiro adversário e marcou de cabeça.

Campanha irrepreensível. Depois de um começo difícil, 10 vitórias, 1 empate e 2 derrotas
Campanha irrepreensível. Depois de um começo difícil, 10 vitórias, 1 empate e 2 derrotas

Depois do gol, o Ceilândia deu espaço para o América, mas o adversário foi incapaz de criar situações claras de perigo para a meta alvinegra. Jogando num forte esquema defensivo, o Ceilândia era perigoso nos contra-ataques.

O primeiro tempo terminou com o mesmo diapasão: o América até tinha mais a posse de bola, mas não passava da intermediária do Ceilândia.

Pais cobraram mais apoio para os meninos da Ceilândia
Pais cobraram mais apoio para os meninos da Ceilândia

Veio o segundo tempo e a partida transcorreu exatamente igual ao primeiro tempo. O único inconveniente é que houve uns dez minutos em que o Ceilândia permitiu ao América que chegasse mais próximo de sua meta de defesa.

Como o adversário procurava o espaço desesperadamente, o Ceilândia perdeu boas chances para ampliar o marcador. Nesses momentos ficou claro que o time ainda precisa melhorar bastante a sua transição da defesa para o ataque.

Festa merecida dos campeões
Festa merecida dos campeões

Os minutos finais foram eletrizantes. O América rodava, rodava e rodava a grande área alvinegra, mas lhe faltava o último passe. O Ceilândia era rápido nos contra-ataques, mas também era incapaz de criar situações claras de gol.

A partir do momento em que o árbitro assinalou que daria três minutos de acréscimo e a torcida já gritava “é campeão”, o Gato assumiu o controle da partida até o apito final. Festa da meninada.

 

Explode tua torcida de emoção… Ceilândia campeão 2012

Primeiro tempo impecável da defesa alvinegra: castigo com o gol do Luziânia
Primeiro tempo impecável da defesa alvinegra: castigo com o gol do Luziânia

O Ceilândia é campeão do Distrito Federal de 2012. Não foi fácil, como nada é fácil para o Ceilândia, mas os invasores comemoram o segundo título do campeonato metropolitano.

O Ceilândia entrou em campo beneficiado pela melhor campanha e também pelo fato de haver vencido a partida de ida. Por isso mesmo o Ceilândia administrou a partida e o resultado que lhe beneficiava. Como se esperava, não foi fácil.

Ante a dificuldade dos meias do Ceilândia, Dimba se superou
Ante a dificuldade dos meias do Ceilândia, Dimba se superou

O Luziânia fez um bom primeiro tempo e tomou a iniciativa da partida. Apesar da iniciativa azul, o goleiro Darci não trabalhou. Ao contrário, Panda e Badhuga tiveram trabalho de sobra, mas sempre impediram que a bola oferecesse perigo à meta defendida por Darci.

Quando tudo parecia indicar que a primeira etapa terminaria sem gols, Chefe desviou de cabeça após cobrança de falta. A bola tocou a trave e caprichosamente morreu no fundo das redes alvinegras.

No final, jogadores comemoram com a torcida!
No final, jogadores comemoram com a torcida!

Veio o segundo tempo e o Ceilândia voltou melhor. A rigor o goleiro Darci trabalhou ainda menos que na primeira etapa, apesar de que no primeiro tempo o Luziânia foi melhor. O Ceilândia foi melhor no segundo tempo e poderia ter empatado em ao menos duas oportunidades: com Cassius e Allan Dellon.

Dimba comemora! Ceilândia campeão 2012
Dimba comemora! Ceilândia campeão 2012

A verdade é que depois dos trinta minutos do segundo tempo o Ceilândia sequer sofreu algum susto. Administrou a partida e o resultado até os 48 minutos quando o árbitro Almir Camargos encerrou a partida. Festa para a torcida alvinegra, numa tarde que contou com uma organização impecável para os moldes do futebol local.  O Ceilândia é campeão do Distrito Federal de 2012!

Darci, Panda, Breno, Andre Oliveira, Eciene, Daniel, Didão, Cassius, Alcione, Badhuga, Luiz Fernando e Pedro. Liel, Claudionor, Diego Marangon, Allan Dellon, Gustavo e Dimba
Darci, Panda, Breno, Andre Oliveira, Eciene, Daniel, Didão, Cassius, Alcione, Badhuga, Luiz Fernando e Pedro. Liel, Claudionor, Diego Marangon, Allan Dellon, Gustavo e Dimba
Cidade do Gato - plantio - Foto: Antonio Gomes

Cidade do Gato: Segundo campo começa ser gramado

O incansável Almir de Almeida fiscaliza o plantio do novo gramado. Foto: Antonio Gomes
O incansável Almir de Almeida fiscaliza o plantio do novo gramado. Foto: Antonio Gomes

A vaga para a Série D ainda é um sonho distante dentro do planejamento para 2011. Enquanto não vem e trabalhando calado, o CEC continua se preparando para o futuro. As obras na Cidade do Gato continuam no ritmo possível e nesta semana o segundo campo de futebol começou a ser gramado.

A previsão é a de que em três meses o gramado estará pronto para ser utilizado. Com isso, a Cidade do Gato passará a contar com dois campos para treinamentos.  Outra previsão é a de construção de mais um campo gramado, que passaria a ser utilizado pelas categorias de base.

Segundo campo começa a tomar forma na Cidade do Gato - Foto: Antonio Gomes
Segundo campo começa a tomar forma na Cidade do Gato - Foto: Antonio Gomes

A semana começou com o Ceilândia realizando treinamentos leves visando a partida decisiva deste final de semana, contra o Formosa. O técnico Adelson de Almeida em princípio não tem dúvidas para escalar o time.

Adelson também não deve precisar a maneira de o time atuar. A previsão é a de que, precisando do resultado, o Formosa se sinta na obrigação de jogar aberto. Nessas condições o CEC não deve passar pelas dificuldades que enfrentou diante da retranca armada pelo Ceilandense.

Dimba recuperou a autoestima, depois dos atropelos ocorridos na semana  da decisão contra o Luziânia. O artilheiro foi muito cobrado por sua atuação em campo, especialmente por se mostrar excessivamente pilhado naquela partida. Mais calmo, mas nem por isso desligado do jogo, o artilheiro tem sido absolutamente importante no returno.  Nos últimos dois jogos fez quatro gols e agora é o vice-artilheiro da competição, com sete gols.

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Dimba faz a festa da molecada: quanto vale o show:

Quanto vale o show?

CEC e os meninos do terrão: quanto isso vale?
CEC e os meninos do terrão: quanto isso vale?

Aleatoriamente o SiteCEC lançou uma pesquisa no Google com as palavras: show filetype:pdf site:buriti.df.gov.br. A intenção é apenas uma, a de ver, aleatoriamente, quanto custa um show. Depois de 11 milhões de reais no carnaval, uma pequena parte dos clubes vai dividir 700mil reais. O Distrito Federal, acertadamente, exigiu que os clubes apresentassem estar em dia com as obrigações trabalhistas e tributárias, algo quase impossível no futebol do Distrito Federal.

O futebol do DF vive das benesses do Banco de Brasília há muito tempo. Nâo fora isso, obviamente não existiria.

Se fosse dividir os 700 mil reais pelos 12 clubes igualmente, cada um dos times teria uma ajuda de aproximados 56 mil reais pelos cinco meses de competição ou algo como 11 mil reais por mês.

Pois bem, voltando à busca aleatória.  A busca aleatória apontou como primeiro resultado o Diário Oficial do DF do dia 16 de fevereiro de 2012.  Ali, dentre diversas contratações para eventos, a primeira é a contratação de empresa de eventos  por  R$ 55.000,00. Na mesma página há quatro outros contratos, todos com dispensa de licitação e igual ao primeiro, todos para a festa de final do ano de apenas uma cidade satélite: Total : R$ 150.000,00 por um único dia de festa.

Ceilandense e Ceilândia jogam no terrão: crianças ocupadas em horário diverso da escola
Ceilandense e Ceilândia jogam no terrão: crianças ocupadas em horário diverso da escola

O Ceilândia começou a se preparar em dezembro. O campeonato vai até 19 de maio de 2012: cinco meses. O comércio não ajuda. A competição entre os grandes grupos é pequena ou não existe. Há muita demanda.

As construtoras também não ajudam, nem precisam. As construtoras regulam o mercado a partir da Terracap ou é o contrário. A verdade é uma só: A competição é pequena ou não existe. Há muita demanda.

As empresas do setor de serviço também não ajudam, nem precisam. As empresas do setor de serviço constroem a sua fortuna prestando serviços ao Distrito Federal. A competição é pequena ou não existe. Há muita demanda.

O setor de eventos também não ajuda, nem precisa. As empresas de evento sobrevivem prestando serviços ao Estado. A competição até que é grande, mas está controlada pelo Estado já que é este quem diz quando e onde realizará o evento.

O setor publicitário também não ajuda, nem precisa. As empresas de publicidade sobrevivem prestando serviços ao Estado. Até mesmo grandes veículos de comunicação da cidade dependem da publicidade estatal.

O setor de saúde também não ajuda, nem precisa. São poucos os hospitais privados e a sua clientela é basicamente formada por servidores públicos.

Em suma: o futebol do  Distrito Federal é vítima das próprias mazelas da unidade federativa que o abriga. Os setores econômicos importantes do Distrito Federal dependem enormemente do Governo ou sobrevivem às custas deste. As empresas não precisam competir entre si, basta ter o seu nicho de mercado respeitado.

Por essa e por outras razões que o futebol local é estatizado. Ele não pode nem consegue ser diferente. A diferença entre o CeilândiaEC e a festa da virada é que o Ceilândia funciona o ano inteiro. Alguém pode não estar vendo, mas nesse momento há 150 crianças pensando no treino de amanhã, nas semi-finais do Society, na Copa Agap, no Campeonato do Distrito Federal. Uma criança desta não tem preço, imaginem 150.

CEC no sintético: enfim um local com o apoio estatal, as o resto é por conta do trabalho social do CEC
CEC no sintético: enfim um local com o apoio estatal, as o resto é por conta do trabalho social do CEC

ps: Não se diga que o Ceilândia pode ficar rico vendendo o passe de um desses meninos. Isso não vai acontecer: o CEC e os outros times, até onde se sabe, não tem condições de bancar um contrato. Pela lei Pelé, só se vende aquilo que se tem.

CIDADE DO GATO: UM PROJETO AUDACIOSO

Campo de Treinamento na Cidade do Gato
Campo de Treinamento na Cidade do Gato

o SiteCEC esteve na Cidade do Gato e ficou impressionado. Trata-se de um projeto audacioso e que impressiona por sua grandeza. As obras estão em ritmo acelerado, em estágio bem adiantado, mas ainda longe da conclusão.
Localizado a 9km de Ceilândia, a Cidade do Gato impressiona por sua grandeza. São quatro ambientes distintos. No primeiro ambiente já estão construídos os apartamentos que servirão de concentração para a equipe. São quartos espaçosos, com banheiros sociais e alguns deles com suítes.

Na concentração, quartos amplos para os atletas
Na concentração, quartos amplos para os atletas

Próximo ao ambiente dos quartos, salas de estar e televisão, salões de jogos e academia. Num outro ambiente, salas de apoio e uma piscina semiolímpica. No terceiro ambiente, sala de imprensa, vestiário, sala de aquecimento e vestiário de visitantes.

Vista do corredor da concentração: grandeza impressiona!
Vista do corredor da concentração: grandeza impressiona!

O quarto ambiente é o de treinamento: são dois campos com 105x68metros, um deles quase que totalmente pronto. Outro campo aguarda apenas o fornecimento de grama bermuda híbrida Tifway 419, a mesma utilizada nos melhores gramados brasileiros. Além disso há espaço para amplo estacionamento  e para as categorias de base. Um terceiro campo começa a ganhar corpo. A Cidade do Gato realmente impressiona.

Piscina de 25m de comprimento para os atletas
Piscina de 25m de comprimento para os atletas

O projeto, segundo informado, está sendo financiado com os recursos oriundos da venda do lote do antigo clube. Com todo ou quase todos os recursos aplicados na construção da Cidade do Gato, o Ceilândia deixou de lado antigos medalhões para investir em jogadores com algum sucesso em campeonatos do norte e nordeste. Para alguns o Ceilândia investe em jogadores com fome de sucesso, para outros é apenas uma aposta.

Campo principal: aguardando o fornecimento de grama Bermuda Tifway
Campo principal: aguardando o fornecimento de grama Bermuda Tifway 419

Uma coisa é certa, independente disso, a Cidade do Gato indica que o Ceilândia pensa grande e pensa à frente.

Site do Ceilândia faz 10 anos.

Em 26 de fevereiro de 2001 o Ceilândia Esporte Clube entrava no mundo da Web. Era um mundo diferente. Na época apenas o Gama, embalado pelo recente sucesso, ensaiava seguir por esse caminho. O Brasiliense fazia os seus primeiros jogos no futebol do Distrito Federal. O CFZ não existia. Depois disso muitos clubes surgiram e sumiram. Alguns deixaram imensa saudade como Sobradinho e Guará. Com isso o domínio ceilandiaec é o mais antigo do futebol do DF e que ainda está em atividade (o gamagol entrou no ar meses depois,  com uma proposta avançada para a época, sucedendo o site originário do Gama).

A primeira página do Ceilândia era algo que artesanal. Não havia um domínio próprio e pouco restou dessa época. A partir de 2002, o SiteCEC recebeu a primeira mudança. Na época  a comunicação com a internet era discada e uma página não poderia ser muito pesada. Uma fotografia tinha que ter um tamanho máximo de 5kb, contra o tamanho padrão de 50kb de hoje. Já naquela época o SiteCEC arriscou

Reprodução do Site no final de 2001
Reprodução do Site no final de 2001

e colocou vídeos dos gols do Ceilândia para que o internauta baixasse.

Tudo era muito tosco. Mesmo assim a edição do Jornal de Brasília de 6 de abril de 2002 apontava o SiteCEC como um excelente veículo de informação. A reportagem da época , assinada por Marcos Paulo Lima, dizia: “Se houvesse um troféu para o clube candango mais bem informado, o título ficaria com o Ceilândia”.

Até 2010, o SiteCEC foi o site do Ceilândia até que os bons ventos levaram ao domínio oficial. Mesmo assim, a convivência respeitosa não mudou um fato: o SiteCEC é a voz do Ceilândia há 10 anos.

O tempo passou e muita coisa mudou. O Ceilândia era pouco mais que um clube amador se passando por profissional. Hoje é o campeão do Distrito Federal e o SiteCEC é testemunha disso tudo.

Botafogo x Ceilândia: No papel 3189 pagantes

Um futebol que não se sustenta

Botafogo x Ceilândia: No papel 3189 pagantes
Botafogo x Ceilândia: No papel 3189 pagantes

O SiteCEC fez uma detida análise  das rendas do Metropolitano 2010. Algumas constatações são estarrecedoras, mas nem tanto novidade. Mais da metade dos jogos indicaram que a renda não cobriu as despesas da partida.  Vinte e cinco por cento dos jogos sequer cobriram as despesas com arbitragem. Esse fato se repetiu em mais da metade dos jogos de Dom Pedro e Brasília (4 vezes).

Para ter acesso clique em RX de 2010. O link fica parte  superior do site, logo ao lado de início. A imagem abaixo mostra onde encontrar o link. Também abaixo estão alguns dos links.

Outras constatações são alentadoras:  O Gama foi o único time a ter lucro operacional em todas as partidas. Depois do Gama, apenas o Ceilândia, em quatro oportunidades, obteve lucro operacional nas partidas disputadas durante a primeira fase de classificação. Nesse quesito a diferença é sensacional: o lucro operacional obtido pelo Gama é cinco vezes maior que o lucro operacional obtido por Brasiliense, Ceilândia e Dom Pedro juntos. Os demais clubes tiveram prejuízo.

Algumas distorções também foram verificadas. No papel, o Botafogo foi o time que levou mais torcida aos Estádios. A distorção decorre do acréscimo de 3000 torcedores em boa parte das partidas. Coincidência ou não, é do Botafogo também a maior despesa declarada para os jogos. Mesmo não se tendo acesso a um dos borderôs (Botafogo-DF e Ceilandense na 13a Rodada), o time do Guará declara despesa superior às de Gama, Brasiliense e Ceilândia somadas.

Em breve os detalhes do levantamento: maiores públicos, maiores rendas, maiores despesas, os jogos que não cobriram a

Raio x de 2010. A seta em vermelho indica o link
Raio x de 2010. A seta em vermelho indica o link

arbitragem e outras informações.

Entendendo os borderôs e a sistemática – Mostra como entender um borderô.

Todos os Dados – Apresenta um resumo de todos os borderôs

Maiores Resultados por Time – Apresenta os maiores resultados por time

Os recordes por jogo- Apresenta os jogos com os maiores públicos, rendas, despesas e receitas.

Resumos totais – um resumo dos totais

Piores resultados – os piores públicos, rendas, despesas e receitas

Algumas curiosidades

Coração "Made in Ceilândia".

Coração “Made in Ceilândia”

Coração "Made in Ceilândia".
Coração "Made in Ceilândia".

2010 vai deixar saudade. Para quem ama a sua cidade, esse foi um ano inesquecível . Foi um ano em que Ceilândia ganhou as manchetes pelos feitos daqueles que a têm no coração.

Iniciamos 2010 inspirados pelos feitos de Ketlein Quadros e de Erika Miranda. Ketlein, primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica numa competição individual e Erika Miranda ganharam as manchetes nacionais por suas conquistas no Judo.

Assistimos com o coração apertado o afastamento de Paula Pequeno do grupo da seleção brasileira que foi vice-campeã mundial. Paula fraturou o tornozelo ainda na fase de preparação. Embora, depois tenha se mudado como todos os outros que passaram a ter uma vida melhor, Paula nunca escondeu que o seu coração é “made in Ceilândia”.

O ano de 2010 terminou de maneira ainda mais marcante. No último dia do ano, outro coração ceilandense brilhou. Desta vez foi Marilson dos Santos que se tornou o maior vencedor da São Silvestre. O homem que é história nos Estados Unidos, vencedor duas vezes da Maratona de Nova Iorque, é agora três vezes campeão da mais tradicional corrida de rua do Brasil.

O coração “made in Ceilândia” não pode deixar de reservar um espaço importante para o título do campeonato do Distrito Federal de 2010. Pela primeira vez em sua história o Ceilândia Esporte Clube sagrou-se campeão de futebol profissional.

Foram muitas emoções.

2010 vai deixar saudades.

Edinho trabalho no treino.

No twitter e novo desenho

Edinho trabalho no treino.
Edinho trabalho no treino.

O SiteCEC completará 10 (dez) anos em 2011.  Por isso mesmo passará por algumas modificações.  Não serão muitas, mas o suficiente para mantermos a qualidade. O novo site tem uma visual mais limpo, o que o diferencia da imensa maioria das páginas de internet de times de futebol. E temos algumas novidades.

Na verdade há duas novidades: A primeira é que se você quiser poderá acompanhar o SiteCEC a partir do twitter: www.twitter.com/ceilandiaec.

A segunda é que o SiteCEC também pode ser acompanhado a partir do seu Iphone. O site foi especialmente desenhado para smartfones.

Abaixo uma visão de como o site ficará.

Modificações a vista no site.
Modificações a vista no site.

FUTEBOL DE TERCEIRA: um futebol que não se renova

Juniores disputou a Taça São Paulo em 2008: trabalho perdido
Juniores disputou a Taça São Paulo em 2008: trabalho perdido

Cassius é o maior artilheiro da história do Ceilândia. O atleta tem outro troféu em seu curriculum. Foi artilheiro das três divisões do futebol do Distrito Federal. Muito além do mérito do jogador, a façanha revela um problema: o futebol do Distrito Federal não se renova. Via de regra os jogadores e técnicos radicados no Distrito Federal que disputam a primeira, também disputam a segunda divisão. Apenas não disputaram a terceira em 2010 porque simplesmente essa divisão deixou de existir.

Renato Melo, Thompson, Marcelinho, Chefe, Bispo e Jose Lopes Risada são figurinhas carimbadas da primeira divisão do futebol do Distrito Federal. Não obstante, compuseram a base do CFZ, que volta ao degrau mais alto do futebol local.

Enquanto isso, não existe espaço para os jogadores formados no futebol local ganharem maturidade.  Na essência o futebol local criou uma espécie de reserva de mercado para alguns jogadores. Tenham ido bem ou mal na primeira divisão sempre restará uma possibilidade de bater uma bolinha na segunda divisão. A mesma reserva de mercado se mantém para técnicos, supervisores, massagistas e treinadores de goleiro. O futebol não se oxigena e não é competitivo.  Num esporte em que “quem não tem competência não se estabelece”, está mais que na hora de repensar a fórmula atual.

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