Categoria: História

História

Jogo de volta no próximo sábado: um segue adiante

Juniores: Ceilândia e Real empatam no primeiro jogo da semifinal

Defesas levaram vantagem sobre os ataques
Defesas levaram vantagem sobre os ataques

Ceilândia e Real fizeram nesse sabado, no Serra do Lago, o jogo de ida das semifinais do Metropolitano de Juniores 2017. O empate em 1 x 1 dá a mostra do equilíbrio da partida.

O Ceilândia impressionou pelo começo. Debaixo de um forte calor, o Gato Preto começou com marcação alta, pressionando a saída de bola do Real.  O Real teve dificuldade para sair de seu campo de defesa, mas aos poucos foi equilibrando a partida.

Wendel teve pouco trabalho
Wendel teve pouco trabalho

A troca de comando foi uma tônica do jogo. No geral, contudo, o Ceilândia teve a iniciativa do jogo por mais tempo, mas o Real mostrou que é uma boa equipe e incomodou bastante. O jogo, contudo, era travado de intermediária a intermediária, com as defesas levando vantagem sobre os ataques.

Jogo muito disputado e algumas jogadas ríspidas
Jogo muito disputado e algumas jogadas ríspidas

Os gols vieram de falhas das defesas. Aos 21, numa ligação direta, a defesa do Real se enrolou com a bola. Fernando recuperou a bola e bateu firme para fazer Ceilândia 1 x 0.

Aos 40, foi a vez do sistema defensivo do Ceilândia devolver a gentileza. Erro na linha de impedimento e um pênalti desses que a arbitragem está marcando quando a bola bate na mão do zagueiro. Rangel bateu e empatou o jogo.

Ceilândia comemora: alegria demorou pouco
Ceilândia comemora: alegria demorou pouco

O segundo tempo manteve a toada, mas as únicas oportunidades criadas foram do Ceilândia. Fernando teve a oportunidade de marcar de cabeça, mas a bola saiu fraca.  Já no apagar das luzes, Vitinho saiu cara a cara com o goleiro adversário e mandou para fora.

Jogo de volta no próximo sábado: um segue adiante
Jogo de volta no próximo sábado: um segue adiante

Os times voltam a se enfrentar no próximo sábado, no Estádio Regional de Ceilândia. Somente a vitória interessa ao Ceilândia.

Na outra semifinal, Cruzeiro e Formosa empataram em 2 x 2. 

Capitão Brito recusa o cheque em foto do Givaldo Barbosa do Correio Braziliense

A primeira vitória do CEC sobre o Brasília: vitória da dignidade

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Manchete do Jornal Ùltima hora de 1 de julho de 1983

Brasília, Gama, Sobradinho e Ceilândia são os únicos remanescentes da elite do futebol local dos anos 70 na primeira divisão dos dias atuais.

No final dos anos 70 e início dos anos 80, o Brasília era a maior força do futebol local.

Em 1983, o Ceilândia lutava com dificuldades pela própria existência. Já o Brasília fora tricampeão nos anos de 1976, 1977 e 1978, foram campeão em 1980 e, naquele 30 de junho de 1983, entrara em campo como campeão de 1982. Viria a ser campeão naquele ano e no seguinte, 1984.

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Ronaldo (posteriormente Ronaldo Aranha) garantiu a vitória alvinegra

O retrospecto dos confrontos, até então, era francamente favorável ao Brasília: até aquela noite ocorreram sete jogos, com sete vitórias do Brasília, incluindo um sonoro 6 x 0 no primeiro confronto.

O fato é que o Brasília entrou em campo precisando de um empate para sagrar-se campeão do primeiro turno.  O Ceilândia, que estreava o técnico José Antônio (terceiro técnico que mais vezes dirigiu o alvinegro – o CeilandiaEC registra 34 jogos, com 7 vitórias, 14 empates e 7 derrotas –  e que substituíra Raimundinho- 11 jogos, 1 vitória, 2 empates e 8 derrotas) cumpria tabela.

Marcação impecável, anulou Wander do Brasília em foto do Givaldo Barbosa do Correio Braziliense
Marcação impecável, anulou Wander do Brasília em foto do Givaldo Barbosa do Correio Braziliense

No final, para a surpresa de muitos, o Gato Preto venceu o então poderoso Brasilia por 2 x 1, gols de Marquinhos (em jogada de Auro) e do próprio Auro (em jogada de Marquinhos (posteriormente ficou nacionalmente conhecido como Marquinhos Bahia).

Ao final da partida, o presidente do Taguatinga Froylan Pinto veio com um cheque de Cr$ 300.000,00  (trezentos mil cruzeiros da época, algo como R$ 8.000,00 em dinheiro de hoje), valor muito superior à renda do jogo que fora de R$ 34.500,00 (novecentos reais em dinheiro de hoje).

Capitão Brito recusa o cheque em foto do Givaldo Barbosa do Correio Braziliense
Capitão Brito recusa o cheque em foto do Givaldo Barbosa do Correio Braziliense

Os jogadores do Ceilândia, apesar de todas as dificuldades vividas, recusaram a oferta do homem do Landau. O clima ficou tenso com o gesto nobre dos jogadores do Gato Preto. Ao final, contudo, depois de muita discussão optou-se por dar um destino mais nobre ainda ao valor que foi repassado a uma instituição de caridade o Lar de Assistência ao Menor Abandonado da Dona Geni então localizado na QNM 29 de Ceilândia.

A partir  desse confronto, Ceilândia e Brasilia se enfrentaram  59 vezes e o retrospecto nesse período é favorável ao Gato Preto: São 23 vitórias do Ceilândia, 19 empates e 18 vitórias do Brasília.

 

 

De Toninho a Daniel:30 anos de história

Toninho: volante estilo anos 70
Toninho: volante estilo anos 70

Toninho era um volante de estilo clássico. O corte de cabelo, o estilo lento de jogar, enfim, o estilo lembrava Carlos Alberto Pintinho, do Fluminense, ou Geraldo do Flamengo, jogadores da época. O time do Ceilândia do início dos anos 80 era um time romântico e privilegiava jogadores com estilo clássico.  Não era um time pragmático como o de 2010. Talvez por isso e pela falta de estrutura ou da estrutura semi-profissional, o time teve bom início de campanha mas sucumbiu ao final.

Daniel é cria da cidade. Os torcedores mais saudosos reclamam da ausência de jogadores identificados com a cidade, daqueles que teriam vergonha de sair a rua após uma derrota. Daniel entrou devagarzinho no time e hoje aparece com uma das opções do técnico Adelson de Almeida. Assim como Toninho, Daniel tem a chance de colocar o seu nome na história.

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De Dão a Panda: 30 anos de história

Dão: zagueiro do Ceilândia em 1979
Dão: zagueiro do Ceilândia em 1979

Dão tem o seu lugar na história do Ceilândia. O time de 2010 também corre por um lugar. Dão era um zagueiro de estilo vigoroso. Alto para os padrões da época, cabelo no estilo black power, impunha respeito no time semi-profissional do final da década de 70. Na época, depois de um dia de trabalho é que os jogadores treinavam para os jogos do campeonato. Disputou poucos jogos com a camisa do Ceilândia, tendo permanecido mais tempo na condição de amador, circunstância em que até hoje é lembrado pelos remanescentes daquela época.

Panda está no Ceilândia desde 2008. Nesse período foram 28 jogos, com três gols marcados, duas expulsões e onze cartões amarelos. Foi muito importante principalmente em 2009, quando organizou a defesa do Ceilândia e impediu o rebaixamento.

Nesse campeonato tem sido importante principalmente nas bolas por baixo. Pelo alto tem feito os seus golzinhos.

Panda será julgado nesta terça, 27 de abril, pela expulsão diante da Ceilandense.

De Zé Vieira a William: 30 anos de história

Ze Vieira: identificado com o CEC
Ze Vieira: identificado com o CEC

Zé Vieira era o destaque do Ceilândia do final dos anos 70 e início dos anos 80. Era um meia muito habilidoso e que podia jogar como ponta esquerda. Cabelo no estilo black power chamava a atenção pelo estilo de jogar. Zé Vieira foi também técnico do Ceilândia. Como técnico do Ceilândia Zé Vieira contabiliza um dos dez melhores retrospectos: 18 jogos, 10 vitórias,

Ceilândia 2 x 1 brasiliense: William em ação
Ceilândia 2 x 1 brasiliense: William em ação

3 empates e 4 derrotas, na campanha de 1993.

William Baiano como chamam tem se destacado pelo excelente aproveitamento em bolas paradas. De seus pés nasceram metade dos gols do Ceilândia no campeonato. Jogando pela esquerda, William disputou 16 partidas na competição e marcou três gols.

A história futebolística de William foi montada no Paraná, onde jogou por Londrina, Iraty e Rio Branco.

De Edson a Edinho: 30 anos de história

Edson, goleiro de 1979 e 1980.
Edson, goleiro de 1979 e 1980.

Durante toda a campanha havia uma contagem regressiva. Essa contagem regressiva foi utilizada em cada uma das partidas. Agora faltam dois jogos.

O sonho do título, embora difícil, pode ser alcançado. Por essa razão, ao longo dessa semana, o SiteCEC vai fazer uma caminhada ao longo do tempo, lembrando velhos idolos do passado e os candidatos ao título de herois no futuro.

Edinho: em suas mãos o sonho de uma cidade
Edinho: em suas mãos o sonho de uma cidade

Edson foi goleiro dos primeiros jogos do Ceilândia. Baixinho para a função, ganhou um lugar cativo no coração dos torcedores do Ceilândia. Coincidência ou não, o goleiro de 2010 também se chama Edson e atende por Edinho. Nas mãos de um e de outro residem um pouco da história do Ceilândia.

Nas mãos de Edinho repousa o sonho de uma cidade de 400 mil habitantes e que merece algo mais que as manchetes negativas da criminalidade.

Ceilândia é muito mais que isso.

Amanhã: de Tatu a Luiz Carlos Badhuga: 30 anos de história.

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De Adilson a Vieira: 30 anos de história

Adilson: Volante dos anos 80
Adilson: Volante dos anos 80

Será realizada reunião nesta quinta-feria reunião com o comando do policiamento para dimensionar a carga de ingressos a ser destinada para a primeira partida da final neste sábado. O preço dos ingressos ainda não foi definido, havendo pessoas que acreditam que o preço deva ser de 10 reais, outros que o ingresso custe cinco reais.

O Ceilândia fez coletivo nesta quarta-feira no Abadião. O técnico Adelson de Almeida tenta solucionar os problemas causados pelas ausências de Panda e William, expulsos diante da Ceilandense, e  Daniel que tomou cartão amarelo no mesmo jogo.

Vieira: participou dos primeiros 17 jogos
Vieira: participou dos primeiros 17 jogos

No destaque deste post Adilson. Adilson era um volante clássico, típico dos anos 70 e que jogava de cabeça em pé. Jogou no Ceilândia de 1979 a 1984 sendo um dos pioneiros da equipe.

Vieira tem a sua carreira centrada no futebol do Estado do Paraná. Também atuou em São Paulo e é um forte candidato a entrar para a história da Cidade. Vieira destacou-se pela qualidade do passe e, também, pela enorme capacidade de desarme sem fazer faltas. Depois de um começo difícil, quando nas primeiras partidas foi advertido com dois cartões amarelos, conseguiu passar 9 jogos do campeonato sem tomar cartão amarelo.

Amanhã: Zé Vieira e William Baiano, Bodão e Diogo.

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De Bodão a Diogo: 30 anos de história

Bodão: lateral a frente de seu tempo
Bodão: lateral a frente de seu tempo

Renilton era uma das figuras mais badaladas do futebol de Ceilândia no final dos anos 70 e início dos anos 80. Lateral moderno para a época, imitava pela direita o estilo de jogar de Marinho. Foi um dos pioneiros do time semi-profissional do CEC nos primórdios de sua existência. Hoje a larga cabeleira já não existe mais. O antigo lateral ganha a vida na praça, mas não perde o amor pelo clube da sua cidade. Bodão, como era conhecido, tem o seu nome na história do CEC.

Diogo: responsabilidade dobrada
Diogo: responsabilidade dobrada

Diogo chegou ao Ceilândia após ser dispensado pelo Brasiliense. Hoje ocupa a vaga de Bruno Silva, lateral que vinha de boas apresentações tanto na ala quanto pelo meio e foi um dos destaques do Gato na primeira parte da competição.

A opção de Adelson por Diogo parece ter sido guiada por considerar que Diogo defende melhor que Bruno Silva. Tanto Diogo quanto Bruno Silva podem garantir seus nomes na história do CEC.

De Tatu a Badhuga: 30 anos de história

Tatu tem seu nome na história do CEC
Tatu tem seu nome na história do CEC

O Ceilândia se prepara para a grande final. Enquanto isso há algumas indefinições quanto ao dispositivo para a grande partida, incluindo segurança, venda de ingressos e alocação dos torcedores. O Estádio é pequeno e formalmente comporta 1500 pessoas. Não se sabe ao certo quantos ingressos serão colocados a venda, nem quantos ingressos serão (ou se serão) reservados para a torcida do Brasiliense.

Neste post destaque para o zagueiro Tatu. Tatu foi um dos titulares do time do Ceilândia nos idos de 1979 e 1980. Atualmente

Luiz Carlos: jogando simples, tem sido discreto e seguro
Luiz Carlos: jogando simples, tem sido discreto e seguro

mora em Aguas Lindas, onde leva uma vida muito simples. De qualquer maneira tem o seu nome na história.

Outro que é candidato a ter seu nome na história, agora como campeão, é Luiz Carlos, também conhecido como Badhuga. Revelado no Brasiliense onde foi treinado por Adelson de Almeida, é talvez a grande revelação do campeonato. Autor de três gols, tomou apenas um cartão a competição inteira.

De Risadinha a Dimba: 30 anos de história

Risadinha: primeiro gol do Ceilandia
Risadinha: primeiro gol do Ceilandia

Dos times fundados na década de 70 apenas Ceilândia, Gama e Brasília estão na primeira divisão. Destes, o Gato é o único que jamais foi campeão Candango. Já se foram trinta anos. Ao longo dos anos, de Risadinha a Dimba, os torcedores mantém na memória as campanhas de 1987, 1989 e 1993, talvez mais que o time vice-campeão de 2005. O time de 2010 pode mudar tudo isso. O Ceilândia pode, como diz o seu hino, desta vez ser campeão e consolidar a trajetória de crescimento iniciada em 1997.

Para chegar ao tão almejado título o alvinegro precisa passar por um adversário quase que imbatível:Â desde o início dos confrontos foram apenas quatro vitórias, duas destas, por 4 x 2 e 5 x 3, ocorreram na Taça Brasília de 2004. Nessa competição o Brasiliense entrou com uma equipe

Dimba, artilheiro do time
Dimba, artilheiro do time

reserva. No último jogo entre os dois times o CEC venceu, mas o Brasiliense entrou com um time recheado de reservas. De qualquer sorte essa vitória já estava desenhada: nos últimos anos o CEC sempre arrancou pontos do adversário.

Para o confronto decisivo, o Ceilândia terá desfalques importantes: Panda e William não jogarão na primeira partida. Por sorte, Edimar volta. Celso Moraes deve ser mantido na zaga. A presença de Celso Moraes tem um aspecto positivo: o CEC ganha reforço no confronto com a bola aerea do Brasiliense, um dos fortes do adversário.