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O pulo do Gato! CEC 1 x 0

Allan Dellon: O pulo do Gato
Allan Dellon: O pulo do Gato

O torcedor do Ceilândia já se acostumou a sofrer. A parte boa da história é que o Gato pulou para a liderança ao vencer a Ceilandense por 1 x 0. Neste domingo, mais uma vez, o Ceilândia viu o adversário ter maior posse de bola. Esse tem sido o grande mérito do Ceilândia: controlar o ímpeto adversário e proteger eficientemente a meta defendida por Donizete.

Na tarde quente desse domingo, o Ceilândia fez tudo novamente. Recebeu com naturalidade o domínio adversário e foi mortal nos contra-ataques.

No primeiro o Gato até que correu mais riscos. A Ceilandense aproveitou-se do enorme vazio deixado entre a defesa do Ceilândia e o meio de campo  e deu muito trabalho. Aos poucoso o CEC equilibrou e teve duas oportunidades para sair na frente. Em contrapartida, a Ceilândense não teve oportunidade clara de gol. Nas

Cassius fuzila: maior artilheiro do CEC
Cassius fuzila: maior artilheiro do CEC

oportunidades que teve, a defesa chegou a tempo e impediu.

Na segunda etapa o panorama da partida mudou. Adelson mudou o posicionamento do meio de campo e logo aos 11 minutos, Diogo avançou  e passou para  Cassius abrir  o marcador. Até então o panorama da partida demonstrava que o CEC conseguira neutralizar as investidas da Ceilandense. Depois do gol, a Ceilandense manteve a iniciativa do jogo, mas sem a força demonstrada no primeiro tempo.

O resultado é que mais uma vez o Ceilândia venceu. Venceu com base na força do conjunto.  Por enquanto não importa o jogo bonito. O mais importante é vencer. O campeonato está apenas começando.

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Três desfalques e sem mudança de postura

Adelson: preocupação a flor da pele
Adelson: preocupação a flor da pele

Adelson está preocupado, todos estão preocupados. Panda, William e Daniel são desfalques certos para a primeira partida da decisão do campeonato metropolitano de 2010 (Rodrigo Raposo apita). A Polícia Militar autorizou a colocação de quatro mil ingressos a venda. Destes 1000 ingressos para a torcida do Brasiliense. O dispositivo de segurança começa a ser montado nesta sexta-feira (uma barreira de metal será colocada para separar as torcidas). Os ingressos serão vendidos a 10 reais. O estádio tem a capacidade formal estipulada em 1500 lugares sentados. O maior público do Abadião foi registrado em 22 de março de 1987, no empate sem gols com o Brasilia, na decisão do primeiro turno daquele ano. 5011 ingressos foram vendidos naquele dia.

O técnico Adelson de Almeida compreende que as ausências afetam e muito a espinha dorsal da equipe. Para o lugar de Panda não há dúvida. Celso Moraes entra na defesa. Com a entrada de Celso o Ceilândia ganha um jogador com boa estatura no confronto com a forte jogada de bola aerea do adversário.

Os problemas aumentam na hora de substituir William. Não há no elenco do Ceilândia jogador com as mesmas características ofensivas do habilidoso lateral esquerdo do Gato. Uma opção seria improvisar um meio-campista na lateral esquerda. Ã? pouco provável que Adelson faça isto. Há uma preocupação especial com o lado direito do Brasiliense. Ã? por ali que Iranildo, quando joga, ou Pedro Ayub fazem um-dois sobre o lateral adversário, permitindo o ataque pela direita ou a inversão para o lado esquerdo, conforme o sistema defensivo do adversário é desarticulado. O mais provável é que Augusto entre na lateral esquerda.

O maior problema é o substituto de Daniel. O nome mais certo seria Tezelli. Outra opção é Liel. Nenhuma das opções agrada ao torcedor. Tanto Liel, zagueiro de origem, quanto Tezelli têm problemas com o passe. A ausência de William complica ainda mais a saida de bola. A vantagem de Liel é que o Ceilândia ao menos fica mais forte na disputa da segunda bola, já que durante todo o campeonato sistematicamente não ganha a primeira bola de reposição em jogo.

As opções devem deixar Adelson muito preocupado. Os jogadores são guerreiros, mas não se vence um campeonato apenas na base da vontade. Com esse time o Ceilândia dependerá e muito da velocidade de Cafu contra a defesa pesada do Brasiliense. Aproximam-se 90 minutos de muito sofrimento. A sensação é a de que se o Ceilândia sair na frente será muito difícil para o Brasiliense empatar, mas se o contrário ocorrer as opções não revelam uma grande capacidade de reação do Gato. Amanhã veremos.

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