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O Ceilândia venceu apenas um jogo na Copa do Brasil. E foi fora de casa!

Hora de subir um degrau

O Ceilândia venceu apenas um jogo na Copa do Brasil. E foi fora de casa!
O Ceilândia venceu apenas um jogo na Copa do Brasil. E foi fora de casa! Bahia em 2006.

O Ceilândia tem feito boas campanhas em competições nacionais, mas tem empacado na Copa do Brasil. A única vez que o time se classificou à segunda fase foi em 2006,  quando passou pelo Bahia e foi eliminado na  fase seguinte para o Fortaleza.

CEC x Fortaleza: empate em casa
CEC x Fortaleza: empate em casa e derrota em Fortaleza.

Nas últimas participações, o Ceilândia foi eliminado ainda na primeira fase  por Caxias, Ceará e ABC. Está na hora de passar de fase.

Em 2011, o Ceí foi derrotado em casa pelo Caxias
Em 2011, o Ceí foi derrotado vergonhosamente em casa pelo Caxias

O jogo de hoje é importante também pelo aspecto econômico. Dos times de ponta do Distrito Federal, o Ceilândia é o único sem um aporte financeiro direto. Luta diariamente para manter as contas minimamente em dia. A premiação da Copa do Brasil traria alguma tranquilidade. É talvez, por isso, o jogo mais importante do ano, tanto para o clube quanto para os jogadores.

Cassius teve boa oportunidade em 2013 contra o Ceará: 0 x 0
Cassius teve boa oportunidade em 2013 contra o Ceará: 0 x 0 em casa e derrota por 4 x 3 fora.

Adelson de Almeida não tem problemas para montar a sua equipe. O pouco que se sabe sobre o adversário indica que é um time ainda em formação e que, por isso, tem alternado bons e maus resultados no campeonato local. Sabe-se, por óbvio, da força da camisa, mas o Ceilândia  não pode se dar ao luxo de ser mais uma vez eliminado na primeira fase da Copa do Brasil. 

Didão: o Capitão deve voltar contra o Taguatinga
Ano passado, empate em casa por 1 x 1 e eliminação diante do ABC

Promessa de jogo tenso até porque somente a vitória interessa. Ingressos a partir de 15 reais a meia. Bilheterias abrirão às 15h.

Data&Horario Comp. Mandante Visitante Placar Final
22.02.2006 a(os) 20:30 Copa do Brasil / Primeira Fase Ceilândia Esporte Clube Bahia 0 – 0
08.03.2006 a(os) 19:00 Copa do Brasil / Primeira Fase <>Bahia Ceilândia Esporte Clube 1 – 2
15.03.2006 a(os) 21:45 Copa do Brasil / Segunda Fase Ceilândia Esporte Clube Fortaleza 1 – 1
05.04.2006 a(os) 19:00 Copa do Brasil / 2a Fase – volta Fortaleza Ceilândia Esporte Clube 3 – 1
16.02.2011 a(os) 16:00 Copa do Brasil / 1a fase – ida Ceilândia Esporte Clube Caxias-RS 0 – 5
03.04.2013 a(os) 16:00 Copa do Brasil / 1a fase – ida Ceilândia Esporte Clube Ceará 0 – 0
11.04.2013 a(os) 20:00 Copa do Brasil / 1a fase – volta Ceará Ceilândia Esporte Clube 4 – 3
15.02.2017 a(os) 16:00 Copa do Brasil / 1a fase – jogo unico Ceilândia Esporte Clube ABC 1 – 1
2013: Adelson venceu as fraturas do time, uniu a equipe e a levou à final do returno, mas já era tarde.

No seu jogo 230 dirigindo o Ceilândia, o desafio de repetir Mauro Fernandes

Em 2006: Mauro Fernandes reclama da arbitragem... jogos sempre complicados
Mauro Fernandes levou o Ceilândia à segunda fase da Copa do Brasil em 2006

Adelson de Almeida vai para a sua 9a temporada quase ininterrupta dirigindo o Ceilândia. Nesse período foram 163 jogos oficiais.  

O último treinador a conduzir o Ceilândia, que não Adelson de Almeida,  foi Ricardo Oliveira em 2012 em 3 partidas. De lá para cá, Adelson comandou o Ceilândia em 124 jogos oficiais, com 54 vitórias, 39 empates e 31 derrotas. O aproveitamento do time comandado por Adelson é de 53% de 2012 para cá. Em 2011, Marquinhos Bahia dirigiu o Ceilândia em 4 jogos.

2013: Adelson venceu as fraturas do time, uniu a equipe e a levou à final do returno, mas já era tarde.
Adelson e Dimba tem a missão de levar o Ceilândia à segunda fase da Copa do Brasil 2018

Adelson teve uma primeira passagem pelo Ceilândia entre 2001 e 2003. No total, Adelson de Almeida conduziu o Ceilândia em 229 jogos desde 2001. Desse total, foram 207 jogos oficiais com 82 vitórias, 68 empates e 57 derrotas.

Os bons números do Ceilândia sob o comando de Adelson, contudo, ainda reservam uma boa sorte de desafios em nível nacional. Um deles é repetir o feito do time comandado por Mauro Fernandes em 2006 quando, pela única vez, o Gato Preto passou à segunda fase da Copa do Brasil ao vencer o Bahia, na Fonte Nova, por 2 x 1.

 

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CEC luta, mas Ceará vence: 4 x 3

Clécio abre o marcador para o CEC. O  empate veio em seguida
Clécio abre o marcador para o CEC. O empate veio em seguida

Não foi a partida dos sonhos do Ceilândia. Jogando no Estádio Castelão, em Fortaleza, o CEC foi eliminado pelo Ceará e está fora da Copa do Brasil 2013.

O CEC pagou o preço de iniciar mal, tanto o primeiro quanto o segundo tempo.

Dudu e Vicente: duelo interessante nos dois jogos
Dudu e Vicente: duelo interessante nos dois jogos

O Ceará começou a todo o vapor, pressionando o Ceilândia e progredindo em velocidade. O CEC parecia não ter o tempo da bola, perdia todas as primeiras bolas e não encontrava o adversário.

Mesmo assim, a sorte sorriu para o Ceilândia. No primeiro ataque, Clécio cabeceou, Fernando Henrique defendeu e o mesmo Clécio abriu o marcador para o Gato.

Marcelo Costa dá combate: time não se acertou defensivamente
Marcelo Costa dá combate: time não se acertou defensivamente

Não houve tempo para comemorar. No primeiro ataque seguinte, o Ceará empatou com Lulinho num belo arremate de fora da área.

O Ceará continuou melhor, mas não conseguia traduzir essa superioridade em oportunidades de gol. Foi necessário que Ricardinho visse Magno Alves e realizasse um cruzamento perfeito para que o o atacante colocasse o Ceará em vantagem 2×1.

Após o segundo gol o CEC melhorou, equilibrou o jogo, mas não criou qualquer oportunidade de gol.

Alisson fez excelente partida: mas o gol não saiu
Alisson fez excelente partida: mas o gol não saiu

Veio o segundo tempo e esperava-se que o Ceilândia voltasse melhor. Ledo engano. O time voltou como começara o primeiro tempo. O castigo não tardou: Aos 6 minutos, Potiguar acertou um chutasso de fora da área: Ceará 3 x 1.

O CEC foi para o ataque e teve seguidas chances para diminuir.Na primeira, Alisson chutou e a bola chocou-se com a trave direita de Fernando Henrique. Na sequencia, o mesmo Alisson foi travado na hora H. Náo demorou muito e Alisson, novamente  bateu forte à direita do gol do Ceará. Como o CEC não aproveitou o Ceará fez: Vicente e Ceará 4 x 1.

Dimba entrou, o CEC esteve próximo de empatar, mas não deu
Dimba entrou, o CEC esteve próximo de empatar, mas não deu

O jogo não estava definido. Adelson fez três alterações, colocando Elvis, Dimba e Rosembrick. O Ceilândia era só ataque.
Deu certo. Tão logo a bola saiu, bela jogada entre Cassius e Rodriguinho e o meia fez um belo gol. O Gato estava vivo!

Daí prá frente só deu Ceilândia. Aos 34, Cassius fez bela triangulação com Rosembrick e Elvis e bateu forte de perna esquerda diminuindo ainda mais a vantagem do Ceará: 4 x 3

Dimba entrou, o CEC esteve próximo de empatar, mas não deu
CEC fez um jogo atípico. Agora é pensar no Metropolitano

A torcida do Ceará entrou em desespero, a do Ceilândia idem. O CEC passou a rondar a área do Ceará com perigo e esteve ao menos duas vezes perto de empatar. Nào foi possível.

No final, o resultado fez justiça ao melhor futebol apresentado pelo Ceará. O Ceilândia terá que se penitenciar pelo mau começo de primeiro e segundo tempos. Agora, o alvinegro candango volta os seus olhos para o Metropolitano. Ali, o CEC ainda tem chances.

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Fortaleza, Copa do Brasil: Sete anos depois…

Sete anos depois, o CEC é um time diferente
Sete anos depois, o CEC é um time diferente

Sete anos depois, o Ceilândia retorna a Fortaleza. Tal qual em 2006, o CEC empatou a partida de ida. Naquele ano, embora tenha jogado bem, o CEC saiu de campo derrotado por 3 x 1 e eliminado da Copa do Brasil.

Em 2006, o CEC fez tudo direitinho, mas esbarrou na falta de pontaria de seus jogadores. O time suportou a pressão inicial do time Cearense, perdeu boa oportunidade com Perez, não permitiu ao adversário gostar do jogo, mas viu o árbitro marcar um penalti aos 41 do primeiro tempo: Rinaldo fez o primeiro gol do Fortaleza.

Veio o segundo tempo e o CEC manteve o bom nível do seu futebol, mas viu Adriano ser expulso. Minutos depois, tomou o segundo gol, não se abateu e diminuiu com Abimael. Em seguida foi só pressão alvinegra. Bola na trave, gols perdidos e o castigo no minuto final com o terceiro gol do Fortaleza.

O futebol tem uma máxima: os vencedores comemoram, os perdedores justificam. O Ceilândia justifica aquela derrota até hoje.

Para a partida desta noite, o técnico Adelson de Almeida não tem problemas, mas pode sofrer alterações pontuais para ganhar velocidade. Adelson confia muito no seu sistema defensivo e na qualidade de seus atacantes, mas sabe que o Ceará é o favorito.

Dimba, Cassius e Rodriguinho são as esperanças alvinegras de fazer uma maldade contra o Ceará tal como Paraná e Central fizeram nos últimos anos. Adriano, o último remanescente do time de 2006, viajou com o elenco. Agora, é torcer…

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Partiu! Missão complicada pela Copa do Brasil

André Nunes em ação: defesa confia na proteção dos volantes
André Nunes em ação: defesa confia na proteção dos volantes

A experiência mesclada com a juventude tem sido o grande trunfo do Ceilândia nessa maratona decisiva. Nem bem acabara o jogo contra o Brasília, o Ceilândia se via obrigado a deixar de lado o Metropolitano e focar na Copa do Brasil. A experiência conta nessas horas.

Nessa quarta-feira, o Ceilândia vai ter um jogo complicado diante do Ceará em Fortaleza. O alvinegro cearense continua sem sofrer gols e também fez as pazes com a vitória, tal qual o alvinegro candango.

Ceará segurou o CEC no Regional: jogo ainda mais complicado no Castelão
Ceará segurou o CEC no Regional: jogo ainda mais complicado no Castelão

A delegação do Ceilândia segue para Fortaleza confiante em um bom resultado. Jogadores rodados como Dennys, Marcelo Costa, Cleber, Dimba, Didão, Clécio, Rodriguinho e Cassius formam a base do elenco que terá a difícil missão de se classificar à segunda fase da competição.

Muito dessa esperança está no retrospecto do Ceilândia e o fato de haver, em 2006, eliminado o Bahia na Fonte Nova vencendo por 2 x 1.  O problema é que o Ceará já mostrou que é um time que não se desespera com a bola no pé, só parte para o ataque em segurança e terá as condições perfeitas para o seu tipo de jogo no Castelão.

Se Dimba não puder jogar, Cassius é opção
Se Dimba não puder jogar, Cassius é opção

Adelson não tem problemas: os jogadores mais experientes têm se revezado. Isso garante que estejam em boa forma física para amanhã. A principal dúvida do técnico está no ataque: Dimba, Cassius ou o veloz Vitinho.

O técnico Adelson de Almeida é mais reticente quanto às expectativas. Conversando com o CeilandiaEC disse que a grande preocupação é manter o time equilibrado, principalmente quando tiver a posse de bola. O Ceará é fantasticamente veloz nos contra-ataques e está defensivamente sempre equilibrado.

O treinador disse que a disputa está em aberto e que seria prematuro eliminar o Ceilândia antes do jogo. O elenco do campeão do DF é bom e  tem condições de fazer uma boa partida, mas, acrescenta, o favoritismo e a responsabilidade são  do Ceará, pela camisa, pela torcida e por jogar em casa.

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Sem ansiedade, CEC gira a chave: Brasília, sábado, 16h, Serejão

Sem tempo para descansar: no sábado CEC x Brasilia 63
Sem tempo para descansar: no sábado CEC x Brasilia 63. Em 2009, CEC 2 x 1

O Ceilândia chegou à fase mais aguda de sua caminhada em 2013. Em 15 dias serão cinco jogos decisivos. Hora de preparar os jogadores mentalmente para os momentos difíceis que virão.

Na primeira das cinco partidas, o Ceilândia foi derrotado pelo Gama por 3 x 1. O resultado pressionou o CEC no Metropolitano 2013.

Na segunda dos jogos, empatou sem gols com o Ceará pela Copa do Brasil 2013. O resultado não foi um desastre, mas foi ruim. O elenco maduro e rodado do Ceilândia vai saber contornar as dificuldades.

Um dos duelos mais equilibrados da história do DF: 22 v do CEC, 17 empates e 23 derrotas
Um dos duelos mais equilibrados da história do DF: 22 v do CEC, 17 empates e 23 derrotas

No próximo sábado, o CEC volta a campo contra o Brasilia. Agora enfrenta o campeão do primeiro turno numa partida decisiva para as pretensões alvinegras. Qualquer resultado que não seja a vitória faz com que  o campeonato local praticamente acabe para o Ceilândia.

De decisão em decisão, o CEC irá a Fortaleza na próxima quarta-feira levando na bagagem a tentativa de reviver o feito de 2006, quando, após empatar sem gols com o Bahia no Estádio Regional venceu o tricolor baiano na Fonte Nova e foi a segunda fase da Copa do Brasil.

Por fim, no sábado, 13 de abril, encerra a maratona de 15 dias jogando contra o Brazlândia. O CEC só chega vivo nesse jogo se for bem nos demais. O time é experiente… vai ser testado mais uma vez.

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CEC empata com Ceará e decisão fica para Fortaleza

Clécio é perseguido: pouco espaço para manobras
Clécio é perseguido: pouco espaço para manobras

Ceilândia e Ceará empataram sem gols no Estádio Regional de Ceilândia na tarde desta quarta-feira, partida válida pela primeira rodada da Copa do Brasil 2013.

Como esperado, foi um jogo tático. Tanto Ceilândia quanto Ceará demonstraram nos últimos jogos que são equipes fortes defensivamente e disciplinadas taticamentes. Se essas virtudes são iguais, os defeitos também: as duas equipes possuem dificuldade no último passe.

E foi isso que se viu nesta tarde.

Alisson marca Ricardinho: meia marcando meia num jogo pegado
Alisson marca Ricardinho: meia marcando meia num jogo pegado

O primeiro tempo mostrou um Ceilândia levemente superior, ou ao menos com mais iniciativa. O Ceará, fiel ao seu esquema tático, esperava por um erro da defensiva alvinegra. Esse erro não ocorreu.

O primeiro tempo transcorreu sem muitas emoções, mas foi nessa etapa que ocorreu a mais clara chance de gol do jogo. Cassius recebeu livre na entrada da pequena área, mas o chute não pegou a diagonal e Fernando Henrique fez boa defesa.

Elvis foi muito exigido: correu, marcou, serviu... e errou
Elvis foi muito exigido: correu, marcou, serviu… e errou

Veio o segundo tempo e os espaços começaram a surgir.  O Ceará até demonstrou alguma ousadia nos primeiros minutos, mas não passou disso. Dennys não trabalhou a não ser em chutes de longa distância.

Com o passar do tempo, o CEC retomou a iniciativa do jogo, mas faltava-lhe inspiração. Nas poucas jogadas de gol que surgiram, Elvis chutou sobre o travessão.

Cassius teve a melhor chance do jogo
Cassius teve a melhor chance do jogo

Adelson ainda jogou o time para o ataque colocando Dimba e Vitinho. O CEC cercou, cercou, cercou, mas Fernando Henrique sequer fez alguma defesa importante.

A rigor, sabia-se que  seria um jogo igual, truncado até. As duas equipes não permitem ao adversário ter espaço para trocar bola.

Dimba entrou e deu trabalho para a defesa do Ceará
Dimba entrou e deu trabalho para a defesa do Ceará

O resultado é ruim para as pretensões do Gato, mas não é um desastre. De qualquer forma, o jogo em Fortaleza premia a melhor equipe em campo no jogo de hoje, mas, em contrapartida, trás um estorvo para a reta final do campeonato Distrital.

Nesta quinta o CEC já volta os seus olhos para a rodada do final de semana. Se perder, dará adeus ao Campeonato Metropolitano 2013. Tempo de decisões…

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Capitão Dimba: comandante alvinegro

Duelo em preto e branco

Promessa de jogo complicada: defesa sabe dos perigos
Promessa de jogo complicado: defesa sabe dos perigos

Ceilândia e Ceará se enfrantem hoje, 16h, no Estádio Regional da cidade, com ingressos a 16h00. Em campo, dois times que passam por momentos interessantes.

O futebol é um local recheado de clichês e lugares comuns. Se os clichês ajudam a simplificar o entendimento, na prática o futebol é mais complexo.

Parte da imprensa repercute as declarações de Magno Alves, dizendo que seria oportunidade única para jogadores do Ceilândia aparecerem. Seria, se a partida fosse contra o Barcelona ou Flamengo e o jogo transmitido via satélite para todo o mundo. Não é o caso.

Jovens como Alisson sabem que o projeto do Ceilândia é para o futuro, mas sem desgrudar os olhos do presente
Jovens como Alisson sabem que o projeto do Ceilândia é para o futuro, mas sem desgrudar os olhos do presente

O Ceilândia possui jogadores tão ou mais rodados que os do Ceará. Por uma ou outra razão, esses jogadores estão no Ceilândia, alguns estão no Ceará.

O CEC não tem a tradição que o seu rival alvinegro, nem se preocupa com isso. Cada um faz a sua própria história. A partida se resolve dentro de campo e é risível dizer que o Ceilândia quer aparecer.

Capitão Dimba: comandante alvinegro
Capitão Dimba: comandante alvinegro

O trabalho do Ceilândia é feito em silêncio, de estruturação miúda na esperança que os resultados  venham naturalmente. Se virão, ou não, é conseqüência de um esporte em que às vezes se faz tudo certo e dá tudo errado e vice-versa.

Para o jogo de hoje o treinador Adelson de Almeida teve o cuidado de estudar o seu adversário. Sabe que é forte defensivamente, mas tem tido problemas na criação, no último passe. Algo muito parecido com o Ceilândia.

Na prática, o torcedor deve ver, então, um bom jogo. O Ceará não deve fugir às suas características, porque tem sido mortal nos contra-ataques, mas incapaz de criar espaços na defesa adversária. O Ceilândia tem jogadores rodados e não pode se deixar surpreender. No mais, futebol o time tem e com calma deve conseguir um bom resultado.

 

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Um time tranquilo: CEC vive dias normais antes da estréia na CB

20130330Gama3x1CEC_108O Ceilândia encerra hoje a sua preparação para o jogo de amanhã, 16h, no Estádio Regional de Ceilândia, contra o Ceará pela Copa do Brasil.  O time ainda vive a ressaca da derrota diante do Gama no último sábado que lhe custou a invencibilidade.

A avaliação é de que o  time é experiente demais para encarar o jogo contra o Ceará de modo diferente. Jogadores rodados como Dennys, Marcelo Costa, Didão. Rodriguinho, Rosembrick e Dimba sabem que a expectativa é muito mais do torcedor que deles.

Renato sai lesionado: improvisações à vista
Renato sai lesionado: improvisações à vista

 

Para eles, a diferença está no alcance da competição nacional, em campo, nada muda. O Ceará, apesar do mal momento, é um bom time e, a se confirmar a sua força defensiva, tornará as coisas ainda mais difíceis para o alvinegro da Ceilândia.

Adelson tem problemas para compor a sua defesa. Renato lesionou-se logo no início da partida contra o Gama e é dúvida.

Nos últimos jogos, o Ceará tem alternado entre o 3-5-2 e o 4-4-2.
Nos últimos jogos, o Ceará tem alternado entre o 3-5-2 e o 4-4-2 numa mesma partida.

O Ceará viaja hoje para Brasília. A equipe cearense sai de Fortaleza às 14h00. Chegando no DF vai para o hotel em Taguatinga, de onde sai apenas momentos antes da partida para Ceilândia.  

Nas últimas três partidas, o Ceará perdeu para o Guarani-CE por 3 x 2, venceu o Horizonte fora por 3 x 0 e empatou em casa sem gols, no último domingo, com o mesmo Horizonte.

Para a partida desta quarta, os ingressos custarão R$ 10,00 (dez reais) e poderão ser comprados na bilheteria do Estádio uma hora antes do jogo. A torcida do Ceará ocupará a curva sul (à esquerda de quem chega), enquanto que a do Ceilândia a curva norte.

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De volta à Copa do Brasil

Jonhes faz o segundo do CEC contra o Bahia
Jonhes faz o primeiro do CEC contra o Bahia. CEC classificado na antiga Fonte Nova

A história do Ceilândia na Copa do Brasil oscila entre a imensa alegria e a tragédia.

O Ceilândia estreou na Copa do Brasil em 22 de fevereiro de 2006, contra o Bahia, no Abadião (clique aqui para ver). Numa partida em que cada equipe perdeu um penalti, o jogo ficou em 0x0. Em 8 de março de 2006, o CEC foi a salvador e venceu o Bahia por 2 x 1, classificando-se à segunda fase .

CEC x Fortaleza: empate em casa
CEC x Fortaleza: empate em casa

Na segunda fase o CEC enfrentou o Fortaleza. Na primeira partida, empate em 1 x 1 no Abadião. Na segunda, o Fortaleza sofreu com a pressão alvinegra, mas sacramentou a vitória nos minutos finais: 3 x1.

O Ceilândia voltou á Copa do Brasil em 2011. De tão vergonhoso, esse jogo ficou à margem das estatísticas durante muito tempo. Não serve de consolo ou desculpa alegar que existiam esses ou aqueles problemas ou que as chances perdidas no início, quando o jogo estava 0x0, fizeram falta: a história do CEC na Copa do Brasil está manchada: Em apenas 45 minutos o Caxias fez 5 x 0 e eliminou o CEC.

Goleiro salva com jogo em 0x0. História contra Caxias seria outra
Goleiro salva com jogo em 0x0. História contra Caxias seria outra

O adversário da vez é o Ceará. O adversário passa por um momento de instabilidade. Há pouco trocou o técnico que luta contra a desconfiança da apaixonada torcida cearense.

O CEC também não vive bom momento. Apesar de jogar bem, os resultados não estão aparecendo. O experiente time do Ceilândia sabe que terá um jogo difícil.

O Ceará, depois da derrota para o Guarani, mudou a sua postura tática. Tem privilegiado a defesa ao ataque. O CEC vai precisar de paciência, para que dessa vez a história será diferente.

 

Marquinhos: “Falta ser campeão com o Ceilândia!”

Marquinhos em jogo da seleção do DF e Flamengo em 1983
Marquinhos em jogo da seleção do DF e Flamengo em 1983

Marquinhos Bahia é o atleta mais bem sucedido, dentre aqueles que já vestiram a camisa do Ceilândia. Inteligente, articulado e observador, Marquinhos construiu uma história de sucesso desde que foi revelado pelo time do Ceilândia em 1981. No auge de sua carreira, Marquinhos foi campeão por onde passou. Fez parte do brilhante time do Bahia que foi campeão brasileiro de 1988. Naquele time, Marquinhos era uma das peças essenciais ao lado de Bobô e Charles. O corpo franzino não o impediu de marcar os seus gols. Foi artilheiro do campeonato baiano em 1990 e até mesmo do campeonato metropolitano de 1998.

Com o Bahia e treinado por Evaristo de Macedo, Marquinhos foi campeão brasileiro após passar pelo Fluminense, na semi-final, e Internacional, na final, com resultados iguais: empate em 0 x 0 fora de casa e vitória por 2 x 1 na Fonte Nova. A epopéia do tricolor baiano (29 jogos, 13 vitórias, 4 vitórias nos pênaltis, 4 empates, 5 derrotas e 3 derrotas nos pênaltis, 33 gols pró e 23 gols contra) é saudosamente lembrada pela torcida do Baêa.

O sucesso no Bahia o levou ao Cruzeiro, juntamente com o centroavante Charles que chegou a ser chamado para a seleção brasileira e apontado por Maradona como um dos maiores craques da época.

No Cruzeiro, Marquinhos foi peça importante no time que foi campeão da Supercopa dos Campeões da Libertadores da América. Essa competição reunia a nata do futebol sulamericano. Na primeira fase o Cruzeiro enfrentou o Colo Colo. Empate nas duas partidas e decisão nos penaltis em Santiago do Chile. Escalado por Enio Andrade, Marquinhos jogou as duas partidas.

Agachados a partir da esquerda: Marquinhos, Bobô e Charles. Bahia campeão brasileiro de 1988
Agachados a partir da esquerda: Marquinhos, Bobô e Charles. Bahia campeão brasileiro de 1988

Na fase de oitavas de final o Cruzeiro enfrentou uma verdadeira guerra contra o então poderoso Nacional do Uruguai. Na primeira partida, o Cruzeiro venceu por 4 x 0 no Mineirão. Na segunda partida, em Montevideo, o Cruzeiro e Marquinhos enfrentaram a violência uruguaia e a conivência da arbitragem. Socos, cotoveladas, penalti duvidoso e mesmo assim, com Marquinhos em campo, o Cruzeiro se classificou por pouco. O Nacional venceu por 3 x 0.

Na semi-final o Cruzeiro enfrentou outro grande da época, o Olímpia do Paraguai. Dois jogos duros, dois empates e a vaga na semi-final foi decidida nos pênaltis. Na primeira partida, em Belo Horizonte, empate em 1 x 1. O gol do Cruzeiro foi marcado por ele, Marquinhos. A segunda partida terminou sem gols e o técnico Enio Andrade trocou Marquinhos por Andrade. O Cruzeiro se classificou para pegar o River Plate da Argentina na grande final.

Marquinhos em ação na Supercopa diante do Colo Colo: Cruzeiro campeão
Marquinhos em ação na Supercopa diante do Colo Colo: Cruzeiro campeão

A primeira partida foi Buenos Aires, Argentina. O River Plate era dirigido por Daniel Passarella e tinha jogadores da seleção argentina e paraguaia como Comizzo, Higuain, Gordillo, Rivarola, Astrada, Hernan Diaz, Sergio Berti, Ramon Diaz e Ramon Medina Bello… um timão! Marquinhos foi preterido por Andrade em Buenos Aires e o River Plate venceu por 2 x 0 (gols de Rivarola –  de pênalti –  e Higuain). Na partida decisiva, no Mineirão, o Cruzeiro precisava vencer por 3 gols de diferença. Com Marquinhos em campo, não deu outra: Cruzeiro 3 x 0 River Plate.

Perguntado sobre qual resultado lhe deu mais prazer, Marquinhos, com um sorriso no rosto, respondeu: ser campeão brasileiro com o Bahia foi fantástico!