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Lucas Portela comemora o gol do título

Ceilândia bate Legião e é Campeão Candango de Juniores 2018

Juan fez o primeiro gol do Ceilândia cobrando pênalti.
Juan fez o primeiro gol do Ceilândia cobrando pênalti.

O Ceilândia sagrou-se Campeão Candango de Juniores do Distrito Federal em 2018. Jogando na tarde deste sábado, no Bezerrão, o Gato Preto precisou de cento e vinte minutos para vencer o Legião e voltar a ser campeão de juniores.

Christian nada pode fazer no gol de empate do Legião
Christian nada pode fazer no gol de empate do Legião

A decisão opunha os times de melhores campanhas na competição. O Ceilândia teve a iniciativa do jogo na maior parte do tempo, mas não conseguiu traduzir esse domínio em situações claras de gol. O mesmo se diga do Legião nos momentos em que tomou a iniciativa do jogo.

O Ceilândia esteve melhor na maior parte do tempo
O Ceilândia esteve melhor na maior parte do tempo

Assim, os gols vieram em bolas paradas.  O Gato Preto saiu na frente logo aos 13 minutos. Warley foi derrubado dentro da área e o árbitro assinalou o pênalti. Juan bateu firme, à direita do gol adversário e abriu o marcador.

Técnico Leo Roquete mexeu muito no time no segundo tempo
Técnico Leo Roquete mexeu muito no time no segundo tempo

Não deu tempo sequer para comemorar.  Três minutos depois o Ceilândia errou na saída de bola. Na sequência, o árbitrou assinalou falta que foi cobrada com perfeição: Ceilândia 1 x 1 Legião.

Torcida levou faixas para apoiar jogadores
Torcida levou faixas para apoiar jogadores

O Ceilândia sofreu o impacto emocional do gol, mas logo se recompôs. O primeiro tempo terminou em 1 x 1.

Veio o segundo tempo e o Ceilândia continuou melhor, mas mostrava as mesmas dificuldades no último passe que no primeiro tempo. Na segunda metade do segundo tempo o panorama do jogo mudou. O Legião assumiu o controle da partida.

Lucas Portela comemora o gol do título
Lucas Portela comemora o gol do título

Tal qual o Ceilândia, o Legião também tinha dificuldade para criar situações claras de gol e o tempo regulamentar terminou em 1 x 1 .

Comissão Técnica espera ansiosa pelo término da partida

Veio a prorrogação e o Ceilândia voltou a tomar a iniciativa do jogo. Já havia espaços entre as linhas defensivas de ambas as equipes, mas ninguém criou situação clara de gol.

Festa alvinegra: Ceilândia campeão

Veio o segundo tempo da prorrogação e a cobrança de penalidades parecia algo real. Não foi isso que aconteceu. Abdio invadiu a área do Legião e foi derrubado. Penalti! Lucas Portela cobrou e fez Ceilândia 2 x 1 aos 5 minutos.

Só não foi possível fotografar a entrega do troféu: mas está valendo
Só não foi possível fotografar a entrega do troféu: mas está valendo

Depois disso, o Ceilândia cuidou em segurar o jogo. O Legião não tinha forças e o Gato Preto controlou a partida até o apito final. Depois de 31 anos, mesmo tendo sido campeão em todas as categorias de base do Distrito Federal, inclusive sub 20, enfim  o Ceilândia volta a ser Campeão Candango de juniores.

A defesa do Ceilândia prevaleceu sobre o valente Capital

Juniores: Vitória importante e no último minuto

O Capital deu algum problema ao Ceilândia que prevaleceu por sua regularidade
O Capital deu algum problema ao Ceilândia que prevaleceu por sua regularidade

O time de juniores do Ceilândia estreou com vitória no Metropolitano 2018. Jogando na tarde desta quarta-feira no Centro de Treinamento do Gama, o Ceilândia estreou na competição e sofreu para vencer o Capital.

A defesa do Ceilândia prevaleceu sobre o valente Capital
A defesa do Ceilândia prevaleceu sobre o valente Capital

Foi um jogo complicado. O Ceilândia foi melhor na maior parte do tempo, mas precisou de toda a paciência do mundo para derrotar o seu adversário. O primeiro tempo foi quase que integralmente do alvinegro. Apesar da maior posse de bola, o Ceilândia foi incapaz de traduzir em gols a sua superioridade.

Ceilândia sofreu com transição defesa-ataque
Ceilândia sofreu com transição defesa-ataque

O Capital voltou melhor no segundo tempo e equilibrou a partida. O Ceilândia controlou as ações de seu adversário mas precisou de 15 minutos para retomar as rédeas da partida. O Capital em nenhum momento pareceu um adversário batido, mesmo quando o Ceilândia recuperou o comando da partida.

O Ceilândia conseguia chegar à área do Capital, mas o gol demorou
O Ceilândia conseguia chegar à área do Capital, mas o gol demorou

O Ceilândia, apesar de melhor, não criou apenas uma situação clara de gol no segundo tempo. A partida encaminhava-se para o empate sem gols quando, enfim, o Gato Preto teve a oportunidade de pegar a defesa do Capital desarrumada. Eram 47 do segundo tempo e uma situação de tudo ou um empate. Warley não desperdiçou e fez Ceilândia 1 x 0.

Warley fez o gol do Ceilândia no último minuto. Vitória importante
Warley fez o gol do Ceilândia no último minuto. Vitória importante

Não havia tempo para mais nada. No próximo sábado, 15h30, no Abadião, o Gato Preto enfrenta o Real. Jogo difícil, mas isso é chover no molhado: afinal  o Ceilândia está no grupo da morte e daí apenas os  dois garantem a classificação para as quartas-de-final.

Ceilândia decepciona e perde para o Capital

Adelson assiste à disputa de Alisson: não foi um bom dia para ambos
Adelson assiste à disputa de Alisson: não foi um bom dia para ambos

Com doze minutos de jogo, estava claro que algo não estava bem com o Ceilândia: Gilson já errara três passes importantes.

Com 24 minutos de jogo, Claudio Luiz já completava o seu terceiro bote equivocado! Desse terceiro bote, saiu o primeiro gol da partida, quando Igor fez Capital 1 x 0.

A prova inequivoca veio poucos minutos depois: Alisson driblou o goleiro, demorou para finalizar e perdeu o empate mais feito do mundo.

Tavares é derrubado dentro  da área: dentro da área é pênalti
Tavares é derrubado dentro da área: dentro da área é pênalti

O castigo não tardou: aos 32, novo erro na saída de bola do Ceilândia e, na sequencia,  Rafael Toledo fez Capital 2 x 0. 

A defesa do Ceilândia reclamou bastante de falta no lance. Não adiantou.

Aos 40, Tavares disputou com Nem, que errou a bola e acertou o jogador. Falta dentro da área é pênalti. Allan Dellon cobrou e diminuiu.

Sandro faz a falta for da área: fora da área não é penalti, mas o confuso árbitro assinalou
Sandro faz a falta for da área: fora da área não é penalti, mas o confuso árbitro assinalou

Veio o segundo tempo e o Ceilândia voltou melhor. Parecia mais encorpado. Para azar do alvinegro, aos 7 minutos, Sandro disputou a bola fora da área, mas o árbitro marcou pênalti.

Rafael Toledo bateu e fez Capital 3 x 1.

Depois disso o Ceilândia foi todo à frente. Perdeu algumas oportunidades, mas em nenhum momento deu a entender que diminuiria o marcador.

Ceilândia perdeu muitos gols: nessa, Caio perdeu.
Ceilândia perdeu muitos gols: nessa, Caio perdeu.

A derrota por 3 x 1, derrubou o Gato Preto para a sexta colocação.  Com isso, enfrentará o Brasília em data ainda desconhecida.

Ruim, para o Ceilândia. O Gato Preto demonstrou claramente no jogo de hoje que precisava de cancha, precisava de jogo. Parecia sem rítmo.

CEC enfrenta Capital sem poder tropeçar

Em 2013, CEC permitiu empate do Capital depois de estar vencendo por 2 x 0
Em 2013, CEC permitiu empate do Capital depois de estar vencendo por 2 x 0

Em 2013, o Ceilândia chegou a abrir 2 x 0 no Capital e cedeu o empate. Fez 3×2 e cedeu o empate, mesmo jogando em casa.

Tanto em 2013 quanto agora, o Ceilândia estava numa posição relativamente cômoda na classificação, mas o resultado lhe fez falta à frente.

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Para a partida de hoje, Adelson de Almeida não deve dispor de mais de meio time que está pendurado com cartões, preservados para as quartas.

Juninho e Renato, automatica e terceiro amarelo, estão fora. Aí somam 8 jogadores.

Por isso, o Ceilândia deve ter uma equipe muito modificada hoje à tarde, 16h, no Regional. Nada que o CEC não tenha vivenciado: 22 jogadores do elenco já saíram jogando como titular. Hora de mostar serviço.

Adelson: o maior treinador da história do Ceilândia. Lugar cativo na história do futebol local

150 jogos para Adelson: uma trajetória em 5 atos

Adelson de Almeida ainda era um menino em 2002, mas montou um time fortíssimo
Adelson de Almeida ainda era um menino em 2002, mas montou um time fortíssimo

Em 11 de fevereiro de 2001, Adelson de Almeida não era nada mais do que um menino. Na época, trazia consigo apenas o fato de que fora campeão juvenil do Distrito Federal com o time do Ceilândia em 1998.

Era na base desse timede 1998 que confiava na sua missão quase impossível de manter o Ceilândia na primeira divisão.

Adelson na apresentação dos jogadores em 2009, para o campeonato de 2010: mudava ali a sua história
Adelson na apresentação dos jogadores em 2009, para o campeonato de 2010: mudava ali a sua história

A estréia não foi nada promissora: nos cinco primeiros jogos foram quatro derrotas e um empate.

Ao fazer a opção preferencial pelos jovens, algo na moda em 2001, Adelson mudou a sua história e a do Ceilândia. A primeira vitória veio em 14 de março daquele ano, diante do estreante e mas já poderoso Brasiliense.

Adelson entra em campo na final de 2010: ao fundo, William Carioca que seria decisivo
Adelson entra em campo na final de 2010: ao fundo, William Carioca que seria decisivo

De lá para cá foram 149 jogos dirigindo o Ceilândia. Desses, 131 jogos oficiais, com 51 vitórias, 43 empates e 37 derrotas.

A grande força de Adelson foi transformar o Ceilândia num time poderoso jogando dentro de casa. Em 67 jogos, trinta vitórias, 24 empates e apenas 13 derrotas. Entre 2001 e 2003, o time de Adelson foi derrotado em casa apenas duas vezes!

Adelson em 2011: sensação de impotência. Adelson previu o desastre diante do Caxias
Adelson em 2011: sensação de impotência. Adelson previu o desastre diante do Caxias

Sozinho, Adelson de Almeida foi treinador de uma em cada cinco partidas na história do Ceilândia em jogos oficiais (708 jogos). Depois de Adelson, Mauro Fernandes foi o técnico que mais dirigiu o Ceilândia (40 jogos).

Em 2004, Adelson de Almeida passou a cuidar das categorias de base do Brasiliense. Foi hexacampeão juniores do DF. Voltou ao futebol profissional em 2010. Voltou dirigindo o Ceiândia para se sagrar campeão profissional.

2012: Adelson volta a ser campeão do DF
2012: Adelson volta a ser campeão do DF

2011 talvez tenha sido o pior ano para Adelson. Exigente e detalhista ao extremo, chocou contra uma estrutura que teimava em não se profissionalizar.

Deixou o Ceilândia, voltou ao Brasiliense para para uma curta passagem no time profissional e  realizou um velho sonho de treinar o Gama na série D.

2013: Adelson venceu as fraturas do time, uniu a equipe e a levou à final do returno, mas já era tarde.
2013: Adelson venceu as fraturas do time, uniu a equipe e a levou à final do returno, mas já era tarde.

Sonho realizado, mas Adelson sofreu com as dificuldades do alviverde, quando teve que bancar alguns jogadores do seu próprio bolso. Voltou ao Ceilândia para ser bicampeão em 2012.

 Adelson de Almeida mudou. Mudou o Ceilândia.
Adelson não tinha zagueiros: agora ganhou mais dois
2014: Adelson pouco lembra o menino de 2001

. Das dificuldades quase intransponíveis de 2001, sem local para treinar e dificuldades diárias para conseguir bancar as passagens dos jogadores, muitos treinando pela manhã, trabalhando à tarde ou de vigilante à noite, à realidade de hoje.

Quando entrar em campo para dirigir o Ceilândia contra o Capital, a história muda. Mudou Adelson de Almeida, hoje o mais vencedor treinador genuinamente do Distrito Federal em atividade. Mudou o Ceilândia.

Ambiente vira arma do Ceilândia na reta final

O clima descontraído cede diante da responsabilidade de conquistar o título
O clima descontraído cede diante da responsabilidade de conquistar o título

Nos últimos dez anos, o Ceilândia foi campeão candango duas vezes, foi vice outras tantas e finalista tantas outras.

Desta vez há algo diferente: o ambiente.

O Ceilândia demorou a engrenar na competição. O time foi sendo montado aos poucos, mas hoje o ambiente é tranquilidade.

Gilson, pensativo: clima é bom, mas sem espaço para oba-oba
Gilson, pensativo: clima é bom, mas sem espaço para oba-oba

Há certa tensão no ar, natural de uma competição. O time sabe onde pode chegar e recuperou o respeito do adversário.

Para o treinador Adelson de Almeida tudo isso é consequencia de muitos fatores; além dos fatores extracampo, os jogadores sabem da sua importância para o grupo. Mesmo os suplentes sabem que terão oportunidades e responsabilidades.

Claudio Luiz, Cassius e Alan Delon: breve pausa para o descanso antes da batalha dessa quinta
Claudio Luiz, Cassius e Alan Delon: breve pausa para o descanso antes da batalha dessa quinta

É contando com esse fator que o Ceilândia vai a campo nesta quinta-feira enfrentar o já rebaixado Capital em busca de uma vitória que pode lhe trazer a quarta colocação.

O adversário do Ceilândia nas quartas-de-final ainda está indefinido. Em circunstâncias normais, esse adversário será o Sobradinho. A segunda maior probabilidade é a de enfrentar o Gama.

No futebol não existe esta de “circunstâncias normais”. Na última rodada o Ceilândia pode terminar em quarto ou oitavo. Está tudo em aberto.

CEC termina semana com jogo-treino

Alan Delon treinou com desenvoltura: hora do maestro decidir
Alan Delon treinou com desenvoltura: hora do maestro decidir

O Ceilândia terminou neste sábado a sua semana exclusiva de treinamento contra o time de juniores acrescido de alguns ex-jogadores profissionais.

O técnico Adelson de Almeida, que completará 150 jogos no comando do Gato Preto na próxima quinta-feira, disse que a semana de trabalho foi muito proveitosa.

No time adversário, André, ex-Ceilândia.
No time adversário, André, ex-Ceilândia.

Os jogadores concordam.

O treino desse sábado contou com dois tempos distintos. No primeiro, o técnico Adelson de Almeida mandou a sua equipe-base. Os primeiros 45 minutos terminaram em 3 x 0, com Cassius, Elvis e Caio fazendo os gols.

Adelson procura dar rítmo a Jeff Silva. Treinador acredita que poderá ser importante
Adelson procura dar rítmo a Jeff Silva. Treinador acredita que poderá ser importante

Thiaguinho ficou de fora, fazendo tratamento preventivo. Gago e Juninho também ficaram de fora.

Na segunda etapa, Adelson mandou os suplentes, mas manteve a defesa principal.

Os jogadores terão folga no domingo. Na segunda retornam, agora tendo em mente o restante da competição. Na quinta-feira, jogo contra o Capital. No domingo, faz o primeiro jogo das quartas-de-final.

Calmaria: daqui a pouco vem a tempestade

Uma semana sem jogo: depois, virão os jogos de mata-mata
Uma semana sem jogo: depois, virão os jogos de mata-mata

O campeonato parou para recuperar os jogos atrasados. Enquanto isso, o Ceilândia, já classificado, se prepara para a reta final.

Meio time possui problemas com cartões. Renato Oliveira tomou o terceiro contra o Sobradinho. É desfalque certo, ao lado de Juninho Goiano, expulso.

Além destes, Alan Delon, Badhuga, Caio, Gato, Cassius e Gilmar Here estão pendurados. Em outras palavras: Adelson vai ter que se virar.

Outro problema está no fato de que o banco não tem resolvido. Uma exceção talvez seja André Tavares, que tem entrado bem.

Não deveria ser assim. Adelson utilizou 22 jogadores como titulares. Isso significa que 22 jogadores fizeram ao menos uma partida como titular.

Tempo maior de preparação

CEC volta enfrentar Capital apenas dia 20
CEC volta enfrentar Capital apenas dia 20

Os sucessivos adiamentos de jogos, aliados à impossibilidade de adiamento da decisão do campeonato, fizeram dessa reta final de competição uma verdadeira maratona para Brasiliense e Brasilia em especial.

De acordo com o que ficou decidido nesta segunda-feira, teremos jogos nesta quinta, na sexta, na segunda e, se tudo der certo, na outra quinta-feira, dia 20, teremos a última rodada da fase classificatória.

Em 2013, CEC tropeçou em casa: 3 x 3
Em 2013, CEC tropeçou em casa: 3 x 3

As oitavas de final começariam, então, dois dias depois.

O Ceilândia volta a jogar apenas no dia 20, contra o Capital. A demora em voltar a campo pode ser positiva ou negativa. Positiva se considerarmos que dá tempo dos jogadores se recuperarem fisicamente. Negativa porque quebra o ritmo de jogo.

Equilíbrio perigoso

Gilson ainda está a procura de ritmo de jogo, mas defesa vem fazendo a sua parte
Gilson ainda está a procura de ritmo de jogo, mas defesa vem fazendo a sua parte

Depois de um começo de competição assustador, o Ceilândia parece ter adquirido o equilíbrio defensivo que desejava. Com esse equilíbrio, vieram as vitórias.
A avaliação que se faz, contudo, é que o Gato Preto ainda deixa muito a desejar. Muito das vitórias alcançadas se deve à incapacidade dos adversários de aproveitar as falhas defensivas do CEC, aliás como ocorreu no jogo diante do Gama.
A produção ofensiva do Ceilândia é o maior alvo das queixas. Vencendo sempre pelo placar mínimo, o alvinegro deixa no ar dúvidas quanto à sua capacidade de reação. Em três ocasiões, nessa competição, não conseguiu reagir contra adversários teoricamente mais fracos.
O técnico Adelson de Almeida sabe que ainda é muito cedo para se ter alcançado o equilíbrio entre a produção ofensiva e a produção ofensiva. Por enquanto, as vitórias servem, mas o campeonato muda a cada final de semana.
A dúvida é se o equilíbrio atual será suficiente quando vierem os jogos de mata-mata, principalmente se o Ceilândia tiver que buscar o marcador. O tempo é curto e o Gato preto tem duas semanas para alcançá-lo.

CEC pega o Gama para crescer na hora decisiva

CEC reclamou da arbitragem
CEC reclamou da arbitragem

O Ceilândia não tem tempo para lamentar os pontos perdidos no empate contra o Capital ou para se queixar da arbitragem de Wales Martins (mais uma vez).

Após expulsar jogador do Capital e deixar o Ceilândia com um homem a mais, Wales Martins simplesmente não deixou o Ceilândia jogar. Não foi a primeira vez.

A mudança de esquema tático trouxe, por um lado, os gols que faltavam, mas trouxe, por outro, uma defesa que sofreu três gols.

No lance, falta a favor do Capital
No lance, falta a favor do Capital

A Comissão Técnica, embora não gostando do resultado, enfrentou o resultado contra o Capital com naturalidade. O Capital tem feito boa campanha, tem um bom time, um padrão de jogo definido.

O Ceilândia, por sua vez, fez do jogo um laboratório para o segundo turno. No final das contas, o fato é que o time cansou no final do segundo tempo, depois de ter feito um primeiro tempo e parte do segundo tempo muito bons.

Ceilândia reclamou da arbitragem: principalmente após a expulsão do adversário
Ceilândia reclamou da arbitragem: principalmente após a expulsão do adversário

No sábado o CEC não pode se dar ao luxo de tropeçar contra o time do Gama, que está em formação: técnico e time-base novos.

O jogo do sábado é duplamente importante: vencendo, o CEC se afirma na luta pelo segundo turno e ganha moral para enfrentar o Ceará na outra semana.

Amargo regresso

Começo de jogo: Dimba abre o marcador
Começo de jogo: Dimba abre o marcador

O Ceilândia iniciou o segundo turno do Metropolitano 2012 empatando, em casa, com o Capital em três gols.

O Ceilândia começou arrasador e abriu 2 x 0  com Dimba e Willian. A vantagem de dois gols não foi imerecida, mas o futebol costuma castigar od esperdício. Aos 43 do primeiro tempo o CEC teve a oportunidade de ampliar o marcador, não fez e, na sequencia, o Capital diminuiu para 2 x 1.

Edinho sofre o primeiro gol
Edinho sofre o primeiro gol

Veio o segundo tempo e a história se repetiu. O Ceilândia voltou melhor, foi parado pela trave e, na sequencia, o Capital empatou em 2 x 2.

Minutos depois, o Ceilândia voltou a ficar na frente do marcador, com Rodriguinho.

Três gols em um jogo: alerta aceso
Três gols em um jogo: alerta aceso

O jogo seguiu amarrado até os 35 quando o Capital fez 3 x 3 e deu números finais ao jogo.

Com esse resultado, o Ceilândia se vê diante de uma semana decisiva: Pega o Gama neste sábado, o Ceará na quarta e o Brasília no outro final de semana. O ano em três jogos.

 

CEC pega Capital com ingressos a 5 reais

Dimba esteve impossível em 2012: dois gols
Dimba esteve impossível em 2012: dois gols

O experiente time do Ceilândia será colocado à prova nos próximos trinta dias. Em um mês, o CEC decide o seu ano.

Começa amanhã contra o Capital, no Abadião, 16h00, com ingressos a R$ 5,00 (cinco reais).

Adelson fez algumas alterações no time, inclusive na maneira de jogar. O elenco sabe que o segundo turno vai ser muito disputado e que não pode tropeçar em casa.

Dimba comandará o ataque. O grande capitão está em forma e começa jogando.

O CEC tem problemas nas laterais: nas últimas semanas Adelson perdeu Wisman, Rodrigo Cardoso e Higor. Recebeu Dudu e Mário, mas ainda não pode contar com eles.

O jogo se torna ainda mais decisivo para o CEC porque logo em seguida o Gato fará duas partidas fora: Gama e Brasília. Entre uma partida e outra o Ceilândia pega o Ceará pela Copa do Brasil.

Na última partida oficial, vitória do CEC por 3 x1, com uma partida exuberante de Dimba. O CEC está muito mudado em relação ao time que tinha Liel e Diego Marangon, por exemplo, atualmente na Penapolense e Paulista, times que fazem boas campanhas no Campeonato Paulista.

 

Análise: o dilema alvinegro

 

Dimba: sempre de costas para o gol
Dimba: sempre de costas para o gol

O Ceilândia estréia no segundo turno do campeonato metropolitano sabendo que essa competição vai ser ainda mais difícil que o primeiro turno.

As dificuldades começam pelo fato de que o CEC terá pela frente times de boas campanhas, com exceção do Brazlândia.

Capital, Gama, Brasília e Ceilandense mostraram que possuem boas equipes e devem tornar a classificação do CEC ainda mais difícil.

Jefferson: sofreu com as falhas de marcação do seu lado
Jefferson: sofreu com as falhas de marcação do seu lado

Antes de começar a competição, a previsão é de jogos equilibrados.

O CEC aproveitou bem a intertemporada. A diretoria reforçou o time, Adelson fez alterações na equipe e o Ceilândia é um dos favoritos do grupo.

Alguns jogadores perderam a posição no time por não compreenderem a importância da inter-temporada, baixando o nível de concentração ou se machucando.

Houve troca na preparação física, com a saída de Odair e o retorno de Odirley.

André saiu lesionado e é dúvida
André saiu lesionado e é dúvida

 

Em campo, Dennys, machucado, deu sorte para o azar e perdeu a posição para Edinho.

Jefferson ainda não achou o seu lugar em campo. Foi prejudicado pelas falhas defensivas do seu lado e saiu machucado do confronto contra o Luziânia.

André Nunes é outro que preocupa. Atleta sentiu a virilha esquerda e foi outro a sair lesionado.

Marcelo foi outro a estrear. A rigor, Marcelo limitou-se a fazer o trivial, marcou.

Renato: dupla função
Renato: dupla função

O CEC nunca foi um time de posse de bola, mas sempre contou com um ou outro passe ousado. Esse passe ousado somente existe quando Elvis está em campo. O problema é que a bola fica muito viva e isso é sempre um perigo. O CEC evita correr riscos.

Não existe solução possível: o time arrisca e faz mais gols ou arrisca e sofre mais gols. A opção tem sido não fazer, mas também não tomar. Uma opção não é melhor ou pior que a outra, é apenas uma opção.

A entrada de Willian no ataque deixa o CEC mais forte na defesa. Contra o Legião, o CEC mostrou uma consistência ofensiva que agradou Adelson. Mesmo contra o Luziânia, o CEC mostrou uma posse de bola que normalmente não ocorre: o Ceilândia não é um time de posse de bola.

Cassius treinou enquanto os outros jogavam. Essa é sempre uma boa opção.

Panda recebe amarelo: penalti controvertido

Relegado ao ostracismo

Allan Dellon: prejudicado pela atuação do time contra o Ceilandense
Allan Dellon: prejudicado pela atuação do time contra o Ceilandense

O Ceilândia iniciou o campeonato como um dos favoritos a competição, ao lado do Brasiliense.

No geral, o Ceilândia eliminou o rival na semi-final da Taça JK e disputou a decisão contra o Luziânia. Derrotado na decisão, o Ceilândia é líder do seu grupo no returno, mas ainda assim foi relegado ao ostracismo no segundo turno. Fala-se com toda a razão do Luziânia, mas também se fala de Brasiliense, Gama e Sobradinho. Pouco se fala do Ceilândia.

Isso pode significar muitas coisas. Um dos significados é que a avaliação geral é o de que o Ceilândia já não é mais um dos candidatos ao título.  Outro significado está no fato de que o CEC prefere trabalhar calado. Nesse caso os resultados devem falar pelo time.

De maneira geral o Ceilândia entra nesta fase do returno com a obrigação de vencer os seus jogos para recuperar um mínimo de respeito. Não que o time tenha uma má campanha, os resultados demonstram que a campanha é até boa. O problema é que o Gato, como sempre foi, tem sempre que remar contra a maré.

Breno em ação: CEC está sem força nas laterais
Breno em ação: CEC está sem força nas laterais

No próximo domingo o CEC enfrentará o Formosa, na cidade de goiana. Para essa partida Adelson talvez não precise mudar muito a maneira de jogar do time. O time tem feito gols e isso talvez não o preocupe, mas deveria.

A atuação dos laterais nas últimas partidas tem incomodado o torcedor. Os dois alas tem mostrado dificuldade para chegar ao fundo sem prejudicar o time defensivamente. Falta-lhes força ofensiva. O resultado é que Breno e Felipe não tem se arriscado no ataque. Isso não pode ser uma constante e ao menos uma vez os laterais tem que incomodar o adversário. O CEC está se tornando previsível. Contra times tecnicamente mais fracos, isso não é problema, mas na fase decisiva pode ser.

Outro problema para Adelson está na saída de bola. O time não tem variado na saída de bola. O time mostrou um estilo contra o Capital e o manteve diante do Ceilandense. Foi fácil para o Ceilandense identificar o modo como o time se lança ao ataque e neutralizar as investidas do Gato.

Para piorar, contra o Ceilandense o Ceilândia não teve paciência e cedeu sucessivos contra-ataques ao adversário. Não é todo dia que se sai de um 0x2 e se empata. O time precisa de mais opções na saída de bola e isso implica mais responsabilidades seja para Diego Marangon ou Allan Dellon. Não há nenhum problema se Allan Dellon vier buscar a bola. O que não pode é o volante ter que carregar a bola por 30 metros para dar o passe e armar o contra-ataque adversário.