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Ceilandia está fora: prejudicado pela arbitragem e pela bagunça

Juniores: Ceilândia recorre

Ceilandia está fora: prejudicado pela arbitragem e pela bagunça
Ceilandia está fora: prejudicado pela arbitragem e pela bagunça

A FFDF divulgou tabela  indicando que Real e Cruzeiro farão as finais dos juniores 2017. Algumas das razões de lado a lado já foram mostradas aqui no CeilandiaEC e na fanpage do Facebook. A bagunça é geral. O Ceilandia Esporte Clube recorreu.

Regulamento confuso e mal trabalhado

Somente com o regulamento em mão (e ele não estava disponível no site da FFDF) foi possível à fanpage CeilandiaEC ter uma noção do tamanho da bagunça com o adendo que obviamente visava beneficiar outros times e não o Ceilandia. Segundo colocado de seu grupo, o Ceilandia enfrentou o Legião que se beneficiara do numero maior de jogos.

Não vamos entrar na discussão jurídica. Embora fiquemos tentados diante de tudo quanto se diz a respeito, mas é sempre inseguro opinar sobre o que não se sabe por completo, inclusive o que motivou tanto a permanência do regulamento quanto a sua alteração.

O recurso do Ceilandia revela o quanto é possível confiar naquilo que se diz e naquilo que se escreve no mundo do futebol.

 

 

Juniores 2017: Entendendo a confusão

Essa foi a melhor oportunidade do Ceilândia na partida
Jogo bem disputado: times não mereciam a confusão 

  Conforme o CeilandiaEC apurou todo o problema está relacionado com o fato de que o campeonato de juniores foi uma disputa assimétrica. Seriam 20 times divididos originariamente em quatro grupos de cinco equipes com os 2 primeiros de cada chave se classificando.

O problema começou quando Aruc e Samambaia, que estavam nos grupos A e B originariamente, desistiram da competição. Com isso, dois grupos ficaram com 5 times e dois grupos com 4 times.   Com isso, a regra de desempate pelo somatório de pontos na competição precisaria ser alterada, porque os times dos grupos C e D jogariam uma partida a mais: o Real e Cruzeiro, em três jogos, fizera 7 pontos, o Formosa e Legião, em 4, fizeram 10.  O critério originário permitia distorções.

Presidente Ari de Almeida: disse estar tranquilo com relação à classificação
Presidente Ari de Almeida: disse estar tranquilo com relação à classificação
 

 Por essa  distorção, segundo apurou o CeilandiaEC, o regulamento  teria sido alterado no âmbito da FFDF para que se levasse em consideração apenas a pontuação da fase anterior. Foi isso que o Ceilândia teve a vantagem de decidir em casa contra o Real.  Encontrar o regulamento e os adendos no site da FFDF é uma missão talvez impossível.

Aplicando-se o adendo, os times disputaram as quartas-de-final sabendo que, em razão da distorção, os pontos da primeira fase não seriam somados às fases seguintes. Valeriam os pontos da fase anterior. Assim e por exemplo, Formosa e Legião, que fizeram 10 pontos em 4 jogos, não levariam tais pontos para as fases seguintes.

Defesas levaram vantagem sobre os ataques
Real recebeu o Ceilândia no jogo de ida das semifinais: se o regulamento antigo fosse mantido, seria o inverso.

Nas quartas, quis o destino que o Ceilândia eliminasse o Legião. O Formosa seguiu adiante depois de um empate e uma vitória contra a SE Planaltina.  Assim, o Formosa, pelos critérios do adendo e pelos critérios antigos, teria a vantagem de decidir em casa e também a vantagem do empate.

O mesmo acontceu com Real e Ceilândia. O Gato Preto fez 4 pontos e 4 gols de saldo nas quartas-de-final contra 4 pontos e 2 gols de saldo do Real. Pelos critérios do regulaento originário, o Real teria a vantagem de decidir em casa e também a vantagem do empate. O adendo dizia o contrário e foi o adendo que foi aplicado, com o Real fazendo a primeira partida em casa.

Ceilândia comemora a classificação: final será contra o Cruzeiro, contra quem o Gato Preto começou a campanha
Ceilândia comemora a classificação: final será contra o Cruzeiro, contra quem o Gato Preto começou a campanha

O Real, depois da primeira partida e ante a possibilidade concreta de desclassificação, tentou retornar o primeiro regulamento: a Justiça Desportiva desconheceu do pedido mas o presidente da Federação acolheu a solicitação. O imbróglio estava criado porque de lado a lado os argumentos têm alguma solidez.

Veio a partida deste sábado. O Ceilândia administrou a vantagem do empate até o apito final, comemorou a classificação, mas futebol fora de campo é uma caixinha de surpresas.

A rigor a confusão está armada. O primeiro regulamento era de fato inaplicável em função da assimetria dos grupos.  A questão é que futebol deveria ser decidido dentro de campo e maior parte do mundo do futebol não gosta do esporte, gosta de se fazer notar, mesmo que para isso tenha que tomar más decisões.

Por enquanto, o  Ceilândia está nas semifinais do Metropolitano de Juniores 2017. No mais, o tempo dirá.

Ceilândia e Real empatam e comemoram: arbitragem e regulamento tiram brilho da festa

Ceilândia e Real fizeram uma bela partida: arbitragem e regulamento complicaram tudo

Ceilândia e Cruzeiro decidirão o campeonato candango de 2017. Os dois times do grupo B chegam às finais de um campeonato marcado  pelas críticas à arbitragem (Formosa reclamou horrores) e ao regulamento.

O fato é que jogando na manhã deste sábado, em um Estádio Regional com bom público, Ceilândia e Real voltaram a empatar.  O empate, pelo regulamento atual, classifica o Ceilândia para as finais.

Logo nos primeiros lances a arbitragem quis se fazer notar
Logo nos primeiros lances a arbitragem de Leandro Almeida quis se fazer notar num jogo em que as estrelas vestiam branco e azul

Foi uma excelente partida.  Do lado do Real, um time mais maduro coletivamente três ou quatro bons  valores e ao menos um excelente jogador; do outro lado, o Ceilãndia com  um jogo ainda imaturo do ponto de vista coletivo,  dois ou três bons valores e dois ou três excelentes jogadores., 

Para completar a boa presença de público. Tudo apontava para uma grande festa, mas logo nos primeiros minutos a arbitragem já se fazia notar. 

Leandro Almeida: potencial ofuscado por desejo desnecessário de mostrar quem manda, mesmo que para isso tenha que tomar más decisões
Leandro Almeida: potencial ofuscado por desejo desnecessário de mostrar quem manda, mesmo que para isso tenha que tomar más decisões

O árbitro queria se fazer notar, não no sentido comum da expressão, mas parecia evidente,  por sua linguagem corporal e decisões tomadas,  que ele queria se fazer notar como autoridade mesmo que isso implicasse em tomar más decisões. Anos e anos de beira de campo permitem reconhecer o potencial do árbitro, mas também permite identificar mau uso desse potencial.

Jogo muito equilibrado: uma boa partida

Foi um jogo equilibrado na maior parte do tempo, com pequena superioridade do  Ceilândia. Na verdade os times pouco criaram nos 90 minutos. O equilíbrio era a tônica. Em jogo tão equilibrado um erro, do jogador ou da arbitragem, poderia fazer a diferença.

Quis o destino que, aos 40 do primeiro tempo,  o Ceilândia saísse na frente. Victor ganhou jogada de linha de fundo, cruzou e o zagueiro do Real fez contra. Ceilândia 1 x 0.

Na grande jogada de Victor, o gol do Ceilândia

O Ceilândia voltou melhor que o Real no segundo tempo. Nos vinte minutos da etapa final o Gato Preto rondou a área do Real, mas sem criar situação clara de gol. Era a tônica do primeiro tempo: um jogo duro, equilibrado e disputado de intermediária a intermediária.

Defesas levaram vantagem sobre os ataques o jogo inteiro
Defesas levaram vantagem sobre os ataques o jogo inteiro

O gol do Real veio aos 28 do segundo tempo em penalti mal marcado pela arbitragem que com isso mudou o destino do jogo.  Uma demonstração clara de abuso de autoridade do juiz da partida. Victor empatou a partida.

O empate favorecia o Ceilândia que não se arriscou muito. Controlou o jogo até o apito final. Com o fim do jogo, uma cena insólita. Os dois times comemoravam a classificação, o Ceilândia com mais convicção.

Essa foi a melhor oportunidade do Ceilândia na partida
Essa foi a melhor oportunidade do Ceilândia na partida

  Conforme o CeilandiaEC apurou todo o problema está relacionado com o fato de que o campeonato de juniores foi uma disputa assimétrica. Seriam 20 times divididos originariamente em quatro grupos de cinco equipes com os 2 primeiros de cada chave se classificando.

O problema começou quando Aruc e Samambaia, que estavam nos grupos A e B originariamente, desistiram da competição. Com isso, dois grupos ficaram com 5 times e dois grupos com 4 times.   Com isso, a regra de desempate pelo somatório de pontos na competição precisaria ser alterada, porque os times dos grupos C e D jogariam uma partida a mais: o Real e Cruzeiro, em três jogos, fizera 7 pontos, o Formosa e Legião, em 4, fizeram 10.  O critério originário permitia distorções.

Presidente Ari de Almeida: disse estar tranquilo com relação à classificação
Presidente Ari de Almeida: disse estar tranquilo com relação à classificação
 

 Por essa  distorção, segundo apurou o CeilandiaEC, o regulamento teria sido alterado para que se levasse em consideração apenas a pontuação da fase anterior. Foi isso que o Ceilândia teve a vantagem de decidir em casa contra o Real.  O Real, somente depois da primeira partida e ante a possibilidade concreta de desclassificação, tentou retornar o primeiro regulamento: a Justiça Desportiva desconheceu do pedido mas o presidente da Federação acolheu a solicitação.

Ceilândia comemora a classificação: final será contra o Cruzeiro, contra quem o Gato Preto começou a campanha
Ceilândia comemora a classificação: final será contra o Cruzeiro, contra quem o Gato Preto começou a campanha

A rigor a confusão está armada. O primeiro regulamento era de fato inaplicável em função da assimetria dos grupos.  O Ceilândia está nas semifinais do Metropolitano de Juniores 2017. No mais, o tempo dirá.

Jogo de volta no próximo sábado: um segue adiante

Juniores: Ceilândia e Real empatam no primeiro jogo da semifinal

Defesas levaram vantagem sobre os ataques
Defesas levaram vantagem sobre os ataques

Ceilândia e Real fizeram nesse sabado, no Serra do Lago, o jogo de ida das semifinais do Metropolitano de Juniores 2017. O empate em 1 x 1 dá a mostra do equilíbrio da partida.

O Ceilândia impressionou pelo começo. Debaixo de um forte calor, o Gato Preto começou com marcação alta, pressionando a saída de bola do Real.  O Real teve dificuldade para sair de seu campo de defesa, mas aos poucos foi equilibrando a partida.

Wendel teve pouco trabalho
Wendel teve pouco trabalho

A troca de comando foi uma tônica do jogo. No geral, contudo, o Ceilândia teve a iniciativa do jogo por mais tempo, mas o Real mostrou que é uma boa equipe e incomodou bastante. O jogo, contudo, era travado de intermediária a intermediária, com as defesas levando vantagem sobre os ataques.

Jogo muito disputado e algumas jogadas ríspidas
Jogo muito disputado e algumas jogadas ríspidas

Os gols vieram de falhas das defesas. Aos 21, numa ligação direta, a defesa do Real se enrolou com a bola. Fernando recuperou a bola e bateu firme para fazer Ceilândia 1 x 0.

Aos 40, foi a vez do sistema defensivo do Ceilândia devolver a gentileza. Erro na linha de impedimento e um pênalti desses que a arbitragem está marcando quando a bola bate na mão do zagueiro. Rangel bateu e empatou o jogo.

Ceilândia comemora: alegria demorou pouco
Ceilândia comemora: alegria demorou pouco

O segundo tempo manteve a toada, mas as únicas oportunidades criadas foram do Ceilândia. Fernando teve a oportunidade de marcar de cabeça, mas a bola saiu fraca.  Já no apagar das luzes, Vitinho saiu cara a cara com o goleiro adversário e mandou para fora.

Jogo de volta no próximo sábado: um segue adiante
Jogo de volta no próximo sábado: um segue adiante

Os times voltam a se enfrentar no próximo sábado, no Estádio Regional de Ceilândia. Somente a vitória interessa ao Ceilândia.

Na outra semifinal, Cruzeiro e Formosa empataram em 2 x 2. 

Gato leva boa vantagem para a partida de volta

Juniores: Ceilândia goleia Legião pelas quartas 2017

Ceilândia venceu o Legião na partida de ida.
Ceilândia venceu o Legião na partida de ida.

A crise financeira dos clubes do DF pode ser compreendida a partir do futebol de base: a imensa maioria dos clubes terceirizou os seus departamentos de futebol amador. O Ceilândia que viveu um 2017 muito difícil, não é exceção.

Com a experiência do Clube da Saúde, o Gato Preto chegou nas quartas-de-final do Candangão Juniores 2017. Na manhã deste domingo, o Ceilândia enfrentou o Legião e venceu a partida de ida por 6 x 2.

Fernando abriu o placar logo aos 3
Fernando abriu o placar logo aos 3

Muito do resultado da partida deveu-se ao fato de que o adversário chegou em cima da hora para a partida. O jogo começou com atraso de 25 minutos. Nem bem a bola rolou, Vitinho foi derrubado dentro da área. Penalti para o Ceilândia. Fernando bateu, o goleiro defendeu e ele mesmo pegou o rebote para fazer Ceilândia 1 x 0.

Leonardo Roquete é o treinador do Ceilândia
Leonardo Roquete é o treinador do Ceilândia

O Ceilândia continuou melhor, favorecido por sua melhor transição da defesa para o ataque. O Legião, contudo, mostrou que é um time valente e em dois contra-ataques virou a partida. O Ceilândia empatou logo em seguida com Fernando cobrando falta. 30 do primeiro tempo e 2 x 2. 

O jogo era equilibrado, o Ceilândia demonstrava mais consistência tática e  virou novamente aos 36, agora com Vitinho: Ceilândia 3 x 2.

Vinicius fez o quarto gol do Ceilândia
Vinicius fez o quarto gol do Ceilândia

Veio o segundo tempo e o Ceilândia continou melhor. Faltava ao alvinegro, contudo, chegar com qualidade ao gol adversário. Aos 21, Fernando foi derrubado dentro da área. Penalti para o Ceilândia. Dessa vez Vinicius fez 4 x 2.

Gato leva boa vantagem para a partida de volta
Gato leva boa vantagem para a partida de volta

O Legião lutava desesperadamente, mas faltava-lhe força. Fernando foi novamente derrubado na área. Ele mesmo cobrou o pênalti e fez 5 x 2. Aos 42, Warley deu números finais: Ceilândia 6 x 2 Legião.

Os times voltam a se enfrentar na próxima semana no jogo que levará Ceilândia ou Legião à semifinal do Candangão 2017, categoria de juniores.