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CEC: Derrota e lição

China, destaque no primeiro tempo. Depois, cansou
China, destaque no primeiro tempo. Depois, cansou

O confronto de hoje colocou lado a lado as duas equipes apontadas como favoritas à competição. Nesses jogos, a lógica do futebol é simples: em jogos de poucas oportunidades, vence aquele que as aproveita melhor. Essa lição o Ceilândia terá que aprender.

Na tarde deste domingo, jogando no Elmo Serejo, o Gato foi melhor que o Brasiliense na maior parte do tempo. Por alguma ironia, o Ceilândia foi vítima de seu próprio veneno. Com espaço para jogar, o CEC começou tomando a inciativa da partida e até poderia ter saído na frente com Cassius ou mesmo em um gol contra, lance que obrigou ao goleiro amarelo a fazer grande defesa.

Apesar do domínio, o CEC deixava espaços para o Brasiliense. A rigor, o Brasiliense chegava de maneira mais lúcida ao gol do CEC que o contrário. Mesmo assim, se tivesse que existir um vencedor no primeiro tempo, esse vencedor seria o Ceilândia.

Marangon, outro com primeiro tempo impecável
Marangon, outro com primeiro tempo impecável

Veio o segundo tempo e a partida parecia seguir o mesmo padrão. O CEC tinha mais posse de bola, rondava a área do Brasiliense, mas não criava situações claras de gol. O Brasiliense, por sua vez, era perigoso nos contra-ataques e só. Para o torcedor amarelo era muito difícil assistir o seu time se contentar em contra-atacar o Ceilândia. Para o torcedor alvinegro, a aflição estava nas chances perdidas.

O jogo era equilibrado. Times com propostas diferentes, mas os goleiros não trabalhavam. Num dos poucos momentos que Daniel descuidou de Adrianinho, o meia fez grande jogada e Diego Lira, de bico, abriu o marcador para o Brasiliense.

Panda, melhor atuação até agora. Defesa não teve culpa no gol
Panda, melhor atuação até agora. Defesa não teve culpa no gol

O Ceilândia mostrou que está equilibrado. Retomou as rédeas da partida, mas não conseguiu entrar na área do Brasiliense. Se teve uma chance de empatar, essa chance veio nos pés de Cassius, que errou o alvo.

O Brasiliense manteve-se fiel ao seu estilo, explorando os contra-ataques. Foi perigoso e poderia ter ampliado a vantagem, mas Diego Lira perdeu cara-a-cara com Pedro.

No final da partida Adelson colocou Rogerinho e Tety. De nada adiantou e os dois nada produziram. Dimba também entrou e até jogou bem, mas o CEC não tinha pernas.

A derrota coloca o CEC agora na obrigação de não tropeçar diante do Botafogo-DF.

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Mais maduro, CEC vence Gama e é líder

Luiz Carlos e Panda comemoram: Ceilândia 1 x 0
Luiz Carlos e Panda comemoram: Ceilândia 1 x 0

A cidade tem razão para comemorar: Ceilândia está em primeiro lugar após vencer o Gama no Bezerrão por 2 x 1. Com o resultado o Gato ocupa a provisória primeira colocação. Em segundo lugar está outro time da cidade, o Atlético. A cidade tem razões para estar em festa.

O resultado foi justo, numa partida em que o árbitro fez de tudo para estragar a festa. O Ceilândia começou melhor, marcando o Gama a partir do próprio campo de ataque. Como resultado dessa forte marcação o Ceilândia impediu que o Gama articulasse as suas já conhecidas jogadas pelo lado esquerdo de campo.

Com o adversário dominado o Ceilândia impôs o seu estilo de jogo: forte marcação e um excelente aproveitamento da bola parada. Como resultado disso aos 15 Luiz Carlos escorou cruzamento de William e fez o primeiro gol da partida.

Após sofrer o gol o Gama lentamente ganhou o domínio da posse de bola, mas foi incapaz de criar qualquer chance clara de gol. Para ser preciso, Ferrugem até que teve uma chance mas tocou para fora. Essa chance somente

Daniel, que foi expulso, rebate mal: o Gama empata
Daniel, que foi expulso, rebate mal: o Gama empata

foi possível devido ao erro de posicionamento de Vieira (mais uma vez perfeito em campo)Â e Daniel que se confundiram e permitiram ao volante que avançasse.

Veio o segundo tempo e o panorama da partida mutou levemente. O Gama contou com a mudança de postura do CEC que passou a marca um pouco mais atrás. O gol alviverde, contudo, somente veio numa jogada de bola parada, aos 12 do segundo tempo. No bate e rebate, Cacá bateu de primeira, a bola desviou na zaga e Edinho nada pode fazer: 1 x 1.

O CEC não se desesperou e logo em seguida, aos 20, William levantou a bola na área e Panda apenas cumprimentou: CEC 2 x 1.

Após o gol o Gama foi para o abafa, mas faltava inspiração ao adversário, enquanto que ao CEC sobrava concentração. O empate

Panda faz o segundo: CEC é líder
Panda faz o segundo: CEC é líder

somente poderia vir num lance de bola parada e essa chance veio aos 26 quando a bola chocou-se contra o poste direito de Edinho. aos 32 Daniel foi expulso injustamente pelo árbitro. Aos 36 Adelson colocou Cafu e Allan Delon, antes já colocara Carioca no lugar de Tezelli (em sua primeira boa partida pelo CEC).

O CEC aproveitou o desespero do Gama e perdeu ao menos duas boas chances de ampliar. No final, o Gato mostrou maturidade e venceu. O resultado coloca o Gato em primeiro lugar. Num campeonato tão equilibrado, quatro pontos separa o líder do primeiro rebaixado, não dá para comemorar mas dá para sentir um gostinho de quero mais.

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Reação interrompida: 2 x 2

Ceilândia marcou forte, mas o Dom Pedro teve a iniciativa
Ceilândia marcou forte, mas o Dom Pedro teve a iniciativa

O Ceilândia saiu na frente do marcador por duas oportunidades e, nas duas, permitiu ao Dom Pedro que igualasse o marcador. O resultado não agradou na medida em que deixou o Gato estacionado na quinta colocação do Candangão 2010. No próximo sábado, o Ceilândia enfrentará o Atlético, lider do campeonato, no Abadião a partir das 16h00.

Não foi um jogo fácil. Vários fatores conspiraram. Talvez o principal deles tenha sido o estado do campo. Outro fator também foi importante: há muito que não se via uma arbitragem tão confusa. O principal fator, contudo, estava no lado adversário. Durante a maior parte do tempo o Dom Pedro assumiu as rédeas da partida, enquanto que o Ceilândia mantinha-se fiel a sua forte marcação. O que se viu

Luiz Carlos comemora o segundo gol do CEC
Luiz Carlos comemora o segundo gol do CEC

era que o Dom Pedro tinha a posse de bola, mas jamais oferecia perigo à meta defendida por Edinho. Além disto o Ceilândia tem Dimba. Logo aos 8 minutos, no primeiro ataque do Ceilândia, o goleador abriu o placar. O lance mesmo foi confuso. William cobrou a falta, a zaga tentou rebater e a bola sobrou para Dimba, livre, abrir o marcador.

O gol não alterou o ritmo do jogo. O Dom Pedro continuava com o domínio territorial, mas não chegava ao gol do Ceilândia. Quando chegava, Edinho mostrava que estava atento.

O jogo só mudou a partir dos 35 minutos do primeiro tempo. Foi a partir daí que o CEC equilibrou as ações. Pareceu castigo, mas o lance do gol surgiu de no momento em que o CEC tinha a posse de bola. Fabinho tentou sair no contra-ataque, errou o passe e na sequencia Vieira fez falta. Djavor bateu com perfeição e empatou.

O CEC manteve o ritmo e a partida equilibrada. Aos 45 William cobrou escanteio e Fernando defendeu. No rebote William levantou na área e Luiz Carlos botou o CEC de novo em vantagem.

Veio a segunda etapa e o CEC manteve a partida equilibrada. Quando se diz equilibrada pretende-se dizer que o jogo ficou de intermediária a intermediária, algo distinto dos primeiros 35 minutos do primeiro tempo, período em que o jogo transcorreu no campo de defesa do CEC. Com forte marcação o CEC caminhava para a vitória, mas Mailson acertou um belo e potente chute da intermediária e empatou a partida em 2 x 2.

Cafu mereceu marcação especial
Cafu mereceu marcação especial

O CEC saiu para o jogo somente nos minutos finais, com as entradas de Tezelli, Cassius e Railton. Foram justamente esses três os reponsáveis pela duas únicas jogadas de ataque verdadeiramente organizadas. Na primeira, Cassius e Railton tabelaram dentro da área do Dom Pedro e Cassius concluiu de cabeça para a defesa de Fernando. Na segunda. Cassius tocou de cabeça para Bruno que entrou na diagonal e serviu Tezelli. Tezelli bateu cruzado para a defesa de Fernando.

No final das contas o resultado foi ruim. Ficou a impressão que o Ceilândia parece ter encontrado a sua vocação: é um time que se defende forte, muito forte, mas ainda precisa encontrar o equilíbrio ofensivo.

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Envolto em mistérios

William deve ser mantido
William foi bem e deve ser mantido

O jogo deste sábado, 16h, no Abadião, contra o Botafogo-DF está envolto em mistérios. O técnico Adelson de Almeida não diz como lançará o time e trata a partida como uma decisão. Em meio a tantas dúvidas a certeza de que o goleiro Edinho, um dos destaques da equipe nesse começo de competição, irá começar jogando. O time não deverá sofrer alterações na cabeça de área.

Mesmo depois do empate sem gols diante do Brasiliense, no Serejão, o técnico ainda não está satisfeito. A evolução do time ainda não foi suficiente a garantir que a equipe fizesse ao menos o primeiro gol na competição. Por isso Adelson não confirma o time com três zagueiros, a manutenção de Cafu no ataque ou a estréia do volante Tezelli. Para completar, Adelson ganhou outra dúvida: Dimba foi substituido contra o Brasiliense reclamando de dores na coxa. Essas dores já incomodavam desde o jogo contra o Gama.

Dimba sente contusão contra Brasiliense e é dúvida
Dimba sente contusão contra Brasiliense e é dúvida

Para essa partida, Adelson ganhou o reforço do volante Tezelli. Trata-se de jogador há algum tempo pretendido pelo treinador e cuja contratação demorou pelo simples fato de que estava fora do Distrito Federal . O contrato já foi devidamente registrado e o nome publicado no BID de quinta-feira. Ã? pouco provável que Tezelli jogue na partida de hoje. Outro atleta disponível é Railton, vindo do futebol mineiro.

Do meio para a frente o mais provável é que Adelson faça pequenas alterações, inclusive na forma de jogar.  Ã? provável que Dimba não jogue e Leandro Kivel comece jogando. Adelson trabalha com dois acertos: um ataque pesado e um ataque rápido. Se optar por ataque rápido é quase certo que Cafu comece jogando. Além de ter jogado bem diante do Brasiliense, Cafu seria uma boa arma contra a defesa do Botafogo, que teria mostrado dificuldade em enfrentar jogadores rápidos. Outra opção seria Rodrigo Melo ou mesmo Fabinho, com Allan Delon começando desde o início.

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