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Esperança! O Ceilândia acredita.

O Ceilândia vive da esperança!
O Ceilândia vive da esperança!

Matematicamente as chances do Ceilândia são reduzidas. No mundo real existe apenas uma vaga em disputa. A missão do Ceilândia é ingrata. Precisa ganhar do Gama e torcer para que o improvável aconteça no jogo entre Botafogo-DF e CFZ, precisa torcer para o CFZ não perder.

O problema para o Gato é que o CFZ perdeu todos os seus jogos no returno e, durante a competição só venceu o Ceilândia. O problema para os adversários é que o Gato nunca está morto como eles pensam.

Jogadores e Comissão Técnica não se dão por vencidos. Acredita que é possível e se agarram um  dado estatístico: o CFZ empatou com o Botafogo-DF no turno. Outro aspecto também chama a atenção. O estilo de jogo de Ceilândia e Botafogo não se encaixam perfeitamente com o estilo de jogo do CFZ. Por essa razão essas duas equipes sofreram com o esse adversário. Nessas condições o Ceilândia apenas precisa fazer a sua parte. Ganhar ou empatar com o Botafogo-DF é um problema do CFZ.

O “gol” quadro a quadro

As imagens não deixam dúvida. Qualquer decisão a ser tomada pela arbitragem em torno do lance seria polêmica. O que se vê é que a bola ao chocar-se frontalmente contra a trave descreveria uma curva e não a levaria a cruzar a linha por inteiro. É possível que parte da bola tenha cruzado a linha, mas é improvável que tenha passado por inteiro como exige a regra.

1. Acosta chuta desequilibrado. A bola se choca frontalmente contra o gol. A bola teria que transcorrer numa trajetória curva para ir em direção ao fundo do gol.

 

A bola se choca frontalmente com a trave. Para ir para o gol teria que fazer uma curva enorme...
A bola se choca frontalmente com a trave. Para ir para o gol teria que fazer uma curva enorme...

2. Edinho está longe da linha de gol.

 

Edinho está longe da linha do gol
Edinho está longe da linha do gol

3. A bola viaja, mas antes precisa fazer uma curva.

 

4. Edinho defende

5. O ano acabou para o Ceilândia.

No meio do caminho havia um árbitro…

Allan Dellon bate para difícil defesa do goleiro amarelo: CEC está quase fora
Allan Dellon bate para difícil defesa do goleiro amarelo: CEC está quase fora

O Ceilândia não foi brilhante, não fez muito para vencer o Brasiliense. O problema é que o adversário também não fez. Em circunstâncias normais um erro das equipes definiria o resultado, mas não foi isso o que aconteceu.

Aos 32 minutos Acosta teve a oportunidade de abrir o marcador. Chutou mal, mas a bola ainda assim foi em direção a trave direita defendida por Edinho.  Na sequencia o goleiro tirou a bola. O jogo prossegue… não, o jogo não prossegue. Após titubear o bandeirinha correu em direção ao centro, o árbitro então assinala o gol. Da posição em que estava o bandeirinha não teria condições para afirmar categoricamente que houve o gol. Seria uma decisão controversa de qualquer maneira, mas o resultado dessa decisão sobre a campanha do Ceilândia é devastador: o Gato tecnicamente fora da disputa do quadrangular-final.

Em campo o Brasiliense foi melhor na primeira etapa. O Ceilândia, no primeiro tempo, foi um time apático e sem criatividade principalmente em face da marcação individual exercida sobre Allan Dellon. Com o cérebro do time marcado, seria de se esperar que Jorginho Paulista ou Thiago Félix assumissem o comando. Isso não aconteceu e os dois também sumiram

em campo.

Muita Chuva e o bandeira que sem ver assumiu o risco de uma decisão controversa
Muita Chuva e o bandeira que sem ver assumiu o risco de uma decisão controversa

Veio o segundo tempo e o Ceilândia assumiu o controle da partida, mas faltou inspiração. A arbitragem até passou a colaborar marcando seguidas faltas na entrada da grande área amarela. O Ceilândia não aproveitou. Na verdade o Ceilândia somente melhorou a partir dos 28 minutos, com a entrada de Rodrigo Mello e a saída de Thiago Félix. Rodrigo apareceu para o jogo e logo no primeiro toque mostrou a que veio. Nos minutos seguintes criou mais duas situações de gol. Quis o destino que fosse ele, justamente Rodrigo Mello quem perdesse a mair chance alvinegra.

No final, restou lamentar o resultado. O Ceilândia está quase fora do quadrangular-final.

Dimba Comemora o primeiro gol

Sofrido: Ceilândia 2 x 0

Dimba, Allan Dellon e Thiago Félix: decisivos
Dimba, Allan Dellon e Thiago Félix: decisivos

Termina o jogo. A cena que se presencia tem de respeitoso o que tem de sincera. Edinho, o grande goleiro do título distrital de 2010, um nome para a história da cidade,  deixa o banco de reservas e se encaminha até Donizeti. O abraço, até pelas circunstâncias, merecia ter sido registrado. Em campo, a história foi um pouco diferente: o Ceilândia sofreu,  mas saiu com a vitória.

O jogo teve dois momentos distintos, tal como aconteceu em Formosa. No primeiro tempo o Ceilândia foi muito melhor e poderia ter saído com um placar mais elástico. O time impressionou pela movimentação. O balé conduzido por Dimba, Allan Delon e Thiago Félix, com a participação dos laterais pela direita e pela esquerda, impressionou. O time do Brasília simplesmente não sabia onde procurar. Ao faze-lo pela direita, o time balançava e recomeçava pela esquerda. As chances de gol apareceriam numa questão de tempo. No primeiro tempo foram ao menos três, mas nenhuma, com o rigor esperado, efetivamente clara. Aos 31, em jogada pela direita, Dimba completou o cruzamento de Thiago Félix para fazer 1 x 0 para o Gato.

Veio o segundo tempo e o jogo mudou completamente. O Brasilia tomou a iniciativa das ações e o Ceilândia passou a ficar

Dois contra um: O Ceilândia se defendeu muito
Dois contra um: O Ceilândia se defendeu muito

intranquilo. O estilo de jogo do Ceilândia também mudou: o time que saia jogando passou a explorar os tiros de meta do goleiro Donizetti. Como o Ceilândia perdia a primeira e também a segunda bola, o que se viu foi um domínio claro da equipe vermelha. Por sorte, o Brasilia não empatou. Nas poucas oportunidades que teve o goleiro Donizetti mostrou que estava atento. Na chance mais clara de gol o zagueiro Panda defendeu.

Adelson via que o time precisava recuperar o meio e por isso fez sucessivas substituições com Leys e Augusto. A melhora foi pouco sentida, mas é fato que o Brasília já não chegava com a mesma facilidade que antes. Tudo mudou com a entrada de Cassius. O substituto de Dimba ganhou todas as primeiras bolas. Com isso os laterais do Ceilândia mais uma vez cresceram no jogo. O resultado foi que aos 44 do segundo tempo Donizetti mandou a bola para o campo adversário, Cassius desviou, Paulo Roberto foi ao fundo e cruzou para Allan Dellon fazer o segundo gol. Vitória suada, sofrida, do jeito que o Ceilândia gosta.

A nota positiva do jogo foi o público. Para as condições, o público foi muito bom.

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Thiago Félix e Dimba: chance perdida

Apesar do tropeço, um novo Ceilândia

Panda: segurança na defesa
Panda: segurança na defesa

O time do Ceilândia deste ano é bem diferente do time do ano passado, embora tenha mantido a base do elenco campeão em 2010. Apesar disso, a torcida não tem razão para se preocupar.

A forma de jogar pouco mudou. O CEC tem uma característica fortemente defensiva e isso não mudou em relação a 2010. Adelson de Almeida, com razão, compreende que a forma de jogar que levou o time ao título não deve ser mudada.

Para o torcedor fica a impressão que o time desse ano conta com um Allan Dellon em melhores condições físicas, mas ainda muito individualista. É questão de tempo para que obtenha ritmo de jogo e alcance um melhor entrosamento com Dimba e Thiago Felix.

PERIGO NO DIOGÃO

Armas de fogo e saída estreita: Perigo no Diogão
Armas de fogo e saída estreita: Perigo no Diogão

O estádio de Formosa tem uma estrutura que deveria ser copiada pelo Distrito Federal. Abaixo das estruturas de arquibancada há espaço para a construção de centros de convivência ou mesmo de salas de aulas.

O estádio, contudo, carrega uma armadilha: a arquibancada coberta é separada da descoberta por um portão de apenas um metro de largura. A evacuação torna-se perigosa com as pessoas afunilando. Sorte que não houve tumulto.

A presença de policiais armados em meio ao público também expõe o público a um perigo desnecessário. Melhor seria que se mantivessem afastado para agir apenas em situação de emergência, deixando a policiais com armas não letais o contato próximo com os torcedores.

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Sem motivo para dramas: 0 x 0

Allan Dellon: boa atuação
Allan Dellon: boa atuação

O Ceilândia não vai ter tempo para lamentar: o empate sem gols diante do Bosque Formosa não foi o pior resultado do mundo, mas definitivamente não foi um bom resultado. Jogando em Formosa, debaixo de um sol escaldante, o Ceilândia não soube transformar a sua melhor consciência de jogo em vitória diante de um apenas esforçado Formosa.

A partida foi bem disputada e reservou momentos de emoção, principalmente na primeira etapa. O Formosa foi um time com maior posse de bola enquanto o Ceilândia mostrava melhor articulação nas jogadas.  O resultado desse quadro é que enquanto o Formosa rondava a área do Ceilândia e não conseguia concluir, o Gato teve ao menos duas grandes oportunidades para abrir o marcador. Numa dessas jogadas, Allan Dellon obrigou o goleiro a grande defesa. Na outra, a bola chocou-se contra o travessão.

Na segunda etapa o Ceilândia mudou o uniforme e o futebol. O jogo caiu de qualidade, mas não de emoção. Durante grande parte da partida o jogo transformou-se em briga de rua: o Formosa dividiu o time entre ataque e defesa, deixando um espaço vazio no meio de campo. O Ceilândia, por essa razão, perdeu seguidos contra-ataques, mas a falta de inspiração impediu a saída de um último passe de qualidade.

Fredson lamenta: falta ritmo
Fredson lamenta: falta ritmo

Não era um bom dia. No final da partida o CEC caiu de produção e o Formosa chegou a ter uma oportunidade de gol.

Na essência, Donizete foi um espectador.  O sistema defensivo funcionou bem. Fredson mostrou claramente que, apesar de ser um guerreiro em campo,  está sem ritmo de jogo e mostrou alguns deficiências. O seu ponto forte foi o de manter o time equilibrado. As funções dos volantes, Zé Ricarte incluído,  ainda não foram bem assimiladas. Allan Dellon foi o nome do jogo. Enquanto teve fôlego o Ceilândia teve lucidez. Os atacantes tiveram poucas oportunidades de gol.

Foi a primeira partida do campeonato.   Não foi uma tragédia porque o time do Ceilândia mostrou que pode mais do que apresentou em campo.

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