Ceilândia bate Goiânia e segue firme em busca da classificação

Ceilândia e Goiânia fizeram o torcedor alvinegro sofrer como nunca.

Série D é guerra. Quem for para um jogo de série D pensando em ganhar, pode esquecer. Na Série D você não ganha, você conquista, você arranca 3 pontos.  Os 3 pontos que você soma na tabela, são os 3 pontos que você tira do adversário.

Ceilândia teve muita dificuldade na saída de bola

Longe de comparar a Série D com o Calvário de Cristo, mas mal comparando a primeira fase contém 14 estações e estamos apenas na segunda.

Ceilândia era um time dividido com muito espaço entre defesa e ataque.

Ontem vivemos um misto de sentimentos. O primeiro tempo do Ceilândia foi muito ruim por que a postura do time deveria ser exatamente aquela ou por que o time realmente foi mal?

Valter Bala jogou no sacrifício: não tem característica de referência.

Quem já teve a oportunidade de treinar um time sabe bem o que é isso. No mais das vezes você precisa fazer opções que não são agradáveis aos olhos de quem assiste. Você faz aquilo que o jogo determina, buscando a vitória.

Ceilândia jogou muito de costas para o gol adversário

Do ponto de vista do jogador isso também é verdade. O jogador cumpre funções. Um ou outro tem alguma liberdade criativa.

Ceilândia viveu um eterno recomeço: marcações encaixadas.

Ontem vimos tudo isso. Os sistemas defensivos do Ceilândia e também do Goiânia neutralizaram os atacantes e meias. A marcação estava encaixada, com pequenas diferenças.

Romarinho numa das poucas vezes em que avançou em profundidade, mas ninguém deu apoio.

Os dois técnicos, dentro de suas estratégias de jogo, compreenderam que assim é que deveria ser. Ninguém queria correr riscos desnecessários.

Para o torcedor, o ganha na defesa perde no ataque era um tormento. Ninguém criava nada. A única exceção no primeiro tempo foi em jogada que Romarinho bateu para a boa defesa de William. Antes, o Goiânia chutara de longe para também boa defesa de Edmar Sucuri.

Veio o segundo tempo e se esperava que o jogo continuasse amarrado, afinal o Ceilândia não mudara.

Pequeno torcedor enfrentou a chuva: É chapa quente, é Sol Nascente.

Na verdade o Ceilândia voltou melhor e talvez por uma razão pouco percebida. Bolt,  muito criticado por parte da torcida, conseguiu empurrar o seu marcador para o campo de defesa. Com isso, o Ceilândia conseguiu algum nível de superioridade numérica pelo lado direito.

Isso foi o suficiente para que Kennedy, Bolt e Timbó dessem volume de jogo pelo lado direito. Pelo lado esquerdo, Romarinho, sem a aproximação de qualquer companheiro, continuava jogando de costas e a culpa não era de Everaldo.

Kennedy, mesmo sem apoio, levou vantagem sobre seu marcador.

Foi assim que o Ceilândia passou a ameaçar a meta do Goiânia. Por sua parte, com o avanço de Bolt, os espaços nas costas desse defensor também surgiram, mas o Goiânia não incomodou efetivamente.

O jogo tinha melhorado, mas continuava amarrado. Adelson, então, colocou Tárta e Milla. O Ceilândia melhorou bastante.

Ceilândia chegou mais no segundo tempo, mas o gol demorou a sair.

Tárta é um jogador inteligente e possui características diferentes de Regino, mais defensivo. Com isso, Tárta logo identificou que poderia flutuar entre as duas primeiras linhas do Goiânia.

A movimentação de Tarta fez com quê as jogadas fluíssem melhor. Até Lucas Silva, mais de contenção, encontrou espaço para subir um pouco mais.

Com mais apoio de Bolt, Kennedy infernizou o lado direito.

A melhora do Ceilândia fez a torcida acreditar que o gol viria logo. Naquele momento faltavam 20 minutos mais acréscimos. 15 minutos se passaram e nada de gol. Aí veio a expulsão de Marcão do Goiânia, pelo segundo amarelo.

Com mais espaço, o Ceilândia manteve a pegada, mas foi o Goiânia quem quase abriu o marcador. Edmar Sucuri salvou o gol que seria uma tragédia.

Tárta e Milla mudaram o destino do jogo.

Aos 49, escanteio para o Ceilândia. Tárta cobrou na cabeça de Euler que fez Ceilândia 1 a 0.

Costuma-se dizer que na Série D é preciso futebol e garra. O futebol de Tárta combinou com a garra de Euler para garantir 3 pontos importantes.

Romarinho ganhou no alto e quase abriu o marcador.

No geral o resultado é mais importante que a atuação. Claro, o Ceilândia precisa evoluir bastante, principalmente quando enfrenta marcação alta.  Se quiser jogar na ligação direta, o Ceilândia precisa de um referência. 

Obviamente que aqui e acolá o time precisará da ligação direta. O time precisa se posicionar melhor para a segunda bola. O time ainda precisa de muita coisa.  Faltam 19 pontos para a classificação e 17 jogos para alcançar o objetivo.