
Em circunstância normais, empatar com Capital não é motivo para decepção.
Empatar com o Capital como empatamos, é motivo para decepção porque o time caiu na balela de que o adversário estava desmobilizado.

Quem estava desmobilizado era o Ceilândia. Por essa razão, aliás como tem acontecido nos últimos tempos, o Capital fez um gol logo nos primeiros minutos.
Muitos culparam Euller pelo gol. Ele não foi o único culpado. Toda a defesa, a começar por Everaldo que levou a bola nas costas, falhou.

Como em acontecido nos últimos tempos, o Ceilândia empatou por volta dos 20 minutos: Everaldo lançou, Badhuga ajeitou e Regino empatou.
O Ceilândia equilibrou o jogo, mas não conseguia jogar. O time parecia jogar numa rotação diferente da do Capital. Apesar disso, o jogo seguia equilibrado.

Quis o destino que Everaldo errasse crassamente ao tentar recuar uma bola que, se fosse mais experiente, jamais tentaria recuar. Capital 2 a 1 no final do primeiro tempo.
Adelson mexeu no intervalo: Colocou Mingotti, Bolt (Paulinho vinha de boas partidas, mas realmente não estava bem) e Romarinho.

O jogo prosseguiu com a mesma toada da metade do primeiro tempo. Equilibrado, mas agora o Ceilândia parecia na rotação certa do jogo.
O Ceilândia melhorou mesmo com as entradas de Milla e Cabralzinho. Valter Bala é útil, mas precisa ser decisivo, ter fome de gol. Não tem.

Cabralzinho oferece o que Timbó não oferece: Cabralzinho joga de frente para o gol adversário, Timbó joga de costas. Timbó é mais útil que Cabralzinho na disputa de segunda e primeira bola, Cabralzinho é mais útil jogando de frente par ao gol. Não se pode ter tudo.
Após o gol, o jogo ficou maluco, com os times trocando ataques. Isso mudou aos 89, quando Jussiê, do Capital, foi expulso.

Milla trouxe outra característica porque não foge do contato como Valter Bala.
O certo é que incomoda a maneira como muitos veem o jogo. Cabralzinho empatou aos 35 do segundo tempo.

Agora a torcida do Ceilândia tinha duplo motivo para decepção: mesmo com um a menos, era o Capital quem tinha fome de vitória.
Com o resultado, o Ceilândia viu a Aparecidense abrir 4 pontos na liderança do grupo A5. Restou disputar a segunda colocação do grupo com o Luverdense.
Ceilândia e Luverdense enfrentam os mesmos adversários: Goiânia e Goianésia. Quem fizer mais pontos nesses confrontos, fica com o segundo lugar e o mando de campo na segunda fase.