Série D: Hora de fazer história nas oitavas

O Ceilândia está a ponto de fazer história: Contra o Barra será a quinta vez que o Gato Preto joga mata-mata nas oitavas.

Sucuri fazia parte do elenco das oitavas de 2012. Jogo de IDA: Ceilândia 0 x 0 Friburguense

Em 2012, nas oitavas de final, o Ceilândia enfrentou a Friburguense-RJ que então fazia boas campanhas local e nacionalmente. No jogo de ida, realizado no Abadião, a Friburguense  amarrou o jogo e levou a decisão para o Rio de Janeiro.

André Tavares comemora. Ceilândia abre marcador contra Friburguense em 2012: empate com gols classificaria, mas depois veio a virada. Badhuga e Sucuri faziam parte daquele time.

No segundo jogo, o Ceilândia começou melhor e saiu na frente com André Tavares. Pelo regulamento da época, o empate classificaria o Ceilândia, mas não deu. Em lances isolados, a Friburguense virou. No final, o Ceilândia esteve prestes a empatar, mas a classificação não veio.

Na jogada de Willian, Klécio cabeceia para fazer o gol da vitória
Na jogada de Willian, Klécio cabeceia para fazer o gol da vitória

O Ceilândia passou por um período de reestruturação nos anos seguintes e voltou à Série D em 2016.  Na segunda fase, o Ceilândia passou pela Aparecidense (0 x 0 e 2 x 1) e enfrentou o Fluminense de Feira de Santana. No primeiro jogo, na Bahia, o Ceilândia desperdiçou várias oportunidades e venceu por apenas 1 a  0, gol de Klecio. 

Fluminense-BA jogou com a bola: o Ceilândia saiu nocauteado
Fluminense-BA não se desesperou e esperou uma chance em 2016: o Ceilândia saiu nocauteado

Mais uma vez o Ceilândia jogava pelo empate no jogo de volta, desta vez em casa. Tudo parecia que a classificação estava garantida quando nos acréscimos do segundo tempo o Fluminense de Feira fez 1 a 0. Nos pênaltis, o Ceilândia amargou mais uma eliminação. De se recordar que o Gato Preto havia perdido o seu lado esquerdo nos jogos finais, mas a frustração é a mesma.

 

Em 2017: Tropeço em casa custou classificação

No ano seguinte, o Ceilândia mais uma vez chegou nas oitavas.  Na segunda fase bateu o Comercial-MS, vencendo fora por 1 a 0 e empatando em casa em 1 a 1. Agora enfrentou o América de Natal. No jogo de ida, em casa, desperdiçou pênalti, viu o adversário fazer 1 a 0, saiu no desespero e tomou o segundo. A classificação já estava perdida no primeiro jogo.

Pedrão não consegue rebater. O América faria 1 x 0
Pedrão falhou logo na primeira bola e não consegue rebater. O América faria 1 x 0 e sacramentaria classificação.

Na segunda partida, viu o prejuízo aumentar logo no primeiro minuto com o América fazendo 1 a 0 e sacramentando a classificação. No final, o América venceu por 2 a 1 e o Ceilândia entraria em nova fase de reestruturação e somente voltaria às oitavas em 2023.

Em 2023, no jogo de ida, empate sem gols em Caxias (e um gol mal anulado pelo VAR).

Em 2023 tudo parecia ser diferente. Pela primeira vez o Ceilândia fora derrotado na segunda fase, mas reverteu o placar vencendo o Vitória-ES por 3 x 0.  Enfrentou o Caxias no Rio Grande do Sul e poderia ter voltado com a vitória, mas ficou no empate em 0 x 0.

2023: No jogo de volta, mais uma vez gol anulado pelo VAR. Diferente do jogo de ida, o  gol de Bambu foi anulado corretamente.

No segundo jogo, no Abadião, mais uma vez viu o adversário cozinhar o jogo e levar para os pênaltis. Mais uma vez o Ceilândia foi eliminado nos pênaltis. 

Ceilândia e Água Santa entram em campo. Torcida vai lotar o Abadião contra o Barra.

Chegamos a 2025. Temos dois jogadores que jogaram no distante 2012, Badhuga e Sucuri. Além disso temos diversos jogadores que estavam na campanha de 2023, além de Tárta que foi o cérebro do Brasiliense que chegou nas quartas da D2024.  Temos todas as ferramentas para fazer história.

Tarta estava no time de 2012, mas não foi utilizado na campanha da Série D.  Foto de Luan Tomasson

Além de experiência, temos peças importantes, a ponto de dizermos que individualmente somos melhores que o Barra. A maior  virtude do Barra é o jogo coletivo,  a capacidade de segurar a bola e controlar o jogo. Já fomos vítimas disto no passado e serve de alerta. Será um jogo de paciência.

Adelson: time ainda está em formação
Adelson ao lado de Tárta em 2017: Técnico do Ceilândia em todas as decisões da Série D

Serão 180 minutos. Um resultado positivo no primeiro jogo é muito importante porque condiciona o segundo. O mais importante, contudo, é sair vitorioso ao final dos 180 minutos.