Ceilândia 2×1 Brasília: Vitória do Alívio: Raça, Sofrimento e a Necessidade de Evoluir

Ceilândia venceu mais na força da qualidade individual do que da qualidade coletiva

O torcedor do Ceilândia respirou aliviado ao apito final, mas sai de campo com a pulga atrás da orelha. Ficamos felizes com o resultado, sem dúvida, mas preocupados com a forma como esse resultado foi conquistado. O que vimos em campo foi um time que lutou, mas que sofreu mais do que deveria contra um adversário que vinha de derrotas consecutivas. A vitória veio, mas o futebol vistoso ficou devendo.

Fabinho comemora primeiro gol: Ceilândia achou o gol

O jogo começou equilibrado, mas com pouca efetividade técnica. Vimos um início onde o Gato Preto tentou criar, com Fabinho cruzando para Marquinhos chegar atrasado e Henrique Vigia assustando em uma cobrança de falta. Mostramos vontade, mas a bola teimava em não rolar com a fluidez que a torcida espera. O time estava organizado, mas faltava aquele toque de criatividade para dominar de vez a partida.

Meio do Ceilândia: confuso defensivamente, ineficaz ofensivamente

A alegria veio aos 16 minutos, quando a conexão funcionou. Magdiel colocou a bola na área e Fabinho, de cabeça, abriu o placar para o alvinegro. Parecia que o jogo ficaria à nossa feição. Mais uma vez o time mostrou raça, disposição e organização, mas faltou mais futebol para segurar a vantagem e controlar o ímpeto do adversário, que logo começou a gostar do jogo.

Jogadores distantes uns dos outros: sobrava ligação direta

Não demorou para o castigo vir. Poucos minutos após o nosso gol, o Brasília empatou em uma jogada aérea onde Milla subiu para cabecear. Para piorar o cenário, perdemos nosso meia de criação, Cabralzinho, por lesão. A entrada de William Barão não surtiu o efeito desejado imediato; o time sentiu o golpe, perdeu a conexão com o ataque e viu o adversário crescer e pressionar até o fim do primeiro tempo.

Ceilândia jogava mal: Sucuri salva com os pés.

A volta para a segunda etapa manteve o tom de apreensão. O Ceilândia adotou uma postura cadenciada, talvez até demais, enquanto o Brasília chegava com perigo, obrigando Sucuri a trabalhar. A defesa alvinegra, liderada pelo nosso paredão, teve que se virar para conter as investidas aéreas e as bolas paradas venenosas do adversário. O torcedor na arquibancada sentia que algo precisava mudar.

Cabralzinho vítima de um time que coletivamente não foi bem: sozinho contra três

A mudança veio do banco. Adelson de Almeida, percebendo a dificuldade, recompôs o meio de campo com a entrada de Cleyton. O time ganhou um novo fôlego e começou a responder.

Foguete e Cleyton não foram brilhantes, mas foram decisivos.

Pedro Foguete, recebendo de Edson Reis, soltou uma bomba que quase nos colocou à frente novamente. O time não estava brilhante, mas mostrava que não aceitaria o empate passivamente.

Time não ajudou, mas Patrickão não estava em bom dia

A persistência foi premiada aos 30 minutos. Marquinhos, em uma bela jogada individual, encontrou Cleyton bem posicionado entre os zagueiros para cabecear e fazer o segundo gol. Foi o gol do alívio, da raça e da insistência. Mesmo com o Brasília pressionando nos minutos finais em busca de uma reação, conseguimos segurar o placar.

Ceilândia foi valente, mas faltava inspiração.

O resultado foi importantíssimo para as pretensões alvinegras, mas a classificação está longe de ser decidida. Somamos três pontos vitais que nos mantêm vivos na briga, mas não podemos nos iludir. O desempenho oscilou e, contra adversários mais qualificados, esses apagões podem custar caro. Precisamos de mais consistência durante os 90 minutos.

Ceilândia melhorou no final, achou a vitória e segue firme na luta

O Ceilândia pode não ter sido brilhante, mas ganhou uma posição na rodada. Agora, não há margem para erro. Sem gordura para queimar, o Ceilândia precisa vencer o Real neste sábado, às 16h, no Abadião, em casa, para entrar no G4. A tabela não perdoa e a matemática é simples: vencer ou vencer para continuar sonhando.

Vigia foi um leão, mas esperava-se mais do meio

O desafio é gigante, pois após o Real, teremos de consolidar essa posição nas rodadas seguintes, contra Capital e Gama. Fácil não é. Ninguém disse que seria fácil. Mas a torcida estará lá para empurrar. Ninguém pode se enganar: vai ser um leão por vez, a começar por sábado. Vamos lotar o Abadião e fazer a nossa parte, esperando que o futebol do time cresça na hora certa.