Tragédia no Abadião: Ceilândia foi goleado em casa

Organizada fez homenagem a Rodrigo Firmeza que morreu em acidente de trânsito

Incomoda que vem ano passa ano e o Ceilândia não sabe como enfrentar o Capital. Nesse contexto, o placar de 3×0 para o Capital estampou uma verdadeira tragédia no Abadião neste sábado. O que se viu em campo foi um Ceilândia irreconhecível, muito distante daquele time que não vinha jogando bem, jamais jogou neste campeonato, mas vinha embalado por três vitórias consecutivas.

Ceilândia com desfalques e improvisações

É verdade que o Gato Preto entrou em campo repleto de jogadores lesionados, o que forçou um time muito desfalcado e com algumas improvisações. Uma coisa é reconhecer os problemas. Outra coisa é ver que que o Ceilândia é um time sem alma. Ninguém se importa com desfalques: o que importa é o resultado. Você é tão bom quanto seu último resultado.

Não  se enganem: os jogadores correm, disputam as bolas e tudo o mais, mas fazem isso burocraticamente.  Ficam até chateados com a derrota, mas não ficam envergonhados. Parecem não se importar porque não precisam disto, amanhã estarão em outros times. Isso começa no gol alvinegro e sabe-se lá onde termina.

Capital partiu para intimidação e Ceilândia aceitou

Taticamente, o problema parece crônico e preocupante. O Ceilândia já vinha demonstrando enorme dificuldade para marcar adversários que se sentem confortáveis em fazer a transição de jogadas pelo chão, e o rival soube explorar essa deficiência. Foi assim contra o Brasília, foi pior contra o Real, foi ainda pior contra o Capital.

Até a intimidação, Ceilândia estava melhor

Para piorar a sensação de repetição, nos últimos quatro anos o time tomou várias goleadas do Capital. Parece que a equipe simplesmente não aprendeu como marcar os avanços, especialmente os de Eder Lima, que teve liberdade mais uma vez.

Patrickão não conseguiu jogar

Foi justamente Eder Lima quem começou a jogada do primeiro gol do Capital. A falha na marcação permitiu a construção do lance que terminou com Moisés Tobinha estufando a rede após o rebote da zaga.

Entusiasmo do Ceilândia acabou cedo.

Mas a derrota não foi apenas tática; foi também de postura. O Capital veio para o jogo como se fosse mais uma decisão e, logo nos primeiros minutos, partiu para cima para intimidar o Ceilândia fisicamente.

Sucuri foi mal mais uma vez. Defesa não foi bem, mas não foi a maior culpada

A partir daquele momento de imposição física, tudo mudou no confronto. O Ceilândia se deixou intimidar pela agressividade do adversário e, aos poucos, o Capital impôs o seu melhor futebol, dominando as ações com facilidade.

Eder Lima passeia na avenida Ceilândia

O segundo tempo confirmou o desastre com o Capital ampliando rapidamente. Deysinho marcou de cabeça após escanteio, e pouco depois, Alisson Mira fez o terceiro aproveitando um erro na saída de bola.

Taticamente o Ceilândia foi muito mal.

Para consolidar o vexame, nem o “gol de honra” o time conseguiu marcar. Cleyton desperdiçou um pênalti no final da partida, defendido pelo goleiro Luan, simbolizando a tarde desastrosa.

Este foi um jogo que envergonha o torcedor alvinegro, tanto pelo resultado elástico quanto pela forma apática como foi construído. A torcida sentiu o golpe e começou a deixar o estádio antes mesmo do apito final.

Cleyton entrou mostrou qualidade, mas perdeu pênalti

A partida demonstra claramente que o time se recusa a evoluir tática e mentalmente. Fica a impressão de que, enquanto alguns jogadores correm e lutam, outros obviamente não estão à altura do desafio e da responsabilidade de jogar no Ceilândia.

Agora, o time precisa juntar os cacos para tentar a recuperação fora de casa contra o Gama. Mas a lição que fica é que improvisação e falta de atitude cobram um preço alto, transformando a tarde de sábado em um pesadelo.