Futebol veio tarde demais: Gama elimina (praticamente) o Ceilândia

Dois gols no final do primeiro tempo, mas o placar poderia ter sido mais elástico.

A esperança veio tarde demais no Bezerrão. Na derrota por 2 a 1 para o Gama, o torcedor viu o Ceilândia perder uma invencibilidade de 10 jogos diante do Gama. Uma invencibilidade construída em 5 anos sem derrota para seu rival. Viu também o Ceilândia ficar potencialmente eliminado do Candangão 2026.

Ceilândia escapou de um desastre no primeiro tempo e ficou por pouco da redenção no segundo.

Na noite desta quarta, o torcedor alvinegro, que compareceu em bom número no Bezerrão, viu  um time que acordou apenas quando o abismo já era visível. Não se sabe se por acomodação do adversário ou por méritos próprios, mas o fato é que o Ceilândia do segundo tempo esteve muito mais próximo do time que a torcida deseja.

Ceilândia insistiu em bolas longas e jogadas individuais

Foi um Ceilândia que finalmente trocou ataques com o adversário. A equipe, que havia sido inofensiva, passou a ter controle do jogo por alguns instantes, revezando-se no domínio da partida com o Gama e criando chances reais com Fabinho e Cardoso.

Vigia é um bom nome

Isso, no entanto, veio tarde. O jogo já estava 2 a 0 para o Gama, construído sobre um primeiro tempo desastroso onde a defesa se fechava em um 5-4-1 que não impedia a superioridade rival.

Ceilândia pouco chegou no primeiro tempo

Tudo isso pode parecer ilusório, como tudo parece ilusório nesta campanha de 2026. A reação na etapa final, culminando no gol de Cleyton, serviu mais para lamentar o tempo perdido do que para celebrar uma quase virada.

Cleyton comemora. Ceilândia está virtualmente eliminado

Se quisermos argumentar com o pior cenário, é só lembrar que no primeiro tempo, apesar de toda demonstração de vontade alvinegra, o Gama poderia ter feito não apenas 2, mas 3 ou 4 gols, tal era a facilidade com que penetravam nossa defesa e desperdiçavam chances cara a cara com Edmar Sucuri.

5 jogadores do Gama num curto espaço de campo: pressão.

O time visitante sequer logrou uma finalização na primeira etapa, assistindo passivamente ao rival abrir o placar e ampliar, com direito a provocação do ex-atacante Felipe Clemente à nossa torcida.

Tanque e Robert: atuações melhores que a do time anterior

Deve-se destacar que não falta vontade aos jogadores do Ceilândia, mas falta disposição para o sacrifício. A “cera”  no início do jogo evidenciou a falta de futebol, que só apareceu quando a corda já estava no pescoço.

Ceilândia teve oportunidades, como nesta com Cardoso.

Ontem, notamos que Vinicius Tanque, Vigia e Bosco não levam desaforo para casa e essa é uma mercadoria escassa no time. É preciso mais desse espírito, aliado à organização tática que faltou durante metade do confronto.

Esta também não entrou

A derrota deixa o Gato Preto em uma situação preocupante, na sexta colocação e secando rivais como Capital e Samambaia para não se complicar na briga pelo mata-mata.

Gol de Cleyton deu esperanças, mas o Ceilândia está fora

Agora, resta juntar pareparar-se  para o jogo contra o Paranoá no Abadião. A reação tardia provou que o time pode render mais, mas no Candangão, jogar apenas 45 minutos não é suficiente para quem veste essa camisa.