
A nossa torcida fez uma linda festa nas arquibancadas do Abadião, o time mostrou evolução em campo, mas, infelizmente, todos nós saímos do estádio decepcionados.

O Ceilândia mostrou evolução nos últimos três jogos, isso é um fato inegável. No entanto, o duelo desta quarta-feira pela Copa do Brasil deixou claro que ainda não somos um time pronto e que muitos ajustes precisam ser feitos. Alguns jogadores parecem estar no nível desejado, mas outros talvez precisem ser repensados.

Dissecando a partida, vimos um confronto de dois tempos bem distintos. Na etapa inicial, o Jacuipense tomou a bola para si, ditou o ritmo e encurralou a nossa equipe com vários escanteios e bolas alçadas na área.

Essa pressão baiana cobrou seu preço aos 34 minutos, quando sofremos o gol de Thiaguinho e ficamos em desvantagem no placar. O gol despertou a necessidade de o time atacar, mas acabamos esbarrando na nossa própria pressa e na falta de organização antes do intervalo.

Felizmente, o Gato Preto ressurgiu com outra postura na etapa final. O time voltou muito mais organizado para os últimos 45 minutos, chamou a responsabilidade, aumentou a posse de bola e passou a pressionar a defesa adversária.

A nossa insistência valeu a pena aos 18 minutos. Após um cruzamento perfeito de Paulinho, Marquinhos conseguiu se desvencilhar da marcação e mandou para o fundo das redes, empatando a partida para a festa alvinegra.

Após o gol de empate, o jogo ficou mais aberto, mas o medo de errar fez as duas equipes acumularem cuidados defensivos, sem criar grandes oportunidades de gol. Sendo justo com o que as duas equipes apresentaram de melhor em cada tempo, o empate no tempo regulamentar acabou sendo o placar mais correto.
Infelizmente, a decisão foi para as penalidades máximas e a nossa eliminação foi extremamente dolorida. O time começou mal a série, o goleiro Marcelo defendeu duas de nossas cobranças, e a derrota por 4 a 1 na marca da cal encerrou nossa jornada no torneio nacional.

Cair dessa maneira, lutando e buscando o empate, machuca o coração de qualquer torcedor. Contudo, o calendário do futebol é rápido e não permite tempo para abaixar a cabeça.
O Ceilândia não tem direito de ficar chorando o leite derramado porque no sábado tem mais uma decisão. Desta vez, precisa vencer o Brasiliense e torcer por uma combinação de resultados para se classificar. Pior, não terá direito a ter o apoio de sua torcida na casa dos amarelos.