
Os dois times entraram em campo pressionados pela falta de vitórias na competição, mas obviamente a pressão sobre o nosso Ceilândia era muito maior. Afinal, estávamos jogando em casa, no Abadião, e vínhamos de atuações até boas, ainda que não excepcionais, mas com resultados ruins que nos perseguiam desde o final de fevereiro.

O Ceilândia até começou a partida melhor que o adversário, tentando ditar o ritmo do jogo. No entanto, o time mostrou as mesmíssimas dificuldades dos jogos anteriores na hora de conseguir entrar com perigo na área do União Rondonópolis. O Ceilândia ainda precisa melhorar principalmente na mentalidade: o time precisa de senso de urgência e equilibrar esse senso com as necessidades do jogo.

Ofensivamente, as peças não encaixavam: Davi Araújo saía muito da área para buscar a bola, enquanto Robert simplesmente não pisava na área. A nota boa ficou por conta da movimentação de Cabralzinho, que deu um toque de qualidade pelo lado esquerdo e ainda conseguiu construir uma boa superioridade numérica pelo meio.

A fluidez do nosso ataque, no entanto, poderia ter sido muito melhor se o Robert não ficasse tão preso pela ponta direita. Curiosamente, foi uma inversão completa da sua conduta em campo no jogo contra o Goiatuba, quando ele havia ficado preso demais pelo lado esquerdo. Robert é importante no esquema: dá estabilidade ao meio, mas a estabilidade vem com um problema: ele não arrisca.

Apesar do nosso melhor começo, foi o União quem mais nos incomodou durante o primeiro tempo, obrigando o time a ficar alerta. Por nossa sorte, o goleiro Edmar Sucuri vive um excelente momento e está mostrando debaixo das traves uma segurança que antes não demonstrava.

É verdade que o Ceilândia até chegou a assustar a meta do União no primeiro tempo, com uma finalização de Cardoso. Mas a facilidade com que a equipe mato-grossense chegava ao nosso ataque incomodava e muito a nossa torcida nas arquibancadas.

No segundo tempo, o técnico Adelson de Almeida voltou com o time mudado e o desempenho melhorou. Não dá para dizer com certeza se essa melhora se deve apenas aos méritos das nossas substituições ou ao cansaço visível do União. O mais provável é que tenha sido um misto dos dois.

Apesar da nítida melhora, o nosso Alvinegro continuava com dificuldade para criar uma situação realmente clara de gol. Felizmente, os defeitos críticos do primeiro tempo, em que ninguém do nosso time pisava na área do União, começaram a ceder aos poucos.

O tempo foi passando e os espaços no campo foram finalmente surgindo. Restava ao Ceilândia saber aproveitar esses espaços, e foi aí que Adelson colocou Cleyton em campo, dando o toque de qualidade que a nossa equipe precisava.
O Ceilândia foi rondando a meta adversária até que, aos 37 minutos (marcado aos 77′ da partida), o alívio veio! Após uma cobrança de tiro livre lateral de Fabinho, a bola sobrou viva na área e Cleyton aproveitou o rebote para marcar o gol da nossa vitória!

No lance do nosso suado gol, o goleiro Lúcio, do União, chocou-se contra o seu próprio colega de equipe (como mostra a foto ilustrativa acima). O União reclamou, mas nada havia a ser marcado.
Essa vitória por 1 a 0 traz um alívio momentâneo gigante, mas a luta continua. Nas duas próximas semanas, o Ceilândia precisa vencer o Capital e o Operário-MT, este último fora de casa, para nos firmarmos de vez no G4 e depois decidirmos a classificação contra esses mesmos times, mas com os mandos de campo invertidos.


