
O Ceilândia foi ao Mato Grosso para mais uma decisão. O time que mostrara uma mudança de atitute contra o Capital e que saíra derrotado, desta vez viu a sorte mudar de lado.

Como se esperava, o União tomou a iniciativa do jogo. O Ceilândia não conseguiu equilibrar as ações desde o início como fizera contra o Capital. Isso trouxe muitas dúvidas sobre o nível de resiliência do time.

Para piorar, Magdiel lesionou-se logo no primeiro minuto, Danillo foi chamado. Magdiel insistiu apenas para ver que a lesão era grave o suficiente para tira-lo do jogo. Danillo seria um dos nomes do jogo.

Pressionado em seu campo de defesa, o Ceilândia conseguiu chegar ao ataque apenas aos 10 minutos e sofreu o gol do Rondonópolis no contra-ataque. Aos 11, Luiz Gabriel bateu de fora da área para vencer Sucuri.

Logo em seguida o coração do torcedor alvinegro bateu forte quando Danillo, na sua primeira intervenção, errou o tempo da bola e não cabeceou um lançamento. Danillo reconheceu o erro.

Aos 18, a sorte sorriu para o Ceilândia. Cardoso, que faria boa partida e ganharia todas pela esquerda, avançou e cruzou para a área. A bola sobrou para Vigia que, na entrada da área, bateu colocado para fazer o gol do empate.

O primeiro tempo seguiu com o Rondonópolis tendo a iniciativa do jogo. O time da casa era melhor que o Ceilândia. O Gato Preto chegava esporadicamente, mas sem perigo. O Rondonópolis assustou em ao menos 3 oportunidades.

Veio o segundo tempo e o Rondonópolis veio mudado. O Ceilândia também: perdera Vigia que foi muito homem numa dividida, mas levou a pior.

O jogo ficou mais equilibrado. Aos 10, O União fez 2 a 1 num lance em que a bola parecia morta. Danillo não conseguiu recuperar a bola. Parecia e está claramente fora de ritmo. No rebote de Sucuri, Lucas Lourenço fez União 2 a 1.

Após o gol, o jogo que estava equilibrado ficou mais propenso para o Ceilândia. Cleiton aparecia nos dois lados do campo. Cardoso ganhava pela esquerda e Ian ganhava pela direita. O Ceilândia insistia.

Aos 18, Marquinhos entrou no lugar de Cardoso e manteve o padrão: ganhou todas pela esquerda. Henrique Cardoso entrou no lugar de Davi Araujo, com Sandy indo para referência. Depois, Cabralzinho entrou no lugar de Cleiton (um monstro em campo) e a movimentação continuou a mesma.

Aos 39 do segundo tempo, o Ceilândia rondava a área do União mas não criava situação clara de gol Quis o destino que a estrela de Danillo brilhasse. Ele que parecia fora de ritmo, mas é sempre um perigo na bola parada. Danillo cobrou a falta sofrida por Henrique na cabeça de Sandy: Ceilândia 2 a 2.

Sandy teve tempo para se vingar das provocações dos jogadores do União. Agora foi Sandy que os provocou.

O Ceilândia continuou melhor. Aos 47 do segundo tempo, no bate e rebate Danillo pressionada, recupera a bola e bate fora da área, forte e rasteiro para fazer o gol da virada: Ceilândia 3 a 2.

Daí para a frente o Ceilândia passou a segurar a bola no campo de ataque. O União teve Andrey expulso e não teve mais como reagir.

Com o resultado o Ceilândia voltou ao terceiro lugar do grupo. A situação que antes era desesperadora agora se equilibra entre a alegria de poder garantir a classificação com vitória contra o Goiatuba e o desespero de ter de buscar a classificação em Cuiabá contra o Mixto.

Em casa o Ceilândia fez apenas 4 de 12 pontos possíveis. Um terrível aproveitamento. O time tem crescido e se fizer o dever de casa contra o Goiatuba torcerá para o União vencer o Mixto. Esse é o melhor resultado para o alvinegro na sua luta pelo terceiro lugar do grupo. Ficar em segundo é matematicamente possível, mas é pouco provável.

Agora é torcer para que o time mantenha a pegada.


