O Ceilândia está a ponto de fazer história: Contra o Barra será a quinta vez que o Gato Preto joga mata-mata nas oitavas.

Em 2012, nas oitavas de final, o Ceilândia enfrentou a Friburguense-RJ que então fazia boas campanhas local e nacionalmente. No jogo de ida, realizado no Abadião, a Friburguense amarrou o jogo e levou a decisão para o Rio de Janeiro.

No segundo jogo, o Ceilândia começou melhor e saiu na frente com André Tavares. Pelo regulamento da época, o empate classificaria o Ceilândia, mas não deu. Em lances isolados, a Friburguense virou. No final, o Ceilândia esteve prestes a empatar, mas a classificação não veio.

O Ceilândia passou por um período de reestruturação nos anos seguintes e voltou à Série D em 2016. Na segunda fase, o Ceilândia passou pela Aparecidense (0 x 0 e 2 x 1) e enfrentou o Fluminense de Feira de Santana. No primeiro jogo, na Bahia, o Ceilândia desperdiçou várias oportunidades e venceu por apenas 1 a 0, gol de Klecio.

Mais uma vez o Ceilândia jogava pelo empate no jogo de volta, desta vez em casa. Tudo parecia que a classificação estava garantida quando nos acréscimos do segundo tempo o Fluminense de Feira fez 1 a 0. Nos pênaltis, o Ceilândia amargou mais uma eliminação. De se recordar que o Gato Preto havia perdido o seu lado esquerdo nos jogos finais, mas a frustração é a mesma.

No ano seguinte, o Ceilândia mais uma vez chegou nas oitavas. Na segunda fase bateu o Comercial-MS, vencendo fora por 1 a 0 e empatando em casa em 1 a 1. Agora enfrentou o América de Natal. No jogo de ida, em casa, desperdiçou pênalti, viu o adversário fazer 1 a 0, saiu no desespero e tomou o segundo. A classificação já estava perdida no primeiro jogo.

Na segunda partida, viu o prejuízo aumentar logo no primeiro minuto com o América fazendo 1 a 0 e sacramentando a classificação. No final, o América venceu por 2 a 1 e o Ceilândia entraria em nova fase de reestruturação e somente voltaria às oitavas em 2023.

Em 2023 tudo parecia ser diferente. Pela primeira vez o Ceilândia fora derrotado na segunda fase, mas reverteu o placar vencendo o Vitória-ES por 3 x 0. Enfrentou o Caxias no Rio Grande do Sul e poderia ter voltado com a vitória, mas ficou no empate em 0 x 0.

No segundo jogo, no Abadião, mais uma vez viu o adversário cozinhar o jogo e levar para os pênaltis. Mais uma vez o Ceilândia foi eliminado nos pênaltis.

Chegamos a 2025. Temos dois jogadores que jogaram no distante 2012, Badhuga e Sucuri. Além disso temos diversos jogadores que estavam na campanha de 2023, além de Tárta que foi o cérebro do Brasiliense que chegou nas quartas da D2024. Temos todas as ferramentas para fazer história.

Além de experiência, temos peças importantes, a ponto de dizermos que individualmente somos melhores que o Barra. A maior virtude do Barra é o jogo coletivo, a capacidade de segurar a bola e controlar o jogo. Já fomos vítimas disto no passado e serve de alerta. Será um jogo de paciência.

Serão 180 minutos. Um resultado positivo no primeiro jogo é muito importante porque condiciona o segundo. O mais importante, contudo, é sair vitorioso ao final dos 180 minutos.









