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Ceilândia confirma evolução, mas decisão fica para o Bezerrão: 1×1

Ceilândia entra para mais uma decisão.

O Ceilândia não conseguiu vencer o Gama no jogo de ida da semifinal. O resultado de 1 a 1 deixa a decisão em aberto, mas este time mostrou que a torcida alvinegra pode sonhar.

Patrickão não consegue chegar na bola

O empate pode não ser o resultado dos sonhos alvinegros, mas foi o resultado possível. O Ceilândia não foi perfeito, mas fez a sua melhor apresentação no Candangão 2026.

Marquinhos deu trabalho, mas jogou isolado e abusou da jogada individual

O Gato Preto ainda é um time em construção, mas nos últimos 5 jogos tem dado mostras do que está por vir. Desde o jogo da fase de classificação o Gato Preto está em evolução e isto muda qualquer cenário.

Ceilândia teve a iniciativa no primeiro tempo, mas o Gama reagiu no segundo

O jogo de hoje comprovou essa evolução. Não se exige que o Ceilândia domine o adversário por 90 minutos. O que se exige é luta até o último minuto. Mais que isso: exige-se que o Ceilândia jamais seja uma presa fácil. Este Ceilândia não é uma presa fácil.

Robert fez boa partida e o Ceilândia sua melhor partida no campeonato.

No primeiro tempo, a iniciativa foi alvinegra. O Gama, salvo por um chute perigoso de fora da área, não incomodou a defesa de Sucuri. Apesar da iniciativa, o Ceilândia não criou situações claras de gol, mas ao menos mostrou que estava vivo no ataque.

A jogada com Marquinhos não é apoiada.

Veio o segundo tempo e o cenário do jogo mudou. O Ceilândia confundia velocidade com pressa, não segurava a bola no ataque. O Gama fazia o que faz de melhor: contra-atacava aproveitando os espaços.

Cardoso fez o gol do empate

O Gama era melhor. Foi aí que Sucuri fez o que sempre faz. Tentou ganhar tempo. Já dissemos aqui. Está errado.O adversário vê isso como uma prova que você está com medo. Era melhor ter dado um pití e chamado a atenção do time para o fato de que estava rifando a bola. Não fez.

Maranhão correu muito: substituído no final.

Tal qual vem acontecendo desde o ano passado, o Ceilândia toma gol logo após a cêra de Sucuri. A cêra pode te levar a acreditar que você pode mudar o rumo do jogo sem jogar. Você não muda o rumo do jogo sem jogar, sem mudar de atitude. O Adversário vê a cêra como sinal de fraqueza.

Sávio foi uma boa surpresa nestes últimos jogos

A cêra nada mudou porque o problema era estrutural. Sucuri não percebeu isso. Em seguida, lemente colocou os verdes em vantagem. O Ceilândia era valente, mas não conseguia jogar. Simples assim. A cêra não iria mudar. O que mudaria era postura. Cêra é para ganhar tempo, mas havia muito jogo por jogar.

Ceilândia reclamou pênalti: mas árbitro não dá a favor ou contra.

E, verdade seja dita: a cêra de Sucuri prejudicou, mas ele depois do gol sofrido salvou ao menos dois gols feitos. Isso não o isenta do erro anterior.

Ceilândia mostra grande evolução, mas não está pronto.

O tempo passou e Adelson esperou os 15 minutos finais para mexer. Tirou Patrickão e avançou Sandy. Idêntica solução funcionou ano passado. Esta solução funcionou no jogo de hoje.

Sandy foi para o ataque. Assistência no empate.

Patrickão pode ser um jogador útil, mas não é um jogador de transição pelo chão, nem pelo alto. É um jogador de área, de conclusão pelo chão ou pelo alto.

Fabio teve muito trabalho.

Com Sandy e com Vigia, o Ceilândia melhorou. Num desses lances, Cardoso pegou a bola no meio. A bola foi até Marquinhos, hoje execessivamente individualista. Marquinhos lançou na área. Sandy serviu Cardoso que empatou.

Cardoso e Robert comemoram o empate:

Após o empate, o Gama tratou de cozinhar o jogo. O Ceilândia parecia não saber o que fazer ou achava que era melhor decidir no Bezerrão. Em outras palavras: o Gama não queria, o Ceilândia não sabia o que fazer.

Decisão vai para o Bezerrão

A decisão vai para o Bezerrão. Um empate classifica o Gama. O Ceilândia somente se classifica se vencer o Gama. Em sã consciência ninguém duvida deste time. O Ceilândia está vivo.

Sucuri: para o bem e para o mal foi personagem do jogo.

O Clássico das Quebradas não é fácil. Nunca foi. Passamos anos sem perder para o Gama. Agora, já são 2 jogos sem vencer. Uma vitória significa vaga na final.

Torcida compareceu em massa, mas público anunciado foi inferior a 2.000 (?)

 

Uma última nota: o Abadião estava lotado. A torcida do Gama todos sabemos do que é capaz, mas pela primeira vez foi minoria num jogo com público. Ah! Diriam, com razão, que os ingressos não foram igualmente comercializados entre alviverdes e alvinegros. A questão é que, nos outros estádios eles sempre são merecidamente maioria, mas não no Abadião.

Virada mais fantástica da história do Ceilândia e classificação improvável: 3 a 2 nos amarelos

Cabralzinho dribla: Ceilândia tentava, mas não chegava.

Envergonhado, eu confesso que duvidei. Quando o Brasiliense fez 2 a 0 e o Ceilândia se esforçava, sempre teve luta, mas não conseguia jogar, eu duvidei. A dúvida cedeu à esperança no intervalo. Lembrei que quem tem Bosco tem um tesouro  e digitei uma mensagem para um amigo: Vamos virar… está tão ruim que vai dar bom.

Patrickão tenta, mas não chegava

Inacreditável é a palavra que pode expressar a façanha do Ceilândia. O Gato Preto está classificado para as semifinais do Candangão 2026 num jogo que teve o brilho de todos e, em particular, de Bosco, Vinicius Tanque e Cardoso. 

Cardoso não sabia, mas iria fazer história

O jogo de hoje foi uma representação do que foi o campeonato. O Ceilândia jamais encheu os olhos na competição, mas sempre teve luta e o Gato Preto mostrou algumas coisas apenas nos minutos finais.

Cardoso fez os 3 gols da virada

Hoje, o Gato Preto precisava vencer e torcer para que Capital ou Sobradinho não vencessem. O mais difícil era vencer.

Marquinhos correu, driblou, mas só não produziu.

Tudo tornou-se ainda mais difícil quando no primeiro minuto de jogo, Jean Pierre colocou o Brasiliense na frente. O Ceilândia sequer tivera chance de sentir o jogo.

Dizer o quê de Cardoso e seus 3 gols

Após o gol, o Ceilândia mostrou as mesmas dificuldades de sempre na transição. O Gato Preto jamais ameaçou perigosamente a meta amarela.

Cabralzinho tem a bola, mas o Ceilândia jogava distante e o Brasiliense não dava espaço

O que incomodava é que o Ceilândia era um time lutador, mas perdia para um time indolente. O Brasiliense parecia satisfeito com a pequena vantagem.

Barão não teve trabalho e no que teve deu conta do recado

Para piorar, o Brasiliense conseguiu fazer 2 a 0 numa falta cobrada por Tarta. A torcida sentia o mau momento e torcia para o primeiro tempo terminar.

Cardoso seria decisivo

Veio o segundo tempo e o Brasiliense deu campo para o Ceilãndia. O Gato Preto parecia lutava e lutava, mas faltava o último passe. O fato é que o Ceilândia era melhor.

Ceilândia não tinha espaços

O jogo parecia destinado a sacramentar a eliminação do Ceilândia. Tudo mudou quando a arbitragem anulou o gol do Brasiliense que mataria o jogo.

Sem espaços, Ceilândia sequer concluía ao gol amarelo

Adelson fez sua última substituição, tirando o cansado Marquinhos colocando Cebolinha.

Bosco: um monstro!

Foi com Cebolinha que o jogo começou a mudar. Aos 39, ele sozinho enfrentou 5 defensores do Brasiliense e, por sorte, a bola foi a escanteio. 

Ceilândia antes do jogo: sequer imaginava que faria história

Robert cobrou o  escanteio, a bola passou por todo mundo mas não passou por Cardoso que diminuiu. Foi  a segunda vez que  o Ceilândia chegou ao gol amarelo no segundo tempo. A primeira tinha sido com Cardoso aos 10.  

CArdoso comemora o primeiro gol.

Faltavam 5 minutos e esperança renascia. O Brasiliense sentiu o gol alvinegro e os espaços surgiram  e 2 minutos Vinicius Tanque deu um passe de cinema para Cardoso que bateu na saída  de Matheus Kayser para empatar o  jogo. 

Adelson desce para o intervalo com cara de poucos amigos

Naquele momento, o Ceilândia ainda precisava da improvável virada, já que o resultado de Gama e Capital permitia sonhar com a classificação.

Ceilândia fez história

O jogo ficou maluco. O Brasiliense sabia que se o Ceilândia virasse ele seria desclassificado.

Agora o ceilândia enfrenta o Gama

O clima no estádio ficou elétrico. O Brasiliense não foi criado na resistência e não sabia o que fazer. O Gato Preto, acostumado a sofrer sabia o que fazer.  Aos 48,  Vinicius Tanque, novamente ele, lançou Cardoso em profundidade. Cardoso driblou Matheus Kayser e fez  gol da  virada do Ceilândia. Incrível e para a história.

Sucuri sequer foi para o banco. Badhuga machucou e Sávio estreou.

O jogo terminou. O Ceilândia venceu por 3 a 2 mas o jogo entre Gama e Capital não terminara. Todos no Youtube para acompanhar.

4 longos minutos depois, termina no JK: o Ceilândia está classificado para as semifinais.

Ceilândia está classificado

Ao final, a classificação não deixa de ser merecida, afinal nunca faltou luta.

A vitória e a classificação não podem esconder as dificuldades do time, mas ninguém pode negar as suas virtudes.

Agora é mata-mata e mata-mata é outra história. Estamos felizes com a classificação, mas sabemos que podemos e precisamos jogar mais. Se alguém disser o contrário estará se enganando.

Estão deixando a gente sonhar: Ceilândia 4 x 1 Paranoá

Bosco: melhor jogador em campo

A  missão do Ceilândia não era fácil. Continua não sendo fácil. Se antes era quase impossível, agora essa missão parece possível graças à vitória sobre o Paranoá na tarde deste sábado.

Gol de Cabralzinho aos 3 minutos: um sufoco a menos

Tudo começou a ficar menos complicado para o Ceilândia quando Cabralzinho, que voltava de lesão no posterior da coxa,  aproveitou o rebote e fez 1 a 0 para o Gato Preto logo aos 3 minutos.

Patrickão fica livre para fazer Ceilândia 2 a 0

O Ceilândia  não jogava um futebol vistoso, mas fazia o que se espera quando joga em casa: tinha a posse de bola, controlava as investidas do adversário e chegava à meta do Paranoá. 

Patrickão comemora seu quinto gol em 2026

Não demorou muito e em nova jogada da direita, onde estavam Cardoso e Paulinho, Patrickão fez Ceilândia 2 a  0. Aí aconteceu o quê já vimos diversas vezes neste Candangão.

Pequeno torcedor do Gato Preto comemora

O Ceilândia acomodou-se e permitiu que o Paranoá ficasse com a bola. Aos 39, num lance despretensioso, Marcello Rudá marcou pênalti para o Paranoá. Não foi pênalti! Quem está dizendo não é o torcedor. Quem disse foi o bandeirinha e quem estava do nosso lado viu que não foi pênalti. Marcello Rudá, mesmo mal colocado,  bateu no peito e apontou para a marca da cal. Rene Silva diminuiu.

Ceilândia teve bons momentos no jogo, algo incomum este ano

Veio o Segundo tempo e o Ceilândia veio melhor postado. O Paranoá até ensaiou um domínio, mas agora o jogo ficara de intermediária a intermediária. O Ceilândia não chegava com perigo, mas o Paranoá também não.

Temia-se um público ruim, mas o público surpreendeu positivamente

Aos 30, depois de negar ao Ceilândia pênaltis no estilo que marcara para o Paranoá, Marcello Rudá não teve outra opção: Fábio foi derrubado dentro da área. Marquinhos cobrou e fez Ceilândia 3 a 1. 

Vitor começou jogando no lugar de Sucuri: atuação tranquila

Adelson aproveitou e tirou Bosco, um gigante em campo, para a entrada de Sandy que precisa de ritmo de jogo. 

Sandy estreou pelo Ceilândia

No final, Marquinhos aproveitou um contra-ataque e deu números finais ao jogo: Ceilândia 4 a 1 Paranoá.

Marquinho faz seu primeiro gol com a camisa alvinegra

O placar é ao mesmo tempo realista, porque o Ceilândia é muito melhor que o Paranoá, mas não diz o que foi o jogo.  Para os mais puristas, ficará a dúvida se o placar diz mais sobre as virtudes do Ceilândia ou mais sobre as deficiências do Paranoá.

Marquinhos comemora

Não importa: o Ceilândia precisava da vitória e que Capital e Brasiliense empatassem para chegar com chances na última rodada. Capital e Brasiliense empataram em 2 a 2. 

Ceilândia está vivo

Agora o Ceilândia precisa vencer o Brasiliense no Serejão e torcer para o Capital não vencer o Gama. Se tudo isso acontecer, o Ceilândia se classifica para as semifinais.

Dois gols: Marquinhos artilheiro do dia

Antes, contudo, o Gato Preto tem jogo importante da Copa do Brasil, quando enfrenta a Jacuipense, quarta-feira, 20h, no Abadião, pela segunda fase da competição.

A semana será de muita tensão, mas o Gato Preto está vivo.

Futebol veio tarde demais: Gama elimina (praticamente) o Ceilândia

Dois gols no final do primeiro tempo, mas o placar poderia ter sido mais elástico.

A esperança veio tarde demais no Bezerrão. Na derrota por 2 a 1 para o Gama, o torcedor viu o Ceilândia perder uma invencibilidade de 10 jogos diante do Gama. Uma invencibilidade construída em 5 anos sem derrota para seu rival. Viu também o Ceilândia ficar potencialmente eliminado do Candangão 2026.

Ceilândia escapou de um desastre no primeiro tempo e ficou por pouco da redenção no segundo.

Na noite desta quarta, o torcedor alvinegro, que compareceu em bom número no Bezerrão, viu  um time que acordou apenas quando o abismo já era visível. Não se sabe se por acomodação do adversário ou por méritos próprios, mas o fato é que o Ceilândia do segundo tempo esteve muito mais próximo do time que a torcida deseja.

Ceilândia insistiu em bolas longas e jogadas individuais

Foi um Ceilândia que finalmente trocou ataques com o adversário. A equipe, que havia sido inofensiva, passou a ter controle do jogo por alguns instantes, revezando-se no domínio da partida com o Gama e criando chances reais com Fabinho e Cardoso.

Vigia é um bom nome

Isso, no entanto, veio tarde. O jogo já estava 2 a 0 para o Gama, construído sobre um primeiro tempo desastroso onde a defesa se fechava em um 5-4-1 que não impedia a superioridade rival.

Ceilândia pouco chegou no primeiro tempo

Tudo isso pode parecer ilusório, como tudo parece ilusório nesta campanha de 2026. A reação na etapa final, culminando no gol de Cleyton, serviu mais para lamentar o tempo perdido do que para celebrar uma quase virada.

Cleyton comemora. Ceilândia está virtualmente eliminado

Se quisermos argumentar com o pior cenário, é só lembrar que no primeiro tempo, apesar de toda demonstração de vontade alvinegra, o Gama poderia ter feito não apenas 2, mas 3 ou 4 gols, tal era a facilidade com que penetravam nossa defesa e desperdiçavam chances cara a cara com Edmar Sucuri.

5 jogadores do Gama num curto espaço de campo: pressão.

O time visitante sequer logrou uma finalização na primeira etapa, assistindo passivamente ao rival abrir o placar e ampliar, com direito a provocação do ex-atacante Felipe Clemente à nossa torcida.

Tanque e Robert: atuações melhores que a do time anterior

Deve-se destacar que não falta vontade aos jogadores do Ceilândia, mas falta disposição para o sacrifício. A “cera”  no início do jogo evidenciou a falta de futebol, que só apareceu quando a corda já estava no pescoço.

Ceilândia teve oportunidades, como nesta com Cardoso.

Ontem, notamos que Vinicius Tanque, Vigia e Bosco não levam desaforo para casa e essa é uma mercadoria escassa no time. É preciso mais desse espírito, aliado à organização tática que faltou durante metade do confronto.

Esta também não entrou

A derrota deixa o Gato Preto em uma situação preocupante, na sexta colocação e secando rivais como Capital e Samambaia para não se complicar na briga pelo mata-mata.

Gol de Cleyton deu esperanças, mas o Ceilândia está fora

Agora, resta juntar pareparar-se  para o jogo contra o Paranoá no Abadião. A reação tardia provou que o time pode render mais, mas no Candangão, jogar apenas 45 minutos não é suficiente para quem veste essa camisa.

Tragédia no Abadião: Ceilândia foi goleado em casa

Organizada fez homenagem a Rodrigo Firmeza que morreu em acidente de trânsito

Incomoda que vem ano passa ano e o Ceilândia não sabe como enfrentar o Capital. Nesse contexto, o placar de 3×0 para o Capital estampou uma verdadeira tragédia no Abadião neste sábado. O que se viu em campo foi um Ceilândia irreconhecível, muito distante daquele time que não vinha jogando bem, jamais jogou neste campeonato, mas vinha embalado por três vitórias consecutivas.

Ceilândia com desfalques e improvisações

É verdade que o Gato Preto entrou em campo repleto de jogadores lesionados, o que forçou um time muito desfalcado e com algumas improvisações. Uma coisa é reconhecer os problemas. Outra coisa é ver que que o Ceilândia é um time sem alma. Ninguém se importa com desfalques: o que importa é o resultado. Você é tão bom quanto seu último resultado.

Não  se enganem: os jogadores correm, disputam as bolas e tudo o mais, mas fazem isso burocraticamente.  Ficam até chateados com a derrota, mas não ficam envergonhados. Parecem não se importar porque não precisam disto, amanhã estarão em outros times. Isso começa no gol alvinegro e sabe-se lá onde termina.

Capital partiu para intimidação e Ceilândia aceitou

Taticamente, o problema parece crônico e preocupante. O Ceilândia já vinha demonstrando enorme dificuldade para marcar adversários que se sentem confortáveis em fazer a transição de jogadas pelo chão, e o rival soube explorar essa deficiência. Foi assim contra o Brasília, foi pior contra o Real, foi ainda pior contra o Capital.

Até a intimidação, Ceilândia estava melhor

Para piorar a sensação de repetição, nos últimos quatro anos o time tomou várias goleadas do Capital. Parece que a equipe simplesmente não aprendeu como marcar os avanços, especialmente os de Eder Lima, que teve liberdade mais uma vez.

Patrickão não conseguiu jogar

Foi justamente Eder Lima quem começou a jogada do primeiro gol do Capital. A falha na marcação permitiu a construção do lance que terminou com Moisés Tobinha estufando a rede após o rebote da zaga.

Entusiasmo do Ceilândia acabou cedo.

Mas a derrota não foi apenas tática; foi também de postura. O Capital veio para o jogo como se fosse mais uma decisão e, logo nos primeiros minutos, partiu para cima para intimidar o Ceilândia fisicamente.

Sucuri foi mal mais uma vez. Defesa não foi bem, mas não foi a maior culpada

A partir daquele momento de imposição física, tudo mudou no confronto. O Ceilândia se deixou intimidar pela agressividade do adversário e, aos poucos, o Capital impôs o seu melhor futebol, dominando as ações com facilidade.

Eder Lima passeia na avenida Ceilândia

O segundo tempo confirmou o desastre com o Capital ampliando rapidamente. Deysinho marcou de cabeça após escanteio, e pouco depois, Alisson Mira fez o terceiro aproveitando um erro na saída de bola.

Taticamente o Ceilândia foi muito mal.

Para consolidar o vexame, nem o “gol de honra” o time conseguiu marcar. Cleyton desperdiçou um pênalti no final da partida, defendido pelo goleiro Luan, simbolizando a tarde desastrosa.

Este foi um jogo que envergonha o torcedor alvinegro, tanto pelo resultado elástico quanto pela forma apática como foi construído. A torcida sentiu o golpe e começou a deixar o estádio antes mesmo do apito final.

Cleyton entrou mostrou qualidade, mas perdeu pênalti

A partida demonstra claramente que o time se recusa a evoluir tática e mentalmente. Fica a impressão de que, enquanto alguns jogadores correm e lutam, outros obviamente não estão à altura do desafio e da responsabilidade de jogar no Ceilândia.

Agora, o time precisa juntar os cacos para tentar a recuperação fora de casa contra o Gama. Mas a lição que fica é que improvisação e falta de atitude cobram um preço alto, transformando a tarde de sábado em um pesadelo.

Não desiste nunca! Vitória na Raça: Gato Preto entra no G4!

 

Com contusão de Cleyton e Cabralzinho, Matheuzinho ganhou oportunidade. Cansou.

O Ceilândia venceu o Real Brasília na tarde deste sábado, no Abadião, conquistando um resultado fundamental para as pretensões do clube. Com essa vitória importantíssima, o time entra pela primeira vez no G4 do Candangão 2025.

Vigia foi peça importante: premiado com gol

Sabia-se desde o início que não seria um jogo fácil, pois o elenco sofre com muitas contusões. Sem Cabralzinho, Cleyton e Romário, o time entrou em campo precisando se superar na base da disposição.

Patrickão caiu no gosto da galera: 4 gols em 5 jogos.

Apesar da forte chuva que caiu sobre o estádio, o público presente foi muito bom. A torcida teve um papel crucial, apoiando um time que demonstrou, mais uma vez, que não desiste nunca diante das adversidades.

Bom público, mas poderia ser ainda melhor se não fosse a chuva.

Dentro de campo, o jogo teve muita transpiração e pouca inspiração, com o time dependendo das bolas longas. Mesmo assim, Patrickão mostrou oportunismo e abriu o placar aos 20 minutos de jogo.

Pedrinho saiu lesionado: mais um problema para Adelson

O gol fez o time recuar e dar a bola para o Real Brasília, o que deixou a torcida nervosa nas arquibancadas. Felizmente, a defesa alvinegra fez a sua parte e o goleiro Sucuri foi eficaz quando exigido.

Fabinho teve pouco apoio no ataque

As dificuldades aumentaram quando Pedrinho e Magdiel também se machucaram, juntando-se à lista de lesionados. O técnico Adelson precisou mexer, promovendo a estreia de Vermuth e adiantando Vigia para tentar segurar o resultado.

Pará entrou bem: problema tem sido a saída de bola do adversário.

O sofrimento durou até os minutos finais, com o time dependendo um pouco da sorte e da incompetência do adversário no último terço do campo. O jogo ficou arrastado, mas a luta dos jogadores manteve o placar favorável.

Ceilândia criou poucas chances e não poderia ter desperdiçado esta.

O alívio definitivo só veio nos acréscimos do segundo tempo. Em um contra-ataque puxado por Marquinhos, a bola chegou a Vigia, que marcou o segundo gol e garantiu a festa da torcida alvinegra.

Marquinhos recebeu de Edson e serviu Vigia: 2 a 0.

Agora, o foco se volta para uma sequência pesada contra Capital e Gama, adversários diretos na tabela. Enquanto nossos rivais diretos, como Brasiliense e Samambaia, terão jogos contra times que pontuaram pouco, nós teremos pedreiras pela frente.

Vigia comemora: resultado justo, mas o sofrimento foi desnecessário.

O Gato Preto nunca teve vida fácil e ninguém disse que teria agora. O torcedor pode ter a certeza de que, apesar das dificuldades que virão, vai ter muita luta dentro de campo.

O quê esperar do Ceilândia no Candangão 2026


O Ceilândia será um time mudado em 2026. Mudado, mas não muito. A expectativa para 2026 deve ser modulada a um contexto de mudança.

A defesa do Ceilândia será o setor que menos mudanças terá, ao menos no começo. Sucuri, Paulinho e Badhuga permanecem. Adelson terá uma base onde assentar o trabalho de 2026.

Sempre há um lado positivo e um negativo. Sucuri é adorado por parte da torcida, mas jamais convenceu a outra parte. Confia demasiadamente na estatura e peca na explosão. 

Badhuga é um zagueiro veterano e sempre confiável. O sistema de jogo precisa protege-lo. Paulinho sempre foi um lateral confiável. 

Daí para frente, tudo é mudança. Romário, vindo do futebol paraibano, deve ocupar a esquerda. Na cabeça de área Bosco retorna e deve jogar ao lado de Vigia e Cabralzinho, outro que permanece. 

Vigia parece ser um jogador acima da média e talhado para um jogo de transição pelo chão. Cabralzinho precisa de uma sequência positiva para recuperar a confiança perdida nas diversas lesões. Bosco é um velho conhecido e talhado para jogos específicos.

O ataque  deve ter Danillo Balla, Patrickão e Marcelinho. Pouco se sabe sobre os três, mas Patrickão é a única contratação recente do Ceilândia que realmente tem histórico de gols marcados. 

No geral, há a certeza de que o Ceilândia tem um ataque forte, seja ele comandado por Patrickão ou Tanque. Há desconfianças em relação à defesa e como o meio de campo funcionará.

Nesse contexto e comparando o Ceilândia com os demais adversários, podemos dizer que o Gato Preto é sim favorito a uma vaga nas semifinais, mas o futebol é cheio de surpresas. O elenco parece qualificado, as dúvidas são pontuais, mas devem ser superadas com o avançar dos jogos.

Para piorar, teremos um campeonato muito equilibrado. Tirando 2 ou 3 times com elenco nota 4, os demais tem elencos nota 5 para cima. Time como o Real podem ter dificuldades para enfrentar  times da parte de baixo, mas darão trabalho a times do topo da tabela. Os jogos serão decididos nos detalhes contra Real, Samambaia e Sobradinho.

O Ceilândia  precisa vencer esses adversários porque eles é quem definirão a ordem dos classificados às semifinais.

Num cenário com algumas incertezas, começar vencendo o Sobradinho será de suma importância. Colocar três pontos no copo da classificação e manter o copo da desclassificação vazio será de suma importância porque dará tranquilidade ao trabalho.