O CEC não sabe o que é vencer desde o dia 8 de março de 2006, quando venceu o Bahia na Fonte Nova.
Ontem, por incrível que pareça, a escuridão pode ter trazido a luz que se espera encontrar no final do túnel.
Em campo o Ceilândia foi só um fantasma e perdeu novamente e desta vez para um time sabidamente inferior, nome a nome, ao do Gato.
O SER Chapadão, ciente de suas limitações, e ao menos no primeiro tempo, deu uma aula de como se joga futebol: sem desespero e sem menosprezar o adversário. O CEC parecia acreditar no contrário disto tudo: afobado e preocupado em jogar para a torcida.
Foi assim que aos 19 minutos o Chapadão saiu na frente. Tocou a bola até encontrar a chance de fazer o gol com Maurinho. No percurso, contou a contribuição de Luiz Henrique, Erivaldo e, principalmente de Rochinha.
O Chapadão que jogou o segundo tempo era outro time, até porque entrou sem Fabiano, expulso no último minuto do primeiro tempo.
Psicologicamente dominado, o time matogrossense esqueceu de jogar futebol e passou a apenas se defender e não passou do seu campo defensivo.
O Ceilândia, apesar do homem a mais, não mostrou que conseguiria o empate até que, numa infelicidade, o SER Chapadão perdeu outro jogador: Kaká foi expulso após aplicar um carrinho em Luiz Fernando.
A noite, contudo, não era do Ceilândia: aos 28 minutos a luz caiu… mais de meia hora de espera e muita pressão minaram a confiança do SER Chapadão que simplesmente desistiu do jogo e seus jogadores foram simulando contusões até reduzir-se a 6 jogadores. Triste fim para uma noite fria e negra. CEC 0 x 1 Chapadão.