Tag: Jocile Pires

Jogos mentais

Didão: uma boa apresentação. Correu, combateu e orientou o time.
Didão: uma boa apresentação. Correu, combateu e orientou o time.

Ceilândia e Brasiliense, tal como previsto, fizeram um jogo que mais se parecia com um jogo de xadrez. Dois times com uma proposta muito nítida  e mentalmente fortes. Resultado: empate.

Com problemas para armar o time, Adelson de Almeida inovou colocando Elvis no meio de campo. Didão retornou ao time alvinegro e Magno fez a sua estréia na defesa no lugar de Adriano. Dimba sequer foi relacionado.

O primeiro tempo contou com uma leve superioridade do Brasiliense nos 20 minutos iniciais. Daí em diante, o Ceilândia equilibrou a partida até o final da primeira etapa. Os goleiros pouco trabalharam a não ser em chutes de longa distância.

Magno: começo difícil com muitas falhas, mas depois se acertou
Magno: começo difícil com muitas falhas, mas depois se acertou

O segundo tempo foi o inverso do primeiro. O Ceilândia começou melhor e passou a ficar rodeando a meta amarela. Faltava o último passe ao alvinegro como faltara no primeiro tempo ao Brasiliense. A diferença é que o CEC parecia ser um time mais consciente.

Depois dos trinta minutos o Ceilândia caiu vertiginosamente. A saída de Rodriguinho, mas principalmente os cansaços de Elvis e Alisson levaram o CEC a demonstrar claramente a satisfação com o empate.

O futebol costuma castigar quem não pensa grande. O empate deveria vir com consequencia do jogo, mas não como objetivo principal.  O fato é que, a partir do momento em que o CEC abdicou do ataque, o Brasiliense melhorou, mas sem ter o domínio do jogo.

Elvis: mostrou personalidade, jogou bem e deixou a bola muito viva
Elvis: mostrou personalidade, jogou bem e deixou a bola muito viva

O castigo quase veio no minuto final quando Dennys mais uma vez fez um milagre e impediu o Brasiliense de vencer a partida.

No final das contas, o resultado não foi ruim nem para Ceilândia, nem para Brasiliense.

O jogo contou com a estréia de Magno. Nervoso, o zagueiro errou muito no primeiro tempo. No segundo tempo foi melhor, até porque o CEC foi melhor no segundo tempo.

Rodrigo Cardoso entrou e mostrou que o CEC está bem servido do lado esquerdo
Rodrigo Cardoso entrou e mostrou que o CEC está bem servido do lado esquerdo

Outra estréia importante foi a de Elvis como titular. O baixinho movimentou-se bem, colocou-se com inteligência aproveitando os espaços entre as linhas de meio-de-campo do Brasiliense e fez uma boa partida.

Os destaques do Ceilândia, todavia, foram Rodriguinho e Didão. Enquanto esteve em campo, Rodriguinho foi uma referência alvinegra, mas o Didão voltou e comandou o meio-campo alvinegro. Dennys fez uma defesa salvadora que fez justiça ao que os dois times mostraram em campo.

Mas o aviso ficou…

 

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Confronto de Máquinas

Março de 2006: Brasiliense 2 x 1 CEC.
Março de 2006: Brasiliense 2 x 1 CEC.

Ceilândia e Brasiliense se enfrentam às 17h deste sábado num confronto que promete ser absolutamente complexo.

O Brasiliense mudou a sua maneira de jogar. O time deste ano, já ensaiava essa mudança desde o ano passado, é um time que faz da defesa a sua maior virtude. Há algo de Ceilândia no time amarelo.

O Ceilândia, por sua vez, é um time que trabalha em um nível de exigência muito alto. Nos últimos anos o Ceilândia entendeu que o jogo é também mental: exige técnica, mas exige acima de tudo estar preparado mentalmente.

Nesse quesito o Brasiliense também é forte. A defesa menos vazada da competição tem mostrado que o Brasiliense, diferentemente do ano passado, não é um time que se irrita com o adversário. Aqui mais uma vez os times se aproximam.

Em campo, será um duelo interessante. Os dois times pouco se importam com o adversário, fazem pequenas adaptações apenas. O estilo continua o mesmo.

Mesmo na preparação os times se assemelham. Tanto Ceilândia quanto Brasiliense fazem do segredo a sua maior arma.

Estratégias à parte, o fato é que não existe tanto segredo assim. O time do Ceilândia tem mais experiência no campeonato local e, a rigor, um time mais técnico. O Brasiliense tem  a seu favor a maior eficiência. Cria pouco, mas o pouco que cria aproveita.

Vai ser um jogo interessante, quem piscar primeiro ou mudar o seu estilo de jogo pode perder.