
Mais uma vez a partida entre Ceilândia e Brasiliense foi extremamente interessante em todos os aspectos. Futebol é muito complexo, mas o aspecto tático das duas partidas parece ter sido determinante.
Nas duas oportunidades o Brasiliense jogou como jogava o antigo Ceilândia. Um time com forte vocação defensiva, com uma forte bola aérea e que não perdoa os erros adversários. E porque o futebol tem as suas ironias, os dois gols do Brasiliense vieram de erros do Ceilândia.
No primeiro, o lateral Kabrine tinha a opção de se livrar da bola, mas preferiu chutá-la no corpo do adversário. O segundo gol tem o início muito parecido. Didão tem a opção de se livrar da bola e prefere disputar o pé-de-ferro com Andrade. Perde na dividida e o volante vai até o fundo e cruza para o segundo gol do adversário. Dois erros: dois gols sofridos.

Mas esse não foi o maior problema. Ao marcar em seu próprio campo, o Brasiliense deixava o time do CEC tocando a bola em seu próprio campo. Sem inspiração e sem opções táticas, o CEC não conseguia sair com qualidade. O CEC não achou o ponto de equilíbrio nas partidas. Teve o domínio, mas não transformou isso em gol.C
Como consequência, o CEC acelerava o jogo a partir do meio numa tentativa desesperada de fugir da marcação adversária. Isso criava outro problema com o aumento de espaço entre o ataque e a defesa alvinegras. O Gato não achava um ponto fraco. Paciência, isso às vezes acontece!
O problema é que a lentidão na defesa era punida com a diminuição dos espaços à medida em que a marcação se encaixava no campo de defesa do Brasiliense. Nada diferente do que se espera o CEC encontrará quando jogar em casa contra seus adversários da Série D. Para jogar fora, o CEC terá mais espaços e nisso o time já mostrou que manda bem.
Adelson deve estar coçando a cabeça…