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Com requinte de crueldade: Ceilândia Vice-campeão Candango de 2016

O Ceilândia não tem uma grande torcida, mas o número de torcedores surpreendeu
O Ceilândia não tem uma grande torcida, mas o número de torcedores surpreendeu

O Ceiândia teve que se contentar com o vice-campeonato candango de 2016. Pode não ser o melhor dos mundos, mas com certeza é um feito que garante vaga na Série D 2016 e 2017, assim como na Copa do Brasil 2017 e na Copa Verde 2017.

Filipe Cirne ficou no banco: terá que fazer cirurgia
Filipe Cirne ficou no banco: terá que fazer cirurgia

Não era uma tarefa fácil, todos sabiam. O Ceilândia fora melhor que o Luziânia na partida de ida, perdera ao menos seis chances claras de gol, com direito a duas bolas no travessão. Não obstante, o adversário vencera por 2 x 0, obrigando o Gato Preto a vencer por três gols de diferença.

Clécio não rendeu na nova formação: foi substituído
Clécio não rendeu na nova formação: foi substituído

O Ceilândia mudou a sua forma de jogar. As saídas de Bruno Morais e Claudecir tornava o jogo do Ceilândia um pouco mais denso, lento e, porque não dizer, seguro. Não obstante, era um jogo menos flúido no ataque.

Wallace foi um dos destaques da competição: Badhuga lhe deu segurança'
Wallace foi um dos destaques da competição: Badhuga lhe deu segurança

O fato é que, no jogo de hoje, o Ceilândia teve o domínio do primeiro tempo e ameaçou a meta adversária por diversas vezes, mas nunca em situações claras de gol como do jogo passado.

Nas vezes que chegou à meta adversária, a bola sempre esteve mascada e isso facilitou as defesas de Edmar.

Rodrigo Raposo foi condescendente com a cera do Luziânia
Rodrigo Raposo foi condescendente com a cera do Luziânia

Veio o segundo tempo e o Luziânia voltou um pouco melhor. Não por muito tempo. O Ceilândia retomou a iniciativa do jogo e martelou o seu gol insistentemente. A torcida do Luziânia, em maior número, permanecia apreensiva…

Tal como na primeira etapa, as chances claras de gol não surgiam. O Luziânia, cômodo na sua imensa vantagem, não se arriscava.

Cassius é o maior jogador da história do Ceilândia: entrou nos minutos finais
Cassius é o maior jogador da história do Ceilândia: entrou nos minutos finais

Nos minutos finais, o Ceilândia foi para o tudo ou nada. O time precisava fazer ao menos dois gols para levar o jogo para os pênaltis. Léo era um espectador privilegiado.

Allan Dellon: uma temporada descente
Allan Dellon: uma temporada descente

As entradas de Cassius e Wesley e as próprias circunstâncias do jogo fizeram com que o Ceilândia pressionasse ainda mais o Luziânia, mas o gol não vinha.

Cassius ganha pelo alto: rente à trave
Cassius ganha pelo alto: rente à trave

O Gato esteve muito próximo de fazer o  gol ao menos duas vezes: com Liel (que fez a sua melhor partida na competição) e com Cassius (que historicamente sempre levou vantagem sobre Perivaldo). O gol não saiu.

Wesley reclamou penalti no toque de mão: contra o Brasiliense, o Ceilândia teve dois penaltis contra si em lances da mesma natureza
Wesley reclamou penalti no toque de mão: contra o Brasiliense, o Ceilândia teve dois penaltis contra si em lances da mesma natureza

O Ceilândia ainda poderia ter saído na frente do marcador se o árbitro Rodrigo Raposo tivesse assinalado o penalti pedido por Wesley quando Perivaldo, no chão, desviou a bola com o braço. Mas o árbitro mandou o lance seguir.

Luziânia comemora: um gol na única chance
Luziânia comemora: um gol na única chance

O Ceilândia era valente, lutava insistentemente pela vitória. A torcida do Luziânia, apreensiva, mesmo com a imensa vantagem, somente soltou o grito de “é campeão” aos 41 minutos do segundo tempo.

O Ceilândia era melhor, mas o futebol às vezes atua com requintes de crueldade. O Ceilândia pode ter uma série de defeitos, mas não merecia o que a sorte lhe reservava. Aos 43, Tatui ficou cara a cara com Léo e fez Luziânia 1 x 0.  O resultado era por demais cruel para aquilo que fora demonstrado em campo.

Comissão Técnica do Ceilândia atônita com o gol do Luziânia: deuses do futebol abusaram da crueldade
Comissão Técnica do Ceilândia atônita com o gol do Luziânia: deuses do futebol abusaram da crueldade

O Ceilândia ainda tentou o empate, pressionou, mas Edmar esteve iluminado nesses dois jogos. Rodrigo Raposo apontou o final do jogo.

Rodrigo Raposo aponta o meio de campo: Ceilândia vice-campeão candango de 2016
Rodrigo Raposo aponta o meio de campo: Ceilândia vice-campeão candango de 2016

O Ceilândia é vice-campeão candango de 2016. Há um certo sentimento de dor pela perda do título. Não seria diferente… mas há algo que diz que também há algo por ser comemorado.

Em tempo: o título do Luziânia foi merecido pela excelente campanha que fez.

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CEC empata com Sobradinho e vê liderança correr risco

No primeiro tempo, o CEC somente levou perigo em bolas paradas
No primeiro tempo, o CEC somente levou perigo em bolas paradas

O Ceilândia tropeçou em casa, neste sábado, diante do Sobradinho.

O empate em 1 x 1 mantém o CEC na primeira colocação do grupo, mas agora está ao alcance de seus adversários.

O primeiro tempo do Ceilândia foi de matar. O time não se encontrou em campo e foi incapaz de trocar três passes em profundidade. Além disto, viu o Sobradinho fazer 15 primeiros minutos iniciais primorosos.

Tallys entrou ainda no primeiro tempo e mudou o rumo do jogo
Tallys entrou ainda no primeiro tempo e mudou o rumo do jogo

Muito disso se deveu ao gol de falta marcado por Felipe logo aos 5 minutos de jogo. O Ceilândia sabia que teria de procurar o empate, mas não sabia como.

A partir do vigésimo minuto, o CEC até que passou a ter mais posse da bola, mas quem tinha o controle da partida era o Sobradinho. Ancorado em contra-ataques rápidos e inversões entre os seus meias e volantes, o alvinegro serrano rondou a área alvinegra com mais qualidade que o Ceilândia.

Veio o segundo tempo e o que se assistiu foi a um verdadeiro massacre do Ceilândia. O CEC encurralou o adversário contra o seu campo de defesa e  esteve várias vezes por empatar. A verdade é que, tal como o Sobradinho em seu melhor momento, o Ceilândia era incapaz de criar situações claras de gol.

Allan Dellon não tem sido brilhante, mas não tem faltado luta
Allan Dellon não tem sido brilhante, mas não tem faltado luta

Pode-se dizer que Tallys, Dimba e Cassius estiveram a ponto de marcar, mas foram situações sem muita clareza de gol.

Diante de tamanho domínio, Adelson simplesmente encheu o time de atacantes. Sacou Thompson e Perivaldo e colocou ninguém menos que Luiz Fernando e Nelisson. No primeiro tempo já sacara André Oliveira para colocar Tallys.

Ceilândia comemora o gol de Dimba: massacre no segundo tempo
Ceilândia comemora o gol de Dimba: massacre no segundo tempo

A verdade é que tanto o Ceilândia foi ao gol do Sobradinho que aos 38, Dimba, sempre ele, num lance de verdadeiro oportunismo empatou a partida.

Nos minutos finais o CEC até que manteve a iniciativa, mas não conseguiu o gol da vitória.

O resultado em si é ruim. O Ceilândia agora está ao alcance de seus concorrentes. Para piorar, nas próximas quatro rodadas fará três jogos como visitante. Em outras palavras: a classificação será decidida fora de casa!

O CEC formou com Darci, Thompson (Luiz Fernando), Panda, Badhuga, Perivaldo (Nelisson)  e Kabrine; Liel, Andre Oliveira (Tallys), Allan Dellon, Dimba e Cassius.

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Sobradinho já culpa a arbitragem

Na última partida apitada por Rodrigo Raposo: Marquinhos Bahia expulso e vitória sofrida
Na última partida apitada por Rodrigo Raposo:  vitória sofrida

Ceilândia e Sobradinho se enfrentaram pela primeira vez em 2 de julho de 1980, num empate em 1 x 1. De lá para cá são mais de 30 anos de história no futebol candango. O Sobradinho voltou à primeira divisão local, depois de alguns anos e conseguiu terminar na quarta colocação.

Beneficiado pela desistência do Luziânia, o Sobradinho montou o time às pressas, mas com qualidade. O time conta com Comissão Técnica e jogadores de renome no futebol local.

O Ceilândia sabe que a partida de hoje é perigosa. O Sobradinho vai se valer de tudo para superar a sua falta de preparação  e conseguir um bom resultado. Já se ouve pressão sobre a arbitragem, sinal inequívoco que os fins justificam os meios.

Ceilândia tranquilo: ao desviar os olhos para arbitragem, Sobradinho procura desviar os problemas
Ceilândia tranquilo: ao desviar os olhos para arbitragem, Sobradinho procura desviar os problemas

O Ceilândia está tranquilo, mas tem que estar atento a tudo. Rodrigo Raposo é um dos bons árbitros do futebol local. O CeilandiaEC, por padrão,  não perde tempo com a arbitragem. 30 anos de estrada já demonstraram que poucos são os árbitros que atuam verdadeiramente com má fé. Os demais acertam e erram como qualquer pessoa.

A última partida do Ceilândia apitada por Rodrigo Raposo foi em março de 2011 diante do Botafogo-DF. Aquela partida ficou marcada pelo golaço de Cassius, que emendou um petardo do meio de campo e surpreendeu o goleiro adversário.

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Três desfalques e sem mudança de postura

Adelson: preocupação a flor da pele
Adelson: preocupação a flor da pele

Adelson está preocupado, todos estão preocupados. Panda, William e Daniel são desfalques certos para a primeira partida da decisão do campeonato metropolitano de 2010 (Rodrigo Raposo apita). A Polícia Militar autorizou a colocação de quatro mil ingressos a venda. Destes 1000 ingressos para a torcida do Brasiliense. O dispositivo de segurança começa a ser montado nesta sexta-feira (uma barreira de metal será colocada para separar as torcidas). Os ingressos serão vendidos a 10 reais. O estádio tem a capacidade formal estipulada em 1500 lugares sentados. O maior público do Abadião foi registrado em 22 de março de 1987, no empate sem gols com o Brasilia, na decisão do primeiro turno daquele ano. 5011 ingressos foram vendidos naquele dia.

O técnico Adelson de Almeida compreende que as ausências afetam e muito a espinha dorsal da equipe. Para o lugar de Panda não há dúvida. Celso Moraes entra na defesa. Com a entrada de Celso o Ceilândia ganha um jogador com boa estatura no confronto com a forte jogada de bola aerea do adversário.

Os problemas aumentam na hora de substituir William. Não há no elenco do Ceilândia jogador com as mesmas características ofensivas do habilidoso lateral esquerdo do Gato. Uma opção seria improvisar um meio-campista na lateral esquerda. Ã? pouco provável que Adelson faça isto. Há uma preocupação especial com o lado direito do Brasiliense. Ã? por ali que Iranildo, quando joga, ou Pedro Ayub fazem um-dois sobre o lateral adversário, permitindo o ataque pela direita ou a inversão para o lado esquerdo, conforme o sistema defensivo do adversário é desarticulado. O mais provável é que Augusto entre na lateral esquerda.

O maior problema é o substituto de Daniel. O nome mais certo seria Tezelli. Outra opção é Liel. Nenhuma das opções agrada ao torcedor. Tanto Liel, zagueiro de origem, quanto Tezelli têm problemas com o passe. A ausência de William complica ainda mais a saida de bola. A vantagem de Liel é que o Ceilândia ao menos fica mais forte na disputa da segunda bola, já que durante todo o campeonato sistematicamente não ganha a primeira bola de reposição em jogo.

As opções devem deixar Adelson muito preocupado. Os jogadores são guerreiros, mas não se vence um campeonato apenas na base da vontade. Com esse time o Ceilândia dependerá e muito da velocidade de Cafu contra a defesa pesada do Brasiliense. Aproximam-se 90 minutos de muito sofrimento. A sensação é a de que se o Ceilândia sair na frente será muito difícil para o Brasiliense empatar, mas se o contrário ocorrer as opções não revelam uma grande capacidade de reação do Gato. Amanhã veremos.

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