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Hoje tem líder contra vice-líder

Maurício: titular nesse início de campeonato, deixou a equipe
Maurício: titular nesse início de campeonato, deixou a equipe

Hoje à tarde, na Área 14, o Ceilândia fará a sua quarta antepenúltima partida no primeiro turno do campeonato metropolitano de 2012. O adversário será o Sobradinho, vice-líder do grupo B, com seis pontos e que vem de golear o Formosa por 5 x 1. O preço do ingresso teria sido reduzido para 5 reais e isso é uma boa notícia.

O Ceilândia é líder do grupo A da competição e passou por um começo de semana conturbado, após a  inesperada saída do técnico Ricardo Oliveira. Para essa partida o técnico Adelson de Almeida não terá o lateral Maurício, titular nesse início de competição.  Darci e Dimba permanecem como dúvidas. Por outro lado, Adelson já poderá contar com os reforços do zagueiro Felipe e do meio de campo Diego Marangon.

Esperança de que Dimba volte!
Esperança de que Dimba volte!

A partida de hoje está sendo encarada com muita seriedade pelo Ceilândia. Depois do último empate em casa, diante do Luziânia, a equipe ficou com a obrigação de agradar aos seus torcedores. Até agora as únicas vitórias foram obtidas fora de casa. Na última partida os jogadores reclamaram que o atraso no início da partida, em quase uma hora, desconcentrou o time.

Os problemas do último jogo podem repercutir, também, no público. A expectativa de público é pequena: a torcida também andava ressabiada com o preço dos ingressos.

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Adelson enfrenta os mesmos problemas, mas com otimismo

Gustavo: improvisado no meio
Gustavo: improvisado no meio

Adelson teve os seus primeiros dias como comandante efetivo da equipe e a sua impressão não parece ser muito diferente da impressão de Ricardo Oliveira. O time é bom, mas precisa de reforços. Não é novidade.

A se tirar pela versão apresentada por Ricardo Oliveira, todo o desenrolar dos fatos que levaram à saída parece muito igual aos fatos que levaram à saída de Da Silva em 2002. Na época o Ceilândia tinha um excelente time, no qual se destacavam Ricardinho, Bobby, Gilson, Pituca, Maninho e Cassius. Se for verdade, a direção vai ter problemas: Adelson, os técnicos em geral, também gosta e às vezes precisa improvisar.

Em 2002, Bobby era uma grande promessa do futebol local. Fora campeão juvenil pelo CEC em 1998 e jogador revelação do campeonato profissional em 2001 como meia-esquerda. Um belo dia, Da Silva escalou Bobby para atuar de lateral-esquerda. Foi uma comoção. O Ceilândia perdeu para o CFZ, que se sagraria campeão invicto naquele ano, e Da Silva perdeu o emprego. Bobby fez e ainda faz a sua carreira como lateral-esquerdo.

Bobby: um dos ídolos do passado
Bobby: um dos ídolos do passado

Adelson passou por isso em 2011 e sabe que não fará milagres. O problema da equipe parece ser de característica de seus jogadores. Todos eles são bons naquilo e possuem, mudado o que deve ser mudado, as mesmas características. O problema é que um time não é o somatório das características individuais de seus jogadores. Jogadores com características iguais   tendem a se anular.

Ricardo Oliveira parece ter tentado mudar isso. Ao tentar colocar Gustavo na meia tentava copiar a movimentação do time do Luziânia. Esse tipo de movimentação levou ao Ceilandense a apresentar o melhor futebol do DF em 2010, ano em que o Gato foi campeão. Isso é o mais importante e pode ter passado despercebido.

Em 2010 Adelson  improvisou diversas vezes, até achar a formação ideal. Em 2011 foi criticado diversas vezes por improvisar de mais e acabou demitido. Como gerente de futebol sabe das deficiências do time, mas afirma que está difícil contratar reforços. Faz parte do futebol.

Adelson sabe que o CEC é um time de pegada, de chegada e que nos momentos decisivos é um time temido por todos. Isso faz toda a diferença. Falando ao SiteCEC, o treinador esbanjou otimismo: sabe que o time é de chegada. Preocupa-lhe apenas o dia-a-dia, porque sabe que o dia-a-dia no Ceilândia é sempre de enorme instabilidade e ele já foi vítima disso, como foram Marquinhos Bahia e Ricardo Oliveira. Nesse ponto a diretoria está certa: Se o Ceilândia pensa grande e quer ser campeão, não há espaço para ninguém trabalhar na zona de conforto.

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Gato está quase pronto para a estréia

Ricardo Oliveira: alteração na defesa e time mais equilibrado
Ricardo Oliveira: alteração na defesa e time mais equilibrado

O Ceilândia não terá folga nesses dias que antecede à estréia. O time treinou na manhã deste sábado, treinarà à tarde no Rorizão, volta a treinar no domingo e encerra a fase de preparação no CT na segunda. Tudo o que tiver de ser feito até a estréia será feito nesses dias.

No treino deste sábado foi possível notar uma grande evolução na forma de jogar do time. Os espaços que foram a razão de diversas críticas foram consertados. É verdade que vez ou outra os jogadores se perdem, mas a verdade é uma só: na segunda fase do treinamento era possível ver algo de consistência no time. A despeito da evolução, há muito o que corrigir em termos táticos. Do ponto de vista físico há muito que trabalhar, principalmente em relação aos atletas que se incorporaram ao time recentemente.

John Kleber: de volta ao Gato
John Kleber: de volta ao Gato

Dentre esses atletas estão Mauricio, Anchieta e Everson recentemente contratados. Dos três Maurício parece em melhores condições físicas.  No geral os três se movimentaram bem no treinamento deste sábado, mas percebe-se claramente a falta de entrosamento. O goleiro Pedro Vinicius, vindo do Paraná, também treinou e está integrado ao elenco. Dentre as diversas caras novas uma bem familiar ao torcedor do CEC: John Kleber, preparador físico, está de volta ao Gato.

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CEC acelera o ritmo com Adelson e reforços

Panda e Badhuga: provável dupla de zaga do CEC
Panda e Badhuga: provável dupla de zaga do CEC

Por volta de meio-dia de ontem, Adelson voltou a se reunir com parte da diretoria e representantes dos atletas. O carinho de todos fez com que reconsiderasse a posição inicial e se mantivesse à frente do futebol do CEC. Esse carinho pode ser sentido a partir das manifestações no Facebook. 

Adelson ficou e já foi logo anunciando as novas contratações do Gato para a competição. Vieram Maurício, lateral-direito que atuou no Monte Azul-SP, Vitor, lateral-esquerdo com passagem pelo Brasiliense e o zagueiro Everton, vindo de Londrina, no Paraná.

Ao tempo em que alguns jogadores chegam outros saem: Heleno e Edmar, segundo Almir de Almeida, deixaram o elenco.

A volta de Adelson de Almeida parece colocar um fim numa semana movimentada e decisiva no CEC. As mudanças ocorridas mexeram com todos e o clima mudou para melhor.  O ânimo para o trabalho está alto, com todos atentos aos mínimos detalhes mas sem perder a serenidade, algo importante nesses momentos. Faltando poucos dias para a estréia isso é bom. A habilidade do técnico Ricardo Oliveira neste momento será decisiva.

Em meio a tudo isso, o campeonato também passa por seus momentos de turbulência. Sem aporte do Governo dois clubes dizem não ter condições de disputar: Ceilandense e Brazlândia. O Brasília se vê ameaçado pela possibilidade de o Dom Pedro contestar a participação desse clube no campeonato. Em suma: que o campeonato começará, começará. O problema é saber se termina.

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