Tag: Caxias

Junior e Rogério: todos estão sofrendo

Começar de novo!

Fé: A torcida acredita na reação
Fé: A torcida acredita na reação

O Ceilândia fez um check list e descobriu que do ponto de vista formal tudo está certo: os salários estão  rigorosamente em dia; o técnico é um dos melhores da cidade; o preparador físico é uma pessoa disputada; o preparador de goleiro é competentíssimo; o mordomo e a equipe de apoio são pessoas e profissionais exemplares. Ainda sob o ponto de vista formal o Ceilândia tem um elenco que sob qualquer aspecto está entre 5 melhores de todo o Centro-Oeste.

A análise foi mais adiante e revelou que há uma razão para o time estar tão mal: todos estão muito pressionados: diretoria, comissão técnica, equipe de apoio e jogadores. Todos estão sentindo o peso de ser campeão do Distrito Federal, porque isso mudou a vida de todos e do Ceilândia. Há muita pressão e essa pressão mudou o comportamento da equipe como um todo. Todos têm medo de errar. O jogador tem medo de errar, o técnico tem medo de errar, os diretores tem medo de errar. Com isso, todos atuam de forma previsível para os adversários

Diante do quatro, ouviu-se diretores, membros da equipe de apoio, membros da comissão técnica e alguns jogadores e se descobriu que o bicho não é tão feio assim. O Ceilândia e sua enorme capacidade ainda estão latentes, vivos no coração de cada um. Descobriu-se que há valores mais importantes que vencer a qualquer custo até porque, a qualquer custo, a vitória não vem. Então o que teremos pela frente é um novo Ceilândia que privilegiará o que mais de importante possui: os homens de sua equipe.

Esse novo Ceilândia começa a ser montado a partir desta sexta-feira. É possível que uma ou outra pessoa deixe a equipe, mas de acordo com a diretoria essa responsabilidade será dessa pessoa. A princípio todos entraram juntos nesse momento e todos devem sair juntos.

O dilema de Adelson

O dilema de AdelsonAdelson é reconhecidamente um bom treinador. Conhece o ser humano como poucos, mas parece evidente que deixou de ser ele mesmo. Algo mais que os resultados deve estar a incomodá-lo. Adelson sempre foi uma mistura de explosão e companheirismo. Hoje não é nem uma coisa, nem outra.  Não parece que o problema sejam os jogadores; estes tem se dedicado bastante, ou ao menos a imensa maioria. Um ou outro problema em um elenco de trinta homens é normal. Pode ser que seja algo alheio a sua propria esfera de decisão, mas Adelson não pode esperar.

A responsabilidade pelos resultados recai primeiro sobre ele. Depois as pessoas vão pensar em jogadores e, por último, nos dirigentes. O mais correto seria que os dirigentes adotassem as medidas necessárias a proteger o treinador, já tão desgastado pelos últimos resultados. Adotar as medidas necessárias não significa medidas extremas, desproporcionais ao momento. Medidas necessárias são aquelas adotadas com calma, serenidade e no tempo adequado e, se for o caso, com a anuência dos líderes do grupo. Adotar as medidas necessárias significa, acima de tudo, não abandoná-lo à própria sorte nesses momentos tão difíceis, fazer-se presente nos treinamentos, obrigar que cada um cumpra a sua parte nos contratos firmados com o Ceilândia, não apenas o treinador.

Não é hora para amiguinhos. É hora de profissionalismo. O processo todo reflete uma linha de montagem em que cada um possui responsabilidades. Cada um intervém no tempo certo, nem antes, nem depois. O produto final reflete ou não a harmonia da linha de montagem. Se alguém perder o tempo, o produto final será prejudicado.

Dentro de campo, bem, dentro de campo Adelson já mostrou que sabe fazer e os jogadores também.

Campeão Humilhado: 5 x 0

Pedro Henrique passa por Pedrão: um dia para esquecer
Pedro Henrique passa por Pedrão: um dia para esquecer

Horas antes do jogo Adelson de Almeida estava apreensivo. O seu maior temor estava na possibilidade de o Caxias jogar com três atacantes, tal como a composição da delegação do Caxias denunciava. Adelson confidenciou que com as características de seus atletas teria dificuldades. O temor de Adelson se concretizou: O Caxias iniciou com Everton, Pedro Henrique e Lima no ataque.

Mas isso não foi determinante: Bastaram poucos minutos para perceber a diferença no nível de rotação das equipes. Enquanto o Ceilândia girava a 33 o Caxias girava a 66 rotações por minuto, ou quilometros por hora, conforme se deseje.

Mesmo assim, foram nos primeiros minutos, numa autêntica briga de rua, em que os times trocaram golpes abertamente, que o Ceilândia teve as melhores chances da partida, antes mesmo que o Caxias. O Gato

Chance perdida: o jogo seria outro
Chance perdida: o jogo seria outro

Preto somente não contava que numa jogada despretensiosa o Caxias abrisse o marcador aos 15 minutos, com o zagueiro Neto aproveitando uma bobeada geral.

O Ceilândia não sentiu o golpe. Tentou bravamente ir ao ataque, mas apenas três minutos depois, tomou o segundo gol: Lima aproveitando passe na medida de Everton.

Depois disso o time sentiu e os gols foram se sucedendo:  Lima aos 29, Pedro Henrique aos  38 e Everton aos 45 do primeiro tempo selaram o marcador.

Veio o segundo tempo apenas para efeitos protocolares. Não houve jogo. O Ceilândia tentou, tentou e tentou o gol de honra. Não criou as oportunidades, nem fez o gol. O Caxias goleou o Ceilândia na sua própria casa. Como isso dói!

Resta um consolo: se o time antes não reagia a diversos estímulos,  agora não há como não reagir ao  tremendo golpe porque passou agora. É impossível não reagir, para o bem ou para o mal. O time é bom, apenas perdeu o caminho desde a derrota diante do CFZ. Ainda há tempo de dar a volta por cima e gritar é campeão.

8 de março de 2006, Fonte Nova: Dia histórico

CEC vs Caxias em frente ao lote 14

Jonhes faz o segundo do CEC contra o Bahia
Jonhes faz o segundo do CEC contra o Bahia

O Ceilândia tem um duelo importante hoje à tarde em frente ao lote 14 , onde está o Abadião.  A equipe estréia nesta quarta-feira, às 17h00, no Abadião,  na Copa do Brasil. O jogo terá ingressos a 10 reais e o adversário será o Caxias do Rio Grande do Sul. O técnico Adelson de Almeida gostou da possibilidade de momentaneamente retirar o foco do Campeonato Metropolitano porque acredita que uma vitória hoje poderá recuperar o moral da equipe. O Ceilândia vem de cinco jogos sem vencer, os quatro últimos empates.

TEORIA DO COPO MEIO CHEIO

Adelson acredita que o time fez as suas duas melhores partidas contra Gama, a quem considerou o time mais ajustado da competição, e Formosa. Uma vitória hoje pode mudar o discurso e o time estaria há cinco jogos sem perder, discurso a ser levado para o jogo diante do Brasília. Além disso, jogadores e comissão técnica afirmam que o Ceilândia gosta de jogo do tipo mata-mata e que o time cresce em decisões.

Para a partida de hoje Adelson ainda não poderá contar com Panda e Allan Dellon.

RETROSPECTO

O Ceilândia já disputou quatro jogos na Copa do Brasil. Em 2006, jogou contra o Bahia na primeira fase. Na primeira partida, no Abadião, empate sem gols. Em Salvador, na Fonte Nova, vitória do Gato por 2 x 1. Foi o jogo de maior público na história do Ceilândia. Na segunda fase, o time deixou escapar a vitória diante do Fortaleza empatando em 1 x 1 no Abadião. Depois, foi eliminado em Fortaleza por 3 x 1.

Nunca fiquei 5 jogos sem vencer!

Adelson comanda o treino: momentos difíceis
Adelson comanda o treino: momentos difíceis

O técnico Adelson de Almeida falou ao SiteCEC sobre o momento atual do Ceilândia. Adelson contou que tem orgulho do grupo montado pelo Ceilândia. Falou que o time tem evoluído nos últimos jogos, mas tem faltado sorte. Acrescentou que tecnicamente o time é forte e, porque está crescendo na hora certa, tem tudo para ser campeão.

SiteCEC: Qual a sua avaliação?

Adelson: Acho normal. Os resultados são normais, mas a sequencia nos deixa intranquilos. Há um clima de intranquilidade no ar. Os jogadores estão motivados, conscientes das dificuldades. Ninguém esperava que fosse ser fácil, que os adversários iriam entregar o jogo prá gente.

SiteCEC: A diretoria tem dado o respaldo necessário?

Adelson : A diretoria tem agido no momento certo e montou um grupo forte, contratando jogadores em nível de futebol brasileiro. Jorginho Paulista e Goeber, por exemplo, poderiam estar, na pior das hipóteses, em qualquer time da Série B do Campeonato Brasileiro. O Ceilândia é um time forte técnica e mentalmente. Com a primeira vitória vai voltar a sorrir… esse é um dos problemas… o Ceilândia é um time que não sorri.

SiteCEC: Você pode exigir mais dos jogadores?

Adelson – Não tem mais como exigir dos jogadores. Eles estão dando tudo de si, correndo, dando carrinho, não perdendo divididas… então o problema não está na falta de disposição. Em alguns momentos tem faltado sorte… noutros uma pequena desatenção, por menor que seja, tem sido fatal. Tem faltado sorte, apenas.

SiteCEC: Então tem faltado atenção?

Adelson – Não é bem assim… os jogos tem sido duros. É natural um ou outro momento de desatenção. O problema é que os adversários tem uma chance e aproveitam essa chance. Nós saímos na frente contra CFZ, Botafogo e Brasiliense. Contra o Botafogo e Brasiliense tomamos o gol logo em seguida. O momento de euforia foi suficiente para desconcentrar o time… logo o time se recompôs, mas não teve a mesma sorte que o adversário.

SiteCEC – Qual a razão de tantos cartões?

Adelson – O time possuía alguns defeitos. Isso sobrecarregava os volantes e defensores. Esse defeito foi corrigido desde o jogo contra o Gama. Desde então o Ceilândia aumentou a sua posse de bola e o resultado pode ser sentido contra o Formosa. O time tecnicamente é bom. Ao evoluir também nesse aspecto (da posse de bola) o mais provável é que cheguemos ao quadrangular final no nosso melhor nível.

SiteCEC: Você cogitou em sair?

– Quero o melhor para o time. Quando eu vejo os jogadores se dedicando, todos eles querendo ser campeões, conversando entre eles sobre a melhor forma de fazer isso ou aquilo, eu me comovo. Por instantes cheguei a pensar que talvez uma nova abordagem, com um novo técnico, fosse o melhor… mas é difícil abandonar um trabalho quando você vê que ele tem tudo para dar certo, quando você vê que as coisas estão evoluindo e quando você vê que após cinco rodadas de insucessos os adversários avançaram apenas dois pontos a sua frente. Nunca fiquei 5 jogos sem vencer…

SiteCEC: Finalizando, qual o tamanho da sua responsabilidade?

Adelson – A minha responsabilidade é total. Se os jogadores estão fazendo aquilo que eu peço e o resultado não vem, pode ser que eu não esteja sabendo tirar deles exatamente aquilo que precisamos. É isso que me incomoda.

SiteCEC : E a Copa do Brasil?

Adelson : A nossa pretensão é fazer uma boa campanha, repetindo no mínimo a última participação do Ceilândia na Copa do Brasil, quando eliminou o Bahia na primeira fase. Conheço muito pouco do Caxias, mas o suficiente para saber que eles fizeram uma excelente campanha no Campeonato Gaúcho.

CEC enfrenta Caxias na Copa do Brasil

Festa da torcida

O Ceilândia inicia a sua campanha na Copa do Brasil 2011 enfrentando o Caxias do Rio Grande do Sul. A primeira partida foi marcada para o dia 16 de fevereiro de 2011, às 21h00, no Abadião. Com os olhos centrados essencialmente no campeonato local, o Técnico Adelson de Almeida considera que a sequencia de jogos justamente no início do returno do  Campeonato Metropolitano é um complicador por vários motivos. O principal motivo está no fato de que pode tirar o foco do time no campeonato local. Isso é uma preocupação.

Em 2006 o Ceilândia surpreendeu o Bahia na primeira fase e eliminou o tricolor baiano em Salvador. Depois da surpresa, o CEC, então dirigido por Mauro Fernandes, não mais se acertou e iniciou a maior sequencia de derrotas de sua história.

FUTEBOL DE TERCEIRA: um futebol que não se renova

Juniores disputou a Taça São Paulo em 2008: trabalho perdido
Juniores disputou a Taça São Paulo em 2008: trabalho perdido

Cassius é o maior artilheiro da história do Ceilândia. O atleta tem outro troféu em seu curriculum. Foi artilheiro das três divisões do futebol do Distrito Federal. Muito além do mérito do jogador, a façanha revela um problema: o futebol do Distrito Federal não se renova. Via de regra os jogadores e técnicos radicados no Distrito Federal que disputam a primeira, também disputam a segunda divisão. Apenas não disputaram a terceira em 2010 porque simplesmente essa divisão deixou de existir.

Renato Melo, Thompson, Marcelinho, Chefe, Bispo e Jose Lopes Risada são figurinhas carimbadas da primeira divisão do futebol do Distrito Federal. Não obstante, compuseram a base do CFZ, que volta ao degrau mais alto do futebol local.

Enquanto isso, não existe espaço para os jogadores formados no futebol local ganharem maturidade.  Na essência o futebol local criou uma espécie de reserva de mercado para alguns jogadores. Tenham ido bem ou mal na primeira divisão sempre restará uma possibilidade de bater uma bolinha na segunda divisão. A mesma reserva de mercado se mantém para técnicos, supervisores, massagistas e treinadores de goleiro. O futebol não se oxigena e não é competitivo.  Num esporte em que “quem não tem competência não se estabelece”, está mais que na hora de repensar a fórmula atual.