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Semifinais: nem o jogo, nem os times serão os mesmos

Mario Henrique e Gabriel tiveram muito trabalho pelos lados do campo
Mario Henrique e Gabriel tiveram muito trabalho pelos lados do campo

O Ceilândia vê com desconfiança o intervalo entre os 180 minutos que decidirão quem avança às finais de 2016.

O técnico Adelson de Almeida mantém o discurso: o Ceilândia é um time experiente, de boa técnica mas precisa manter a regularidade de seu desempenho, manter a firmeza e a serenidade. Se igualar o Brasiliense em disposição e concentração, aumentam as suas chances de sair-se vencedor no domingo.

Clécio e Bruno Morais tentaram a marcação alta e não conseguiram
Clécio e Bruno Morais tentaram a marcação alta e não conseguiram

Para isso, o time precisa evoluir, assim como o Brasiliense deve evoluir de quarta para domingo. Apesar de comumente dizer-se que se trata de um jogo de 180 minutos, isso não é propriamente verdade. Há muito tempo, um grande filósofo de nome Heráclito assentou uma das mais belas verdades:

Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio. Quando se volta novamente, nem o rio e muito menos você são os mesmos

Ceilândia mudou maneira de jogar: posicionamento precisa de ajustes para ganhar a segunda bola
Ceilândia mudou maneira de jogar: posicionamento precisa de ajustes para ganhar a segunda bola

Mudado o que deve ser mudado, o Ceilândia precisa aprender com seus erros da partida anterior, porque o Brasiliense certamente o fez. É contra esse Brasiliense melhorado, mais disposto e concentrado que o Gato Preto jogará nesse final de semana.

O técnico Adelson de Almeida não tem maiores problemas médicos. Filipe Cirne está fora da competição. Adelson ganhou com a melhora na produção de Didão e Kabrine.  Isso é um avanço. Clécio, que fez o gol da vitória diante do Brasiliense, fez uma partida apenas regular.

Erro da defesa obrigou Léo a uma saída atabalhoada: erros não podem se repetir
Erro da defesa obrigou Léo a uma saída atabalhoada: erros não podem se repetir

Clécio e Bruno Morais sofreram com as novas funções. No ataque esperavam a segunda bola à frente de Claudecir. Com isso, a segunda bola defensiva do Ceilândia era prejudicada pela enorme distância entre os volantes e Claudecir.  Bruno Morais e Clécio pouco produziram ofensivamente, mas a verdade é que foram importantes taticamente.

Adelson sabe que o lado esquerdo de sua defesa sofreu muito com as investidas de Patrick no primeiro tempo. O Ceilândia precisa melhorar porque o Brasiliense certamente o fará.

No mais, a confiança de que o CEC vai enfrentar um grande adversário e que, se igualá-lo em concentração e disposição, poderá sair de campo vitorioso. Nesses momentos, experiência e  melhor técnica contam. E isso está do lado alvinegro.

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Um tempo no cravo, outro na ferradura: 1 x 1

Filipe perde a melhor chance do Gato Preto no primeiro tempo
Filipe perde a melhor chance do Gato Preto no primeiro tempo

Ceilândia e Formosa empataram em 1 x 1 na tarde desta quarta-feira, em Sobradinho. A partida valeu pela segunda rodada do Candangâo 2015.

Mais uma vez jogando sem público, mas pela primeira vez terminando uma partida, o Gato Preto enfim pode ser avaliado.

Jogo duro, mas leal: times disciplinados
Jogo duro, mas leal: times disciplinados

O primeiro tempo foi do Ceilândia. Bem postado em campo, o alvinegro tomou a iniciativa do jogo. Nas oportunidades, contudo, os times estiveram iguais: as chances de gol vieram em erros do adversário.

Na segunda etapa o Formosa trocou de uniforme e de jogo. O time da saída norte  teve a iniciativa na maior parte do segundo tempo. Na prática, contudo, era um jogo de intermediária a intermediária, mas o Formosa era melhor.

Disposição de Vitor premiada com um amarelo
Disposição de Vitor premiada com um amarelo

Aos 20, Adelson resolveu mexer no time e colocou Pablo. Se melhorou não é possível dizer. O fato é que aos 23, EdiCarlos, em jogada individual, num bate-rebate por ele próprio criado, aproveitou-se do indecisão da defesa do Formosa e abriu o marcador.

Para um jogo em que nenhuma das equipes parecia ter inspiração suficiente para abrir o marcador, parecia que o Ceilândia venceria.

 

EdiCarlos abre marcador: Alegria durou pouco
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Dois minutos depois, veio a retribuição: Vitor tentou tirar a bola e, desequilibrado, serviu Maurício que empatou.

Ao final o empate foi justo. O Ceilândia mostrou que é um time organizado taticamente e isso já é uma grande virtude.

Já no final do jogo, atleta do Formosa vai para a ambulancia (sem maiores informações da gravidade)
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No segundo tempo, errou muito. Abusou de ligações diretas e da condução demasiada da bola em um campo pesado. A transição, apenas para ficar no lugar comum,  confundia velocidade com pressa.

O time, no segundo tempo,  parecia desconhecer que existe transição de lado a lado do campo e não apenas em profundidade, alternando o ritmo do jogo.

Os defeitos podem ser corrigidos, mas não trarão os dois pontos de volta.

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CEC acelera o ritmo com Adelson e reforços

Panda e Badhuga: provável dupla de zaga do CEC
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Por volta de meio-dia de ontem, Adelson voltou a se reunir com parte da diretoria e representantes dos atletas. O carinho de todos fez com que reconsiderasse a posição inicial e se mantivesse à frente do futebol do CEC. Esse carinho pode ser sentido a partir das manifestações no Facebook. 

Adelson ficou e já foi logo anunciando as novas contratações do Gato para a competição. Vieram Maurício, lateral-direito que atuou no Monte Azul-SP, Vitor, lateral-esquerdo com passagem pelo Brasiliense e o zagueiro Everton, vindo de Londrina, no Paraná.

Ao tempo em que alguns jogadores chegam outros saem: Heleno e Edmar, segundo Almir de Almeida, deixaram o elenco.

A volta de Adelson de Almeida parece colocar um fim numa semana movimentada e decisiva no CEC. As mudanças ocorridas mexeram com todos e o clima mudou para melhor.  O ânimo para o trabalho está alto, com todos atentos aos mínimos detalhes mas sem perder a serenidade, algo importante nesses momentos. Faltando poucos dias para a estréia isso é bom. A habilidade do técnico Ricardo Oliveira neste momento será decisiva.

Em meio a tudo isso, o campeonato também passa por seus momentos de turbulência. Sem aporte do Governo dois clubes dizem não ter condições de disputar: Ceilandense e Brazlândia. O Brasília se vê ameaçado pela possibilidade de o Dom Pedro contestar a participação desse clube no campeonato. Em suma: que o campeonato começará, começará. O problema é saber se termina.

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