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Não deu liga em 2014

Sandro fez a sua melhor partida com a camisa alvinegra.
Sandro fez a sua melhor partida com a camisa alvinegra.

O Ceilândia perdeu para o Brasília na noite desse domingo, 30, e está fora do Campeonato Candango de 2014.

Foi uma partida muito disputada e na qual o Ceilândia teve as melhores oportunidades de gol, mas um vacilo nos minutos finais sacramentou a derrota.

CEC não tinha volume de jogo: Gilmar Herê foi um gigante, mas a bola sempre voltou rápida
CEC não tinha volume de jogo: Gilmar Herê foi um gigante, mas a bola sempre voltou rápida

Com um time muito modificado, com as estrelas no banco ou sequer relacionadas, o Ceilândia deu ao seu torcedor mais do mesmo: muita luta, muita disposição, muita entrega, mas pouco futebol.

O Ceilândia era um time que fazia força para jogar futebol. As suas chances de gol nunca foram decorrência natural do futebol apresentado, mas da garra e determinação. Garra e determinação, sozinhos, não ganham jogo.

Dudu Lopes é um jogador de aproximação:  jogador certo no time errado.
Dudu Lopes é um jogador de aproximação: jogador certo no time errado.

O segundo tempo foi exatamente igual. Nas poucas vezes em que o Ceilândia levou perigo, invariavelmente com o incansável Gilmar Herê, o goleiro Arthur estava lá para fazer boas defesas.

Nos minutos finais, o Ceilândia errou na saída de bola. Matheuzinho foi lá deu número finais ao jogo.

A campanha de 2014 foi uma das mais conturbadas da história alvinegra. Há mais de vinte anos o CEC não perdia tantos jogos em uma só competição.

 

Ambiente vira arma do Ceilândia na reta final

O clima descontraído cede diante da responsabilidade de conquistar o título
O clima descontraído cede diante da responsabilidade de conquistar o título

Nos últimos dez anos, o Ceilândia foi campeão candango duas vezes, foi vice outras tantas e finalista tantas outras.

Desta vez há algo diferente: o ambiente.

O Ceilândia demorou a engrenar na competição. O time foi sendo montado aos poucos, mas hoje o ambiente é tranquilidade.

Gilson, pensativo: clima é bom, mas sem espaço para oba-oba
Gilson, pensativo: clima é bom, mas sem espaço para oba-oba

Há certa tensão no ar, natural de uma competição. O time sabe onde pode chegar e recuperou o respeito do adversário.

Para o treinador Adelson de Almeida tudo isso é consequencia de muitos fatores; além dos fatores extracampo, os jogadores sabem da sua importância para o grupo. Mesmo os suplentes sabem que terão oportunidades e responsabilidades.

Claudio Luiz, Cassius e Alan Delon: breve pausa para o descanso antes da batalha dessa quinta
Claudio Luiz, Cassius e Alan Delon: breve pausa para o descanso antes da batalha dessa quinta

É contando com esse fator que o Ceilândia vai a campo nesta quinta-feira enfrentar o já rebaixado Capital em busca de uma vitória que pode lhe trazer a quarta colocação.

O adversário do Ceilândia nas quartas-de-final ainda está indefinido. Em circunstâncias normais, esse adversário será o Sobradinho. A segunda maior probabilidade é a de enfrentar o Gama.

No futebol não existe esta de “circunstâncias normais”. Na última rodada o Ceilândia pode terminar em quarto ou oitavo. Está tudo em aberto.

Ceilândia empata e G4 fica mais difícil

Dimba aproveita vacilo alvinegro e abre o marcador.
Dimba aproveita vacilo alvinegro e abre o marcador.

O Ceilândia não fez uma boa partida na tarde deste domingo diante do Sobradinho e apenas empatou em 2 x 2. O resultado deixa o Ceilândia fora dos G4, embora tenha garantido a classificação.

O primeiro tempo foi muito ruim. O Ceilândia desde os primeiros minutos parecia disperso e incomodado, não sem alguma dose de razão, com a arbitragem.

Sandro foi sacrificado: mudança necessária em um dia complicado
Sandro foi sacrificado: mudança necessária em um dia complicado

O fato é que o time foi incapaz de atuar coletivamente, sobrevivendo das individualidades. Elvis e Allan Dellon, foram figuras apagadas no primeiro tempo.

A sorte do Ceilândia é que o Sobradinho era apenas um time esforçado quando, aos 14, Dimba recebeu de Marcelinho e bateu. A bola desviou em Badhuga e matou França.

Claudio Luiz: defesa sofreu dois gols depois de muito tempo
Claudio Luiz: defesa sofreu dois gols depois de muito tempo

Esperava-se que o Ceilândia deixasse a indolência de lado e ao menos se acertasse em campo. Isso não aconteceu.

Sem muito o que fazer, Adelson tirou Sandro ainda aos 20 minutos do primeiro tempo para a entrada de Gilmar Here.

Na falha de França, o segundo gol do Sobradinho.
Na falha de França, o segundo gol do Sobradinho.

O time melhorou com a entrada de Gilmar Here, não porque tivesse volume de jogo, mas porque passou a disputar a  bola ainda na defesa do Sobradinho.

Mesmo assim o jogo estava amarrado. O Ceilândia levava perigo apenas em jogadas de bola parada e foi numa destas que empatou. Aos 36, Allan Dellon bateu a falta, Donizete falhou e Cassius fez de meia-bicicleta.

Ceilândia comemora o gol do empate: pouco para quem quer ser campeão
Ceilândia comemora o gol do empate: pouco para quem quer ser campeão

O Ceilândia continuou melhor, mas era incapaz de atuar coletivamente. Avançava muito mais por força das individualidades e da vontade.

Veio o segundo tempo e o Ceilândia poderia ter matado o jogo. Não o fez. O castigo veio aos 10 minutos.

França que vinha tão bem na competição, atrapalhou-se com a bola e serviu nos pés de Dimba. O Capitão do Bicampeonato não teve dó e recolocou 0 Sobradinho em vantagem.

Elvis esteve apagado no primeiro tempo. No segundo, melhorou um pouco, mas não o suficiente para levar o Gato à vitória
Elvis esteve apagado no primeiro tempo. No segundo, melhorou um pouco, mas não o suficiente para levar o Gato à vitória

O Ceilândia teve que remar novamente. Nova bola parada e, aos 31, Claudio Luiz subiu para dar números finais ao jogo: 2×2.

O resultado foi ruim para Ceilândia e Sobradinho.  Para a torcida do Gato Preto fica a certeza de que mentalmente o time ainda não está pronto: para ser campeão, mais que individualidades, é preciso atuar coletivamente. Fica a lição de hoje.

Juninho foi expulso e é desfalque certo no próximo final de semana.

 

Faltou jogar como time

Cassius comemora: tarde ruim. Prevalesceram as individualidades
Cassius comemora: tarde ruim. Prevaleceram as individualidades

O Ceilândia por pouco não foi castigado por haver abandonado o jogo coletivo.

Há quem diga, não sem razão, que não é difícil subir. Difícil, dizem,  é permanecer no topo.

As razões são as mais diversas. A principal causa está no fato de que o sucesso faz aflorar as vaidades individuais.

O somatório dos interesses individuais não é igual ao interesse coletivo: Ceilândia vai precisar jogar como time
O somatório dos interesses individuais não é igual ao interesse coletivo: Ceilândia vai precisar jogar como time

Pode não ter sido isso o que aconteceu na tarde de hoje em Sobradinho, mas é especialmente perigoso ver que o Ceilândia não atuou como equipe. O Ceilândia foi uma equipe pouco solidária.

O resultado foi que o Gato Preto somente não saiu de Sobradinho com uma derrota a vários fatores. O principal, talvez, esteja no fato de que as individualidades bastaram.

A verdade contudo é outra: as individualidades bastam para conseguir um ou outro resultado, num campeonato tão pobre tecnicamente. Mesmo assim não são suficientes para fazer um campeão.

Habemus zagueiros

Sandro e Claudio Luiz: uma das várias combinações tentadas por Adelson
Sandro e Claudio Luiz: uma das várias combinações tentadas por Adelson

O começo de ano do Ceilândia foi complicado. Uma sucessiva onde de contusões impediu que Adelson de Almeida arrumasse a sua defesa.

Com 9 gols sofridos nos cinco primeiros jogos, havia uma certeza:  o time possuía deficiências no sistema defensivo (e porque não dizer, também, no ataque).

Hora de ir às compras. Mantida a sete chaves, a negociação com Gilson evoluía. Pelo sim, pelo não, o time correu e contratou Fabio Paulista.

Sandro sofreu com a instabilidade do time e agora é opção para os momentos mais difíceis
Sandro sofreu com a instabilidade do time e agora é opção para os momentos mais difíceis

Com a contratação de Gilson e o retorno de Cláudio Luiz, o CEC passa a contar com duas boas linhas de defensores.

A questão agora é deixá-los prontos para qualquer eventualidade. Com os cartões se acumulando, é natural que a qualquer hora o time precise de todos, então… é melhor está pronto.

Ceilândia diante do favoritismo do líder

Ceilândia está nove pontos distante do líder
Ceilândia está nove pontos distante do líder

O Luziânia é líder disparado do Candangão 2014. A diferença entre o azulão da saída sul e o Ceilândia é de absurdos nove pontos em apenas seis jogos.

O líder tem se destacado em vários aspectos, inclusive por sua defesa. O Luziânia sofreu apenas dois gols e o seu ataque somente não faturou na última partida.

Adelson não tinha zagueiros: agora ganhou mais dois
Adelson não tinha zagueiros: agora ganhou mais dois

A campanha do Luziânia impressiona no confronto  contra os últimos colocados. O Luziânia enfrentou os quatro últimos e tem cem por cento de aproveitamento. 12 pontos de 12 possíveis.

O Ceilândia, ao contrário, em quatro jogos contra quatro dos últimos cinco colocados, fez apenas 6 de 12 pontos possíveis. Apenas metade dos pontos possíveis.

Elvis foi bem contra a Ceilandense
Elvis foi bem contra a Ceilandense

Para os bons entendedores isso seria uma prova da diferença das duas equipes. O Luziânia teria melhor qualidade na distribuição de seu jogo, algo que será colocado em teste no próximo sábado pelo time de operários do Ceilândia.

O Ceilândia, em função da antecipação do jogo para o sábado, mudou o seu cronograma.  Nesta quarta e amanhã, deve privilegiar os trabalhos táticos e coletivos com bola. A princípio, Adelson de Almeida não tem problema.

Enfim, a primeira vitória em 2014

Pela primeira vez no ano, a defesa não sofreu gol
Pela primeira vez no ano, a defesa não sofreu gol

O Ceilândia enfim venceu em 2014. Não foi brilhante, mas venceu.

O jogo foi muito equilibrado. As equipes alternaram bons e maus momentos na partida. Desta vez, como fora diante do Brasília, o Ceilândia foi consistente defensivamente. França pouco trabalhou. Foi exigido apenas em bolas paradas.

No gol de Cassius, a comemoração de Caio Chulapa
No gol de Cassius, a comemoração de Caio Chulapa

Em um jogo tão igual, a primeira chance viria em uma bola parada. Escanteio e Cassius cabeceou para abrir o marcador aos 34 do primeiro tempo.

Depois de fazer o gol, o Ceilândia desarticulou-se na função desempenhada por Gilmar Herê e Alisson. O Paracatu saía com a bola dominada em seu campo de defesa. Por sorte, rondava, rondava, rondava e não concluía.

Alisson cansou ainda no primeiro tempo, mas foi importante enquanto teve pernas
Alisson cansou , mas foi importante enquanto teve pernas

Veio o segundo tempo e Adelson mexeu no time, colocando Valdinei no lugar de Gimar Herê. A mudança era essencialmente tática.

Os dez primeiros minutos foram do Paracatu. O Ceilândia dominou os dez minutos seguintes. Foi quando poderia ter ampliado, mas a bola não chegou em Valdinei, na primeira, e, na segunda, Cassius acertou a trave.

No contra-ataque, CEC poderia ter ampliado, mas as chances foram poucas
No contra-ataque, CEC poderia ter ampliado, mas as chances foram poucas

O jogo ficou truncado até o final: o Ceilândia controlava o Paracatu. Chances de gol? Nenhuma, para qualquer lado.

Para dizer que não houve emoção, houve duas expulsões, uma para cada lado (Tavares do Ceilândia foi expulso após trocar agressões com adversário).

Adelson conduz o time para o agradecimento final
Adelson conduz o time para o agradecimento final. Enfim o time interagiu com a torcida

No final, o comandante Adelson de Almeida discretamente cerrou os punhos e comemorou a vitória. Exigiu que o time fosse ao centro do campo e agradecesse por, depois de dois meses de trabalho árdu0, haver conquistado a primeira vitória.

O resultado tira o Gato Preto da última colocação e dá esperança de dias melhores.

 

 

Ceilândia vai simplificar e corre atrás de um Xerife

O Ceilândia tem criado, mas não tem tido sorte. Nesta, o zagueiro salvou em cima da linha
O Ceilândia tem criado, mas não tem tido sorte. Nesta, o zagueiro salvou em cima da linha

O Ceilândia sabe que o desespero é um mau conselheiro e é muito cedo para isto. O time começou mal a competição e após um final de semana de trabalho e reflexão optou por simplificar.

Há o consenso entre jogadores e comissão técnica de que se não está dando certo, está na hora de mudar. Por isso, é provável que o time mude para enfrentar o Brasília.

Tavares ganhou confiança e o time melhorou com ele
Tavares ganhou confiança e o time melhorou com ele

Espera-se que a mudança não seja apenas nos nomes, mas também na postura.

Outra conclusão da Comissão Técnica é a de que o time precisa simplificar: algumas invenções, embora naturais numa partida, expuseram o time ao contra-ataque.

A arbitragem também foi ruim contra o Formosa: claramente não foi falta no lance que originou o segundo gol do Formosa
A arbitragem também foi ruim contra o Formosa: claramente não foi falta no lance que originou o segundo gol do Formosa

Num desses contra-ataques, o árbitro viu uma falta inexistente de Thiaguinho e dali saiu o segundo gol do Formosa.

No campo dos reforços, o Ceilândia entende que falta liderança dentro de campo. Para tanto, a equipe está tentando buscar um jogador com características de liderança.

Não tem sido fácil. A diretoria não confirma, mas parece certo que estão buscando repatriar um grande zagueiro da história alvinegra que, depois de 10 anos fora, deseja voltar ao DF.

Gilmar Herê entrou e com isso aumentou a esperança da torcida alvinegra, mas o esquema com três atacantes não funcionou.
Gilmar Herê entrou e com isso aumentou a esperança da torcida alvinegra, mas o esquema com três atacantes não funcionou.

O Ceilândia deve, também, simplificar do ponto de vista tático: nada de jogadores terem várias funções ou fórmulas milagrosas. Contra o Formosa o Ceilândia dominava o jogo, perdia seguidas oportunidades (outro problema) e optou por três atacantes na crença de que resolveria. O time perdeu em consistência e deu no que deu.

O alvinegro tem levado à sério o momento. Depois do treinamento de ontem, faz os últimos preparativos hoje. Amanhã, apenas treinos leves. Quarta, faz o terceiro jogo seguido fora de casa, agora contra o Brasília.

 

Enfim completo…

Claudio Luz e Gilmar Herê: de volta aos treinamentos
Claudio Luz e Gilmar Herê: de volta aos treinamentos

O Ceilândia sofreu com seguidas contusões no início da preparação. Ontem, pela primeira vez, foi possível ver em ação a quase totalidade dos jogadores.

No treino de ontem, o Gato Preto trabalhou  a transição do meio para o ataque, conclusão e cruzamentos. Nenhum destaque especial que não os goleiros que fizeram grandes defesas.

Em campo algumas surpresas. o recém contratado Paulo Regis treinou pelo lado esquerdo e mostrou alguma qualidade em seus cruzamentos. Com bola rolando, ainda não teve tempo de mostrar o seu valor.

Paulo Regis treinou normalmente
Paulo Regis treinou normalmente

Já Gilmar Herê treinou com desenvoltura e trouxe alegria para os torcedores. Há a convicção de que o Ceilândia com Gilmar Herê é um, sem ele é outro.

Outro que treinou normalmente foi Claudio Luiz. O experiente zagueiro, ainda parece longe do ideal. A percepção é a de que a dose de tolerância de membros da comissão técnica com o atleta está no limite.

Gilmar Herê volta: fez muita falta até agora
Gilmar Herê volta: fez muita falta até agora

Claudio Luiz está muito inseguro, normal para quem passou por seguidas contusões. O zagueiro também está um pouco  preso, o que significa que ainda não está em condição de jogar.

O problema para Claudio Luiz é que para jogar é preciso estar jogando,  mas o Ceilândia não está em condições de ficar fazendo testes. Claudio Luiz vai ter que provar nos treinos que está em condições.

O CEC faz nesta quinta-feira o coletivo apronto e depois entra em regime especial de concentração para o jogo diante do Formosa, sábado, 16h, no Serra do Lago em Luziânia.