
Venceu o trabalho mais maduro numa tarde em que também houve agressões fora do estádio. O Ceilândia chegou nas semifinais na bacia das almas e ninguém é capaz de negar essa condição.

O time demorou muito a achar mostrar um futebol minimamente aceitável. E esse futebol começou a aparecer apenas a partir da oitava rodada. Se antes faltava futebol e sorte, isso começou a aparecer a partir dali.

O Ceilândia classificou-se para a semifinal diante do Gama. O Gama tem o melhor futebol do Distrito Federal no momento. Sabia-se que seria difícil, mas sabia-se que teria luta.

No primeiro jogo, o Ceilândia foi melhor no primeiro tempo. O time ainda não está maduro. Faz força para jogar, mas foi melhor.

No segundo tempo, o Gama foi melhor. Saiu na frente e o Ceilândia empatou. O Gato Preto mostrou futebol no primeiro tempo e contou com a sorte no segundo.
Chegamos ao jogo deste sábado. Foi um jogo diferente. O Gama postou-se diferente.

O Ceilândia de Adelson não é um time de posse de bola.Então é de se esperar que o adversário tenha a posse e que o Ceilândia tente contra-ataques rápidos. Compreendam: a estratégia do Gama não é muito diferente. Possui temperamentos e é mais madura.

Então, o Gama tinha a bola, mas Sucuri não trabalhava. Aliás: Sucuri não fez qualquer defesa importante no jogo inteiro, diferente do que fizera no jogo de ida.
O fato é que o Ceilândia rondava a meta alviverde e aos 23 saiu na frente, com Sandy, numa jogada que envolveu todo o ataque do Gato Preto.

O gol do Ceilândia não mudou o jogo. Quis o destino que o Gama tivesse a fortuna de empatar ainda no primeiro tempo. Um cruzamento que não deu certo passa por toda extensão da defesa alvinegra. Clemente, no segundo pau, volta para buscar a bola e arremessa inapelavelmente: 1 x1 (35minutos).

Veio o segundo tempo e o Ceilândia tentou empurrar o Gama para o campo de defesa. Não deu certo. Aos 7, num contra-ataque, Clemente foi lançado nas costas da defesa. Chutou mal, mas a bola sobrou para Ramon fazer Gama 2 a 1.

Daí para a frente, o Gama tratou de controlar o jogo. Jamais se expôs completamente e o Ceilândia jamais demonstrou que seria capaz de virar.
O resultado premiou o time com trabalho mais maduro. O Gama está na final.

O Ceilândia passa agora por um momento de definição: segue com o modelo e grupo atuais ou muda. Não dá para mudar tudo, mas obviamente algo precisa ser feito para mobilizar o grupo rumo a Série D.

Por fim uma nota sobre as agressões sofridas por torcedores do Ceilândia nas imediações do Bezerrão, tanto a organizada quanto torcedores comuns.

Temos uma ótima relação com torcedores do Gama. Espírito de porco existe em qualquer lugar, inclusive no meio da torcida alvinegra. Agora, uma coisa é certa: pessoas normais vão ao jogo para torcer para o seu time e desanimam com eventos dessa natureza.

Por vezes dá vontade de desistir de ir ao estádio por causa desses animais, mas incomoda mais ainda a total incompetência da Polícia Militar.

Presenciamos a atuação da PM antes dos eventos e vimos falta de comprometimento, organização e comando desde o momento em que no Estádio misturaram torcedores comuns à organizada.

A falta de organização e comando seguiu fora do estádio. Não havia um procedimento operacional a ser seguido para a segurança aproximada e menos ainda para a detecção antecipada de riscos ou controle de perímetro.

A atuação da PM parecia improvisada e sem comando: deu no que deu: torcedores comuns agredidos e ônibus da organizada apedrejado.



























































































































































































