
A missão do Ceilândia não era fácil. Continua não sendo fácil. Se antes era quase impossível, agora essa missão parece possível graças à vitória sobre o Paranoá na tarde deste sábado.

Tudo começou a ficar menos complicado para o Ceilândia quando Cabralzinho, que voltava de lesão no posterior da coxa, aproveitou o rebote e fez 1 a 0 para o Gato Preto logo aos 3 minutos.

O Ceilândia não jogava um futebol vistoso, mas fazia o que se espera quando joga em casa: tinha a posse de bola, controlava as investidas do adversário e chegava à meta do Paranoá.

Não demorou muito e em nova jogada da direita, onde estavam Cardoso e Paulinho, Patrickão fez Ceilândia 2 a 0. Aí aconteceu o quê já vimos diversas vezes neste Candangão.

O Ceilândia acomodou-se e permitiu que o Paranoá ficasse com a bola. Aos 39, num lance despretensioso, Marcello Rudá marcou pênalti para o Paranoá. Não foi pênalti! Quem está dizendo não é o torcedor. Quem disse foi o bandeirinha e quem estava do nosso lado viu que não foi pênalti. Marcello Rudá, mesmo mal colocado, bateu no peito e apontou para a marca da cal. Rene Silva diminuiu.

Veio o Segundo tempo e o Ceilândia veio melhor postado. O Paranoá até ensaiou um domínio, mas agora o jogo ficara de intermediária a intermediária. O Ceilândia não chegava com perigo, mas o Paranoá também não.

Aos 30, depois de negar ao Ceilândia pênaltis no estilo que marcara para o Paranoá, Marcello Rudá não teve outra opção: Fábio foi derrubado dentro da área. Marquinhos cobrou e fez Ceilândia 3 a 1.

Adelson aproveitou e tirou Bosco, um gigante em campo, para a entrada de Sandy que precisa de ritmo de jogo.

No final, Marquinhos aproveitou um contra-ataque e deu números finais ao jogo: Ceilândia 4 a 1 Paranoá.

O placar é ao mesmo tempo realista, porque o Ceilândia é muito melhor que o Paranoá, mas não diz o que foi o jogo. Para os mais puristas, ficará a dúvida se o placar diz mais sobre as virtudes do Ceilândia ou mais sobre as deficiências do Paranoá.

Não importa: o Ceilândia precisava da vitória e que Capital e Brasiliense empatassem para chegar com chances na última rodada. Capital e Brasiliense empataram em 2 a 2.

Agora o Ceilândia precisa vencer o Brasiliense no Serejão e torcer para o Capital não vencer o Gama. Se tudo isso acontecer, o Ceilândia se classifica para as semifinais.

Antes, contudo, o Gato Preto tem jogo importante da Copa do Brasil, quando enfrenta a Jacuipense, quarta-feira, 20h, no Abadião, pela segunda fase da competição.
A semana será de muita tensão, mas o Gato Preto está vivo.















Paranoa




No geral, foi um jogo morno em que duas equipes sem inspiração se enfrentavam. É possível ver que o Ceilândia tem alguns bons valores, mas não consegue jogar coletivamente. Ligação direta também não funcionou. Uma vitória contra o Paranoá pode mudar tudo, mas também pode deixar o Ceilândia em situação complicada.






























































